Por Que O Cristianismo Representa Uma Clara Ameaça À Índia

Fonte/Source: Why Christianity poses a clear threat to India | IndiaFacts


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Por Que O Cristianismo Representa Uma Clara Ameaça À Índia

O Cristianismo ainda não falhou na Índia. 
Com poderosos aliados no Ocidente, 
está se preparando para mais uma grande colheita.

Por  /@ByRakeshSimha


Se você pudesse resumir a história do Cristianismo na Índia em uma palavra, essa palavra seria ingratidão. Entre os primeiros refugiados a chegar à Índia estavam os Cristãos Sírios, perseguidos em suas terras nativas no Império Persa, século IV CE.

Perseguição não seria a palavra correta nesse caso porque os Cristãos Sírios do Império Persa foram encontrados colaborando com a Roma Cristianizada. Horrorizado com a traição de seus súditos Cristãos — em meio à guerra da Pérsia com os Romanos —, o Rei Zoroastriano Shapur II lamentou: “Nós estamos em estado de guerra; Eles estão num estado de alegria e prazer. Vivem em nossa terra, mas pensam como o Imperador, nosso inimigo.”

Shahpur II deportou alguns Cristãos de sua província Oriental na Síria e impôs um duplo imposto sobre os que permaneceram. Os vassalos Cristãos foram então ordenados a reverterem-se à sua religião Zoroastriana nativa.

Por falta de sorte, os Cristãos Sírios procuraram refúgio na Índia. A costa de Malabar, em Kerala, os atraiu — porque tinham ouvido falar de uma comunidade antiga de Judeus que viveram nesse local desde o primeiro século CE, fugindo da turbulência do Oriente Médio.

Como os Cristãos Sírios — ou Nasaranis — como ainda são chamados pelos moradores locais, foram tratados? “O Rei Indiano os recebeu com grande bondade”, escreve George David Malec na História da Nação Síria e da Antiga Evangélica-Igreja Apostólica do Oriente.

“Na escola de Kotem em Malabar ainda existem algumas placas de cobre com mensagens escritas pelo Rei ao líder Cristão, permitindo que ele e seus seguidores se instalassem em alguns lugares e recomendassem aos chefes vizinhos”.

De fato, por volta de (1498 CE) quando os saqueadores Portugueses conduzidos por Vasco Da Gama chegaram em Malabar, a comunidade Cristã Síria estava florescendo, com pelo menos 30.000 membros. Agora, eis aqui como retribuíram a generosidade da Índia. Quando Da Gama retornou pela segunda vez em 1502, foi recebido por uma delegação de Cristãos Sírios: “Eles se identificaram, renderam suas antigas honrarias e documentos, e o convidaram — para fazer a guerra contra seus Reis Hindus“, escreve Ishwar Sharan em O Mito de Santo Tomás e do Templo Mylapore Shiva.

De acordo com George Menachery, um apologista Católico e antigo conselheiro do Departamento de Arqueologia do Estado de Kerala, os Cristãos Sírios apresentaram ao Da Gama uma “Vara de Justiça” e juraram fidelidade aos Reis Portugueses e imploraram a proteção Portuguesa.

K.M. Panikkar descreve em Malabar e os Portugueses: “Mais do que isso, sugeriram (para Da Gama) que com a ajuda deles conquistaria os Reinos Hindus e o convidou — a construir uma fortaleza para esse propósito em Cranganore (Kodungallur). Essa foi a recompensa que os rajas Hindus receberam por tratar com liberalidade e bondade os Cristãos em seu meio“.

vascoO autor e pesquisador Sanjay Subrahmanyam, que não era amigo dos Hindus, escreve no extensamente comentado A Carreira e a Lenda de Vasco da Gama:

A perspectiva dos Cristãos Sírios sobre as primeiras atividades Portuguesas em Kerala é interessante; claramente apoiam os seus correligionários, e não os governantes locais…

Em carta datada de 1524, o Bispo Sírio-Cristão Mar Jacob escreve depois de relatar todas as suas ações a favor da Coroa Portuguesa: “Isto, Majestade, é o serviço que fiz nessas partes, com a intenção de levá-lo a ajudar-me na expansão dessas pessoas (Cristãos Sírios) através desta Índia na fé de Jesus Cristo, nosso Redentor.

Subrahmanyam continua: “No mesmo contexto, ofereceu a ajuda dos Cristãos Sírios como uma força militar auxiliar, para ajudar os Portugueses, alegando que representam ‘mais de 250.000 guerreiros’”. O bispo pede a Vasco Da Gama para interceder — para que use a força militar — em nome da comunidade Cristã Síria. Mar Jacob também propôs a construção de uma fortaleza Portuguesa em Cranganore, uma proposta que entrou em vigor uma década mais tarde, em 1536, abrindo caminho para a colonização Portuguesa.

Porém, uma vez que usaram cinicamente a ajuda da comunidade traidora, os fanáticos Portugueses perseguiram os Cristãos Sírios como vingança e os forçaram — sob pena de morte — a abandonar sua antiga Igreja Ortodoxa e a jurar lealdade ao Catolicismo Romano.

Avançando pelo Século XX

A história dos Cristãos de Kerala — que hoje constituem cerca de 20% da população do Estado — não tem sido totalmente exemplar nos tempos modernos. No início da década de 1970, quando— a Primeira Ministra Indira Gandhi denunciou publicamente a ameaça de subversão da CIA na Índia, o embaixador dos EUA em Nova Delhi, Daniel Patrick Moynihan, ordenou uma investigação sobre o assunto.

A Embaixada dos Estados Unidos descobriu em duas ocasiões durante o governo do pai de Indira, o Primeiro-Ministro Jawaharlal Nehru, que a CIA secretamente forneceu fundos para ajudar os adversários dos comunistas nas eleições estatais. A primeira ocasião foi na década de 1950, em Kerala, onde o dinheiro foi fornecido à Igreja Cristã Síria para desestabilizar o Partido Comunista democraticamente eleito na Índia. Segundo Moynihan, “Ambas as vezes o dinheiro foi dado ao Partido do Congresso, o qual havia solicitado. Uma vez que foi dado à própria Sra. Gandhi, que era então uma funcionária do partido“.

Assim como os Cristãos Sírios apoiaram seus correligionários Ocidentais em detrimento das comunidades Hindus e Muçulmanas locais, com quem coexistiram — e de cuja ajuda floresceram, prosperaram e gentrificaram — os Cristãos Indianos modernos protegem o Ocidente, especialmente os Estados Unidos. De acordo com eles, a América, sendo a maior nação Cristã, deve ajudá-los a manter a Índia — e, portanto, os Hindus — na linha.

Papel Dos Cristãos Na Divisão Indiana

Em um artigo intitulado O Papel dos Cristãos no Movimento da Liberdade do Paquistão, publicado no Jornal de Ciências Sociais do Paquistão, Munir-ul-Anjum e Shahnaz Tariq escreve:

O apoio dos Cristãos em prol do Paquistão foi baseado na crença de que a sociedade Muçulmana em sua natureza era mais secular do que o sistema de casta da sociedade Hindu, portanto, mais permissiva aos direitos e salvaguardas das minorias religiosas”.

Os Cristãos apoiaram fortemente Quaid-e-Azam e a Liga Muçulmana naquele momento crítico quando havia muita oposição à formação de um novo estado Muçulmano. A All India Christian Association garantiu a cooperação incondicional plena ao fundador do Paquistão. Este papel crucial da população Cristã da região foi reconhecido pelo fundador do Paquistão e da All India Muslim League em todos os níveis. Esses Cristãos desempenharam um papel muito forte na criação do Paquistão… O voto Cristão antes da Comissão de Fronteiras foi o único voto decisivo para a verdadeira fundação do Paquistão. Líderes Cristãos votaram pelo Paquistão porque acreditavam que Quaid-e-Azam seria o verdadeiro protetor de seus direitos e interesses“.

Quando os procedimentos da Comissão de Fronteiras tomou forma, os líderes Cristãos Dewan Bahadur S.P. Singha, C.E. Gibbon e Fazal Elahi, numa declaração registrada, exigiram que na demarcação das fronteiras, a população Cristã fosse incluída e denominada como população Muçulmana“.

