Papa No Egito: “Vamos dizer… ‘Não!’ a todas as formas de violência… perpetradas em nome da religião”

Fonte: Pope in Egypt: “Let us say… ‘No!’ to every form of violence…carried out in the name of religion”


Papa No Egito: “Vamos dizer… ‘Não!’ a todas as formas de violência… perpetradas em nome da religião”

Por Robert Spencer

28 de Abril de 2017

É difícil ser Egípcio: água virando sangue, rãs, piolhos, animais selvagens, criatório doente, furúnculos, granizo, gafanhotos, escuridão, morte do primogênito e agora o Papa Francisco.

Sério, Francisco observa a “incompatibilidade da violência e da fé” e diz: “Vamos dizer mais uma vez, um firme e claro ‘Não!’ a todas as formas de violência, vingança e ódio perpetrados em nome da religião ou em nome de Deus.”

Tudo isso soa bem, mas este é o homem que disse que “o Islã autêntico e a leitura adequada do Alcorão se opõem a toda forma de violência”.

É claro que ele não revisou essa visão catastroficamente contrafactual, pois em vez de, se afastar de sua declaração, sobre a rejeição da violência em nome da religião, e apelar à Al-Azhar para reformar os ensinamentos do Islã que exigem violência contra os incrédulos, Francis partiu para o controle de armas e uma denúncia oblíqua a Donald Trump e líderes Europeus que querem deter o ataque de migrantes Muçulmanos: “Francisco pediu o fim da ‘proliferação de armas’ e ridicularizou as “formas demagógicas de populismo”. Comentou sobre as armas: “se forem produzidas e vendidas, mais cedo ou mais tarde serão usadas. Somente trazendo à luz do dia, as obscuras manobras que alimentam o câncer de guerra, é que suas causas reais poderão ser impedidas. Os líderes nacionais, as instituições e os meios de comunicação são obrigados a empreender essa tarefa urgente e grave.” Como se pudesse dar um fim à jihad simplesmente confiscando as armas, coisa que só alguém que acredita que o Alcorão se opõe a qualquer forma de violência poderia pensar.

Em saudação ao sinistro Ahmed al-Tayeb de Al-Azhar, Francis foi mais uma vez fotografado sorrindo alegremente enquanto Tayeb olhava para trás friamente. Cada foto deles capta as mesmas expressões, e eles são uma parábola para o embuste do “diálogo inter-religioso” e para a atitude dos líderes Ocidentais em comparação com a dos líderes dos países Muçulmanos: o Ocidental ingênuo e ignorante buscando uma amizade sincera, feliz em provar-se “tolerante” e não “Islamofóbico”, enquanto seu homólogo Muçulmano, muito mais consciente do que está acontecendo, reage friamente e não revela o que está pensando.

Mas aqueles que estão conscientes do desprezo pelos Cristãos que está no Alcorão e na Suna, e a natureza e magnitude da jihad global, terão uma boa ideia do que está passando pela mente de al-Tayeb.

Papa Francis No Egito:” Não A Todas As Formas De Violência“, por Sarah Sirgany e Joe Sterling, CNN, 28 de abril de 2017:

Cairo (CNN) — O Papa Francisco, falando no coração da erudição Islâmica Sunita, destacou a importância da unidade entre Muçulmanos e Cristãos para moldar a paz mundial e enfatizou a “incompatibilidade da violência e da fé”.

“Vamos dizer mais uma vez, um firme e claro, ‘Não!’ a todas as formas de violência, vingança e ódio perpetrados em nome da religião ou em nome de Deus”, disse o Papa em Italiano no discurso da Conferência de Paz na Universidade Al-Azhar, o principal centro de ensino superior dos Muçulmanos Sunitas.

O Papa chegou ao Egito na Sexta-feira, dando início a uma viagem de dois dias destinada a forjar a fraternidade Muçulmano-Cristã e mostrar solidariedade com a perseguida minoria Cristã Copta.

Francisco se encontrou com o sheik Ahmed el-Tayeb e se tornou o primeiro pontífice a visitar a instituição desde o Papa João Paulo II em 2000.

O Papa e o Grande Imam falaram no encerramento da Conferência Internacional pela Paz, organizada por Al-Azhar. Quando cumprimentou o Grand Imam, o Papa o chamou de “meu irmão”. Os homens sentaram-se lado a lado na conferência….

Francis abriu seu discurso com “As-Salaam Alaikum”, a tradicional saudação Muçulmana em Árabe que significa “Que a paz esteja sobre vós”, após o discurso do Imam. ” A fim de evitar conