Descoberto: Carta Do Líder Nazista Himmler Ao Líder Muçulmano Mufti Al Husseini

Fonte/Source: UNCOVERED: Nazi Leader Himmler letter to Muslim leader Mufti al Husseini – Geller Report


Descoberto: Carta Do Líder Nazista Himmler Ao Líder Muçulmano Mufti Al Husseini

Por Pamela Geller

29 de Março de 2017

Há muitos anos venho documentando os estreitos laços entre a liderança Nazista e os líderes do mundo Muçulmano. Eu tenho uma categoria inteira dedicada à minha pesquisa aqui. Fui severamente ridicularizada e criticada por causa de uma campanha publicitária que coordenei destacando a aliança entre Hitler e o mundo Muçulmano. Mesmo por pseudo-intelectuais como Daniel Pipes.

Aqui está mais uma prova de sua estreita aliança e objetivos compartilhados.

Foto: A foto foi autografada por Himmler: “A sua eminência o Grande Mufti, 4 VII 1943, em memória”

Hitler: Somos aliados naturais — temos o mesmo inimigo, ou seja, os Judeus. Quando ganharmos, o mufti será o Fuhrer dos Muçulmanos.

O ódio Muçulmano dos Judeus remonta muito antes de 1967 ou mesmo de Hitler. Ele remonta a Muhammad.

Heinrich Himmler com Haj Amin El Husseini

DESCOBERTO EM ISRAEL UM DOCUMENTO NUNCA VISTO ANTES  AUTOGRAFADO PELO LÍDER NAZISTA HIMMLER

A BIBLIOTECA NACIONAL DESCOBRIU UM TELEGRAMA ESCRITO POR HEINRICH HIMMLER E ENVIADO AO MUFTI AL-HUSSEINI, NO QUAL O LÍDER NAZI EXPRESSA SEU APOIO À LUTA PALESTINA CONTRA OS JUDEUS.

Por Joy Bernard, Jerusalém Post, 29 de Março de 2017:

A Biblioteca Nacional descobriu um telegrama escrito por Heinrich Himmler e enviado ao Mufti al-Husseini, no qual o líder Nazista expressa seu apoio à luta Palestina contra os Judeus.

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Neste constrangedor documentário, a vida do oficial SS Heinrich Himmler se desenrola através das filmagens e das cartas que ele escreveu durante a guerra. (Foto: PR)

 Alemanha defenderá firmemente o povo Palestino na sua luta contra a “criminosa” Declaração de Balfour, foi a principal mensagem transmitida no telegrama recentemente descoberto nos arquivos da Biblioteca Nacional de Israel. O raro documento, que a biblioteca avalia, data de 1943, foi escrito pelo infame SS comandante Heinrich Himmler e enviado a Haj Amin al-Husseini, que serviu como o Grande Mufti de Jerusalém entre 1921 a 1937.

O comandante Nazista, que foi um dos principais mentores por trás da “Solução Final” (termo usado pelo regime Nazista para o seu plano de exterminar todos os Judeus da Europa), escreveu ao líder Muçulmano que “o reconhecimento conjunto do inimigo, e batalha conjunta contra ele é o que cria a firme lealdade entre a Alemanha e os Muçulmanos que procuram a liberdade em todo o mundo

Himmler continuou dizendo ao Mufti, — que presidiu os territórios Palestinos durante um período particularmente tumultuado durante o domínio do Mandato Britânico na região, —que seu país seguia de perto a resistência Palestina contra a Declaração de Balfour (o histórico documento Britânico escrito por Arthur James Balfour, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido na época, que apoiou abertamente “o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo Judeu”.)

O movimento Nacional-Socialista da grande Alemanha fez da sua luta contra o Judaísmo mundial um princípio orientador desde o seu início”, escreveu Himmler. “Por isso, [o movimento] vem acompanhando de perto a batalha dos Árabes que buscam a liberdade — e especialmente na Palestina — contra os invasores Judeus“, acrescentou o líder Nazista.