Nos últimos dias da Índia unida, Jinnah visitou Lahore como parte de sua campanha para buscar o apoio da comunidade minoritária para o Paquistão. Ele conheceu o líder Cristão Chandu Lal e o líder Sikh Giani Kartar Singh. O líder Sikh recusou sua oferta enquanto Chandu Lal declarou apoio incondicional dos Cristãos ao Paquistão. Quando a resolução de juntar o Paquistão ou a Índia foi transferida e votada na Assembleia Legislativa de Punjab, os três membros Cristãos votaram a favor do Paquistão e salvaram a situação. Oitenta e oito e 91 votos foram expressos a favor da Índia e do Paquistão, respectivamente. Desta forma, os três votos Cristãos decidiram o destino da província.” [Ênfase adicionada]

No entanto, não contentes com a criação do Paquistão, os Cristãos “denunciaram e condenaram a injusta distribuição da província de Punjab com mais ímpeto que os Muçulmanos e tentaram o melhor possível para incluir os distritos de Pathankot e Gurdaspur no Punjab Ocidental”.

Os Cristãos São Uma Quinta Coluna?

Os fundamentalistas Cristãos prosperam no sofrimento e no desastre. Em Fevereiro de 2001, T. John, ministro da aviação civil de Karnataka e membro da Igreja Ortodoxa, descreveu o terremoto de Gujarat, que resultou na morte de mais de 20.000 pessoas, como “a punição de Deus ao povo por maltratar Cristãos e Minorias no estado“.

John também viu uma conexão divina entre os ataques aos Cristãos em Orissa e o ciclone que atingiu a região em Dezembro de 1999, matando 10.000 pessoas. Isso não é nada além de prazer vicário à custa de Indianos não-Cristãos.

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O Evangelista da Ásia, K.P. Yohannan, fundador e presidente do grupo Evangelista, Gospel for Asia (investigado por IndiaFacts várias vezes anteriormente), saudou o tsunami de 2004 como “uma das maiores oportunidades que Deus nos deu para compartilhar seu amor com as pessoas“.

Ele não foi o único a expressar tais sentimentos. O tsunami na Índia — no qual 10.136 pessoas foram mortas e centenas de milhares desabrigadas — foi de fato uma surpresa para muitas Igrejas Americanas, as quais derramaram bilhões de dólares para converter um grande número de pescadores pobres da região de Kudankulam.

Dez anos mais tarde, esses conversos foram lançados contra a importante central nuclear Kudankulam. Em 2014, a Intelligence Bureau (IB) — principal órgão de segurança interna da Índia — apresentou um relatório ao Primeiro Ministro Narendra Modi, identificando várias ONGs financiadas por estrangeiros que estão “afetando negativamente o desenvolvimento econômico”.

O relatório do IB relaciona-se perfeitamente com as declarações do ex-primeiro-ministro Manmohan Singh de que as ONGs financiadas pelos Americanos estavam liderando os protestos contra os reatores nucleares Russos construídos em Kudankulam. Ouvir o irritante e taciturno Singh — apesar de ter o seu cargo de Primeiro Ministro nas mãos do chefe do partido, uma pró-Cristã e Católica Sonia Gandhi — é uma indicação do perigo colocado à segurança nacional da Índia por forças controladas remotamente pelo Ocidente.

As ONGs que estavam no centro dos protestos de massa foram associadas com o Bispo Yvon Ambroise, o líder da Igreja de Tuticorin, que esteve ativo durante a viciosa campanha contra a usina.

Na verdade, há evidências de que os Cristãos mais antigos convertidos do Hinduísmo traíram interesses Indianos. Também ilustra como os Cristãos são facilmente coagidos por seus mestres Ocidentais.

O processo pelo qual o algodão é tingido (Animalizing) — era um segredo que permaneceu um mistério para os Europeus. Stephen Yafa explica em seu livro Cotton: The Biography of a Revolutionary Fiber como este segredo comercial foi roubado: “Ironicamente, foi um homem do tecido, o Padre Jesuíta Coeur-doux, que traiu esses segredos ferozmente guardados. Em 1742, o clérigo Francês aproveitou o seu posto missionário na costa de Coromandel para ganhar a confiança dos mestres tintureiros Indianos que ele havia convertido ao Catolicismo.”

Esses Cristãos Indianos lhe confiaram seu processo secreto com a compreensão de que nunca o revelaria. E o que o padre fez? “Coerdoux(sic) imediatamente deu uma descrição detalhada em uma carta, passo a passo, publicada na França. Em um piscar de olhos, 3000 anos de prática artesanal clandestina tornou-se de conhecimento público.”

O ponto não é a traição pelos recém convertidos Indianos Cristãos. Certamente, havia — embora ingenuamente — pedido ao sacerdote Europeu para guardar o segredo para si mesmo. O ponto é que isso mostra exatamente como os Indianos Cristãos podem ser usados pelos seus mestres Ocidentais. Por exemplo, a pressão pode ser aplicada na família de um Indiano Cristão aparentemente leal que, digamos, poderia ser um cientista de foguetes da Organização de Pesquisa Espacial Indiana.

A pressão pode vir de várias maneiras, mas a abordagem mais provável que uma agência de inteligência Ocidental usaria é a de aproximar-se primeiro do padre da paróquia do cientista Cristão através do bispo local, que pode ser abordado através de alguém do Vaticano.

Pressão paroquial não é brincadeira. Os Hindus, que não se reúnem formalmente sob um sacerdote, não conseguem entender quão estreitamente integrada é a Igreja com as famílias de Cristãos locais numa determinada área ou paróquia. Quando este escritor estava estudando em St. Thomas College, Thrissur, Kerala, foi testemunha de sacerdotes, alguns dos quais eram palestrantes, exigindo saber por que um determinado estudante tinha faltado à missa de Domingo.

A família pode ser ameaçada com status de pária. Por exemplo, para muitos Cristãos de Kerala, que se juntaram ao Partido Comunista da Índia, foram negados serviços de sepultamento pela Igreja após a sua morte. Isso pode ser traumático para os membros sobreviventes porque o resto dos membros da comunidade tendem a tratá-los como marginalizados. (Imagine o estado das crianças que não são capazes de enterrar seu pai morto.)

Sob tais circunstâncias, a transferência de segredos nacionais para um pen drive e entregá-los a um agente de uma agência de inteligência Ocidental pode parecer um pequeno inconveniente. Certamente, os Cristãos individuais em posições de alto nível podem não estar predispostos à traição. Mas porque todo o ecossistema Cristão está orientado para o controle total de seu rebanho, é improvável que muitos deles possam suportar a imensa pressão exercida sobre eles e suas famílias. Como escreve Subrahmanyam, os Portugueses consideravam os Cristãos Sírios como um meio de obter “quilometragem política e econômica”. Da mesma forma, hoje os Indianos Cristãos servem como meio para o Ocidente penetrar nos escalões mais elevados do poder em Nova Deli.

Por que o Cristianismo não tem lugar na Índia

Alguns argumentam que o sistema de castas do Hinduísmo é injusto com as castas inferiores e, portanto, o Cristianismo pode levantá-las tratando-as como iguais. Este é provavelmente o argumento mais lamentável a favor da fé Abraâmica. Pois, se o Cristianismo não fez, digamos, dos Europeus ou Americanos, seres humanos melhores, o que os faz pensar que isso tornará os Indianos melhores?

Em primeiro lugar, o racismo nunca esteve tão em alta no Ocidente. Igrejas Cristãs Americanas citaram a Bíblia para dar aprovação ao tráfico de escravos. Hoje, os Cristãos negros estão sendo novamente linchados por Cristãos brancos na América. O que eles podem ensinar à Índia sobre igualdade?

Além disso, apesar do derramamento de sangue terrível nas duas guerras mundiais, essas nações Cristãs ainda estão na garganta uns dos outros e ainda bombardeando civis inocentes ao redor do mundo. E se os eventos na Ucrânia indicam alguma coisa, os Cristãos Europeus não aprenderam nada e estão criando uma situação que poderia levar à III Guerra Mundial.

