Raymond Ibrahim: 44 Cristãos Mortos: As Mais Recentes Vítimas Do Islã

Fonte/Source: 44 Dead Christians: Islam’s Latest Victims – Raymond Ibrahim


Nota do blog:

Os fatos sobre os ataques recentes às igrejas do Egito já são conhecidos por todos, mas o leitmotiv continua sendo omitido pelos líderes políticos e religiosos com raríssimas excessões. Espero que esta análise imploda, de uma vez por todas, as fantasias criadas em torno da “Religião de Paz”.


44 Cristãos Mortos: As Mais Recentes Vítimas Do Islã

Por Raymond Ibrahim

10 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

O início das celebrações da Semana Santa dos Cristãos no Egito foi marcado pela tragédia. Duas igrejas Coptas Cristãs Ortodoxas repletas de fiéis para a missa de Domingo de Ramos foram atacadas por homens-bomba Islâmicos; deixando um total de 44 mortos e 126 feridos ou mutilados.

Cenas horrorosas de carnificina — membros e sangue espirrado nos altares e bancos — estão sendo relatadas em ambas as igrejas. Vinte e sete pessoas — relatórios iniciais indicam crianças, em sua maioria — foram mortas na  St. George, em Tanta, norte do Egito. “Onde está o governo?”, Gritou um Cristão irado para os repórteres da AP. “Não há governo! Houve um claro lapso de segurança, que deve ser reforçado a partir de agora para salvar vidas.”

Menos de duas horas depois, 17 pessoas foram mortas na Catedral de São Marcos em Alexandria, que — desde que o edifício original da igreja, fundada pelo Evangelista Mark no primeiro século, foi destruído pelo fogo durante as invasões Muçulmanas do sétimo século no Egito — tem sido a sede histórica da Cristandade Copta. Papa Tawadros, que estava presente — e aparentemente alvejado — escapou da carnificina.

No Domingo, 11 de Dezembro de 2016, um homem-bomba Islâmico entrou na Catedral de São Pedro no Cairo durante a missa, detonou-se e matou pelo menos 27 fiéis — na maioria mulheres e crianças — e feriu quase 70. As descrições das cenas desse bombardeio são praticamente idênticas com as de hoje: “Eu encontrei corpos, muitas delas mulheres, deitados nos bancos. Foi uma cena horrível. Vi uma mulher sem cabeça sendo levada. Todos estavam em estado de choque. Estávamos apanhando a carne das pessoas no chão. Havia crianças. O que eles fizeram para merecer isso? Eu gostaria de ter morrido com eles em vez de ver essas cenas.”

Antes do ataque de 11 de Dezembro, o mais mortífero bombardeio da igreja ocorreu em 1 de Janeiro de 2011. Nessa ocasião, enquanto celebravam o Ano Novo, 23 Cristãos foram explodidos em pedaços.

O Estado Islâmico (ISIS) assumiu os atentados de 11 de Dezembro e o de hoje. (Porque não havia nenhum “Estado Islâmico” por volta de 2011, somente os “Islâmicos” genéricos podem reivindicar aquele atentado.) Este acréscimo na perseguição Cristã acredita-se que seja em resposta a um vídeo liberado recentemente pelo Estado Islâmico no Sinai. Nele, militantes mascarados prometeram mais ataques aos “fiéis da cruz”, uma referência aos Coptas do Egito, aos quais também se referiram como “presa favorita” e — num pouco de projeção Muçulmana clássica — como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Deve-se lembrar que para cada ataque com bomba bem-sucedido a uma igreja no Egito, existem inúmeros fracassados ou “muito-insignificante-para-reportar”. Assim, na semana anterior aos bombardeios de hoje, um artefato explosivo foi encontrado na igreja de St. George em Tanta e desarmado a tempo. Antes disso, outra bomba foi encontrada plantada no Collège Saint Marc, uma escola exclusivamente para meninos no centro de Alexandria. Da mesma forma, algumas semanas antes do bombardeio da igreja em 11 de Dezembro, um homem atirou um explosivo improvisado em outra igreja em Samalout. Se a bomba tivesse detonado — também desarmada a tempo — as baixas provavelmente teriam sido muito altas, já que a igreja estava repleta de milhares de adoradores reunidos para um serviço especial de férias. Em um incidente separado em Dezembro, slogans Islâmicos e mensagens de ódio —incluindo “Cristãos, vocês vão morrer” — foram pintados no chão de outra igreja, a da Virgem Maria em Damiette.