Terminou sua calorosa carta ao Mufti escrevendo: “Com esse espírito, estou feliz em desejar-lhe no primeiro aniversário da Declaração de Balfour, calorosos votos para a continuação de sua batalha até a grande vitória“.

Esse documento recém descoberto revela e ilumina as fortes conexões que os historiadores têm afirmado entre o Mufti e a hierarquia superior do regime Nazista. Em 1937, o Mandato Britânico procurou prender Al-Husseini devido ao seu envolvimento no levante Árabe. O Mufti fugiu para o Líbano e de lá para o Iraque, onde se juntou a um grupo pró-Nazista que se rebelou contra o regime Iraquiano e realizou um golpe militar em Abril de 1941. Quando o golpe falhou, Al-Husseini escapou para a Alemanha Nazista, Berlim, em Novembro de 1941.

Ao testemunhar as marcas de vitórias, na época, da Alemanha Nazista, o Mufti decidiu que tinha que ganhar o apoio pessoal do líder da Alemanha Nazista Adolf Hitler. O encontro de Al-Huseeini e Fuhrer, de 90 minutos de duração, foi especialmente cordial, com o Mufti se apresentando ao Hitler não apenas como líder do movimento nacional Palestino, mas também como líder de todos os Árabes e representantes Muçulmanos em todo o mundo, com o intuito de convencer o líder Nazista da lealdade natural que compartilhava com a Alemanha.

No entanto, historiadores têm enfatizado durante os 72 anos decorridos desde o Holocausto, que o principal objetivo de Mufti al-Husseini, ao promover a reunião na época, era assegurar que os Judeus Europeus não fugissem em massa para a Palestina enquanto tentavam escapar da morte nas mãos dos Nazistas.

Apesar do firme vínculo que o Mufti conseguiu forjar com a liderança Alemã, muitos acreditam que ele não conseguiu atingir a maioria de seus objetivos diplomáticos. Dr. Esther Webman, um historiador da Universidade de Tel Aviv, diz que “No final do dia, o Mufti falhou em alcançar a maioria de seus objetivos: a Alemanha Nazista não declarou seu apoio à independência Árabe e foi usado pela liderança Nazista para realizar seus próprios objetivos.”

“Sua tentativa de incitar os Árabes do Oriente Médio contra as autoridades coloniais durante a Segunda Guerra Mundial também não teve sucesso”, acrescentou o Dr. Webman. “Sua única realização significativa foi o seu sucesso na prevenção de uma série de casos de Judeus deixando a Palestina durante a guerra.”

Como a maioria da liderança Nazista foi rápida em eliminar todas as provas de sua participação nos horrores executados durante a Segunda Guerra Mundial, documentos escritos por altos funcionários do regime servem como uma visão bem-vinda sobre as profundezas dos mecanismos escuros e atrozes de um regime que deixou uma marca trágica na história do mundo. Como recentemente, em Agosto de 2016, mais documentos escritos por Himmler foram revelados. Os diários do escritório do líder Nazista, que acreditava-se perdido por 71 anos, foram encontrados nos arquivos do exército Russo e continham descrições sangrentas das experiências de primeira mão do líder Nazista durante suas visitas aos campos de extermínio que supervisionou e no qual cerca de seis milhões de Judeus haviam perecido. Enquanto as autoridades Israelenses ainda não comentaram o conteúdo do telegrama que surgiu recentemente, muitos estão ansiosos para ouvir a reação do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que gerou controvérsia em Outubro de 2015, quando expôs durante o discurso que fez no 37º Congresso Sionista Mundial de que Hitler não pretendia exterminar todos os Judeus, mas sim expulsá-los. Netanyahu afirmou ainda que o Fuhrer foi inspirado a massacrar todos os Judeus da Europa somente depois que se reuniu com Mufti al-Husseini, o qual, como mencionado, temia enfrentar uma onda de imigração Judaica à Palestina.

Resta ver como essa nova e significativa descoberta impactará a narrativa histórica sobre a história Judaica e as manobras diplomáticas entre Alemanha-Palestina nos anos anteriores ao estabelecimento do Estado Judeu.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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