De qualquer forma, as separarão de castas entre os Indianos Cristãos reflete as divisões de castas no Hinduísmo. “A conversão ao Cristianismo não parece erradicar o preconceito sobre as castas da Índia mais do que elimina a discriminação racial nos Estados Unidos. Apesar do chamado de Jesus para o amor fraternal, o Domingo não é o dia mais segregado na América? “, Escreve C. Alex Alexander, um cidadão Norte-Americano naturalizado e ex-chefe de gabinete do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA numa exposição detalhada da ameaça Cristã à Índia.

Há outros que argumentam que os Hindus convertidos permanecerão Indianos, portanto, qual é o problema da conversão? Bem, há um grande problema e Swami Vivekananda o define no documento fundador da Missão Ramakrishna em 1897. Se a Índia abraça uma religião estrangeira, ele escreve: “A civilização Indiana será destruída. Pois quem quer que saia da religião Hindu não é apenas um a menos entre nós, mas também temos nele um inimigo a mais.”

Porque o Ocidente usurpou a alma do Cristianismo, a Cristianização — como a Islamização — equivale à desnacionalização. Os missionários Ocidentais que estavam se debatendo na China nos anos 40 gostaram da frase “Um Cristão a mais, um Chinês menos”.

A conversão religiosa é, portanto, um movimento de um interruptor que transforma um Indiano — ou, nesse caso, qualquer seguidor de uma religião nativa — em uma extensão da cultura e influência Ocidental.

ianEm seu livro, The Armies Of God: A Study In Militant Christianity, Ian Buchanan, um acadêmico Britânico nascido na Malásia, explicou como o Cristianismo importado do Ocidente pode causar estragos nos países em desenvolvimento. Em entrevista ao jornal DNA, ele diz:

Não há dúvida alguma de que a estratégia Americana faz uso deliberado (e um pouco cínico) das agências Cristãs em busca da política externa — e que a distinção entre religioso e secular é deliberadamente nebulosa no processo… A maioria das corporações evangélicas (World Vision, Campus Crusade, Youth with a Mission e Samaritan’s Purse) operam em parceria com o governo dos EUA em busca da política externa — World Vision, que é efetivamente um braço do Departamento de Estado, é talvez o mais notável exemplo disso.”

O que isso significa, na prática, para um país alvo?

Acima de tudo, significa que muitas vezes é muito difícil distinguir as agências de evangelização. A ativa proselitização Cristã é muitas vezes apenas uma pequena parte do processo; Além disso, deve haver infiltração de todos os setores de influência numa sociedade, de grupos religiosos para os departamentos governamentais para as instituições de caridade locais para as empresas privadas, de forma que obscurecem a linha entre a doutrinação Cristã e a mudança secular“.

Alex Alexander concorda:

Os auto professos grupos de pressão Cristã têm tanto uma sociedade altamente influente como um poderoso controle sobre a política. A rede de influência Evangélica vai muito além disso: há dezenas desses grupos trabalhando no Congresso, nas Forças Armadas e nos departamentos de Estado. Todos atuam para conectar a política, os negócios, os meios de comunicação e os militares entre si em busca de uma visão comum, de um domínio Cristão Americano sobre o mundo“.

É fato bem conhecido que Cristãos Indianos em conluio com políticos fundamentalistas Americanos, grupos de Igrejas e Marxistas Indianos desempenharam um papel de liderança conseguindo que o Primeiro Ministro Narendra Modi fosse proibido de entrar nos EUA por seu suposto envolvimento nos tumultos religiosos em 2002, Gujarat.

No entanto, os Cristãos vêm trabalhando contra os interesses Indianos mesmo antes disso. Em Setembro de 2000, quando o Primeiro Ministro Atal Bihari Vajpayee esteve em visita oficial nos EUA, o fundamentalista Cristão John Dayal compareceu perante a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) dos Estados Unidos, em Washington DC.