Os bombardeios de hoje nas igrejas também seguem uma série de crimes de ódio assassinos contra os Cristãos em todo o Egito nas últimas semanas — crimes que viram Coptas queimados vivos e mortos nas ruas movimentadas, e em plena luz do dia e deslocados do Sinai. Em um vídeo desses Coptas destituídos, um homem pode ser ouvido dizendo: “Eles estão nos queimando vivo! Eles querem exterminar os Cristãos completamente! Onde estão os militares [Egípcios]? “Outra mulher grita para a câmera:” Diga ao mundo todo, olhe — nós deixamos nossas casas, e por quê? Porque eles matam nossos filhos, matam nossas mulheres, matam nossos inocentes! Por quê? Nossos filhos têm medo de ir às escolas. Por quê? Por que toda essa injustiça?! Por que o presidente [Sisi] não se move e faz alguma coisa por nós? Não podemos nem mesmo atender às nossas portas sem estarmos aterrorizados! “(Nota: As doações que vão diretamente para os Coptas deslocados do Egito podem ser feitas aqui).

Em resposta aos bombardeios das igrejas de hoje, o presidente Sisi declarou estado de emergência de três meses, acrescentando em declaração que tais ataques só fortalecerão a determinação dos Egípcios contra as “forças do mal”. Por sua parte, o presidente Trump tuitou dizendo que está “muito triste com a notícia sobre o ataque terrorista”, mas que tem “grande confiança” em Sisi e que ele “vai lidar com a situação corretamente.”

Sisi culpou ainda mais os “países e organizações fascistas e terroristas que tentaram controlar o Egito” pelo bombardeio de hoje.

Mas o que dizer sobre o que está acontecendo dentro do Egito? Será que “Sisi está lidando com a situação corretamente”? Se aqueles que estão aterrorizando os Cristãos Coptas são verdadeiramente membros do ISIS ou meros simpatizantes, o fato é que todos foram crescidos no Egito — todos ensinados a odiar os “infiéis” nas mesquitas e nas escolas do Egito. [Ênfase adicionada].

O próprio Sisi reconheceu abertamente isso em 2015 quando se apresentou diante dos clérigos Islâmicos Egípcios de Al Azhar e implorou-lhes para fazerem alguma coisa sobre a forma de como o Islã é ensinado aos Muçulmanos. Entre outras coisas, Sisi disse que o “corpus de textos e idéias Islâmicos que temos sacralizado ao longo dos séculos” está “antagonizando o mundo inteiro” e que o Egito “está sendo rasgado, está sendo destruído, está se perdendo — e está se perdendo pelas nossas próprias mãos.”

O quão sério as suas palavras foram levadas foi revelado em Novembro passado, quando a maior autoridade Islâmica do Egito e Grande Imam, Dr. Ahmed al-Tayeb — que aparece sentado na primeira fila durante o discurso de Sisi em 2015 — defendeu a confiança de Al Azhar sobre esses mesmos “corpus de textos e ideias [Islâmicas] sacralizados ao longo dos séculos”, que muitos reformadores estão ansiosos para ver eliminados do currículo Egípcio porque apóiam as expressões mais “radicais” do Islamismo — incluindo a morte de apóstatas, perseguição de Cristãos e a destruição de igrejas.

O Grande Imam do Egito chegou a afastar descaradamente o pedido de reforma como quixotesco na melhor das hipóteses:

“Quando [Sisi e os reformadores] dizem que Al Azhar Deve mudar o discurso religioso, mudar o discurso religioso (sic), isso também é, quero dizer, eu não sei — um novo moinho de vento que acabou de aparecer, este “mudar o discurso religioso” — o que muda o discurso religioso? Al Azhar não muda o discurso religioso — Al Azhar proclama o verdadeiro discurso religioso, que aprendemos de nossos anciãos.

E a lei que os anciãos do Islã, o ulemá, legaram aos Muçulmanos prega o ódio aos “infiéis” — que, no Egito, significa Cristãos. Este é o problema definitivo do Egito, e não, para citar Sisi, os “países estrangeiros e organizações fascistas e terroristas”, que são sintomas do problema.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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