De acordo com Alexander, o virulento anti-Hindu “Dayal deveria ter pensado na possibilidade de que o timing do convite estendido a ele pela USCIRF não foi um acidente. É muito provável que fizesse parte do plano do Departamento de Estado dos EUA colocar o visitante Primeiro Ministro na defensiva, e assim, enfraquecer os esforços da Índia para transmitir ao público Americano as consequências destrutivas do terrorismo transfronteiriço auxiliado e apoiado pelo Paquistão.”

Alexander oferece um exemplo do nexo Cristão Ocidental:

Uma página da história recente do Timor-Leste pode ser apropriada para os Indianos reverem, a fim de compreender o potencial negativo da proselitização offshore. As tribos indígenas daquela ilha foram primeiramente convertidas ao Cristianismo por missionários Holandeses e Portugueses. Em seguida, foram ajudados pelas nações Ocidentais a se separarem da Indonésia. A Índia pode correr riscos semelhantes se continuar a permitir que missionários estrangeiros tenham acesso irrestrito a suas populações tribais“.

Na verdade, as atividades dos missionários Cristãos podem causar tumulto como aconteceu em grande escala em 1857. Historian R.C. Majumdar escreve:

A sensibilidade dos Cipaios (Sipais) às suas crenças e práticas religiosas e o temor da conversão ao Cristianismo funcionaram como um pesadelo em suas mentes…. Um vago temor de que o governo estivesse decidido, por bem ou por mal, a converter os Indianos ao Cristianismo, impregnou todas as fileiras da sociedade, e os Cipaios compartilharam plenamente essas apreensões com os demais…. A atitude agressiva dos missionários Cristãos… em matéria de proselitismo tinha sido motivo de queixa frequente“.

Entre tais atividades agressivas, Majumdar observou a prática dos missionários de “denunciar abertamente sem verificar, os usos e costumes sociais (Indianos) estimados, em linguagem de extrema violência, e abusos imundos de seus deuses e deusas por bandos de missionários Cristãos“.

O Mito Dos Cristãos Passivos

Exteriormente, o Cristianismo pode parecer uma religião benigna. De fato, quando comparado com a face agressiva do Islã, ele definitivamente aparece como a irmã Abraâmica mais domesticada. Em Why Christianity Failed in India, Tony Joseph escreve na revista Outlook que após 2000 anos de tentativa de converter a Índia, os Cristãos formam apenas cerca de 2 por cento da população. No entanto, ele erra totalmente o ponto.

O Cristianismo não cresceu muito durante os séculos que antecederam o período do colonialismo Europeu porque os primeiros Cristãos eram refugiados e não gostavam de converter Indianos nativos. Novamente, durante o período colonial, quando hordas de missionários Europeus entraram na Índia, o ritmo de conversão fracassou, porque os Indianos sabiam quem era o inimigo — os Cristãos Europeus, que vieram destruir a civilização Indiana assim como destruíram as culturas Aborígenes Americana e Australiana.

Hoje, os Europeus se foram, mas a agenda permanece. Onde antes poderíamos localizar um Cristão ou um evangelista pela cor de sua pele, agora estão em nosso meio. Eles têm nomes como Mahesh Bhupathi, cuja mãe uma vez disse: “Meu fardo é por causa da Índia, já que neste país nós lutamos com cerca de 33 milhões de outros deuses.” Se ela não tivesse pronunciado essas observações insípidas, ninguém teria sido mais iluminado para com ela e as atividades prosiletistas de seu filho.

Sob o manto da Democracia, os missionários Cristãos podem infiltrar-se e conduzir sua obra profana entre pobres e desamparados. Igrejas Cristãs surgiram como uma erupção na costa leste após o tsunami atingir o sul da Índia. Nagaland, que era inteiramente animista, apesar de dois séculos de domínio Britânico, tornou-se 100% Cristã durante 50 anos de governo democrático — ou melhor, da dinastia Nehru-Gandhi.

O Cristianismo ainda não falhou na Índia. Com poderosos aliados no Ocidente, está se preparando para mais uma grande colheita. Ao visitar a Índia em 1999, o Papa proclamou abertamente seu desejo de “testemunhar uma grande colheita de fé” por meio da Cristianização de todo o país. Previsivelmente, isso levou a uma reação dos Hindus que se sentiram ameaçados — e traídos — pelas grandes multidões de Cristãos Indianos que vieram cumprimentar o Papa.

Quebrando a Índia

Líderes Cristãos e organizações em sintonia com as ONGs Ocidentais e organismos apoiados por Igrejas estão apostando num jogo de divisão destinado a quebrar a Índia. O autor Rajiv Malhotra expôs isso com abundante evidência no livro Breaking India, o qual é co-autor com Aravindan Neelakandan.

Koenraad Elst diz: “Há uma tentativa viciosa de deslegitimar o Hinduísmo como religião nativa da Índia e de mobilizar as seções mais fracas da sociedade Hindu contra ela com slogans “de sangue e solo”.”

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Vendo como o movimento nativista nas Américas é parcialmente dirigido contra o Cristianismo por causa de sua agressão histórica contra a sociedade nativa (apesar das tentativas da Teologia da Libertação de recuperar o movimento), a Igreja Indiana tenta dominar essa tendência nativista e forjá-la numa arma Contra o Hinduísmo.

O envolvimento Cristão nos chamados movimentos Dalit (“oprimidos”) e Adivasi (“aborígenes”) é uma tentativa de canalizar o avivamento nativista e perversamente dirigi-lo contra a própria sociedade nativa. Ele anuncia seus serviços como o guardião dos interesses dos “verdadeiros nativos” (significando as Castas e Tribos Agendadas) contra a sociedade nativa, enquanto rotulando as castas superiores como “invasores Arianos”, com base numa teoria desatualizada postulando uma imigração em 1500 a.C.

Elst acrescenta:

Declarar pessoas como “invasores” por causa de uma suposta imigração de alguns de seus antepassados há 3500 anos é um feito incomum da retórica de ódio político em si mesma, mas o ponto é que segue um padrão de rodadas anteriores de agressão Cristã. Eis aqui o Cortés mais uma vez: Cortés, o conquistador do México, poderia derrotar os Astecas, a nação dominante que havia imigrado de Utah três séculos antes, ao alistar o apoio de nações subjugadas pelos Astecas, com ele próprio posando como seu libertador (claro, eles deveriam lamentar sua “libertação”). A tentativa de dividir as pessoas de um país com base étnica — se é uma distinção étnica real, como no caso do México de Cortés, ou intencionalmente inventada, como no caso da Índia — é um ato óbvio de hostilidade, inequivocamente um elemento de guerra.”

“Portanto, “sem qualquer restrição”, Cristãos estão ensinando alguns setores da sociedade Hindu a odiarem outros setores. Normalmente, você não tenta criar hostilidade entre seus amigos, de modo que a política da Igreja de dividir os setores da sociedade Hindu entre si deve ser vista pelo que é: um ato de agressão, que garante uma política ativa de autodefesa e contra-ataque. Este contra-ataque deve assumir uma forma adequada, adaptada ao gênio do Hinduísmo”.

Da a aliança com os fanáticos Portugueses ao apoio às turbas da Liga Muçulmana assassina dos anos 1940, os Indianos Cristãos mostraram uma linha incrivelmente estúpida e oportunista. Sua bússola Abraâmica está fixada no oeste e há pouca esperança de que os Cristãos se tornem de repente nacionalistas. Pois, a identificação com o estado-nação Indiano também implicaria a aceitação do Hinduísmo. Isso, mais que tudo, é incompatível com a cosmovisão Cristã. O ex-policial Julio Ribeiro e o juiz da Suprema Corte Kurian Joseph — que tanto criticaram o estado-nação Indiano — são símbolos vivos dessa incompatibilidade. Descendo a cortina de fundo, Ghar Wapsi (Híndi, significando “regresso a casa”) — ou reversão de Cristãos ao Hinduísmo — não é uma ideia tão ruim depois de tudo.


Rakesh Krishnan Simha é um jornalista baseado na Nova Zelândia. Ele escreve sobre assuntos externos e defesa para a Rússia Beyond the Headlines, um projeto do grupo Rossiyskaya Gazeta, com sede em Moscou, o maior grupo de mídia da Rússia. Ele está no conselho consultivo da Diplomacia Moderna baseada na Europa.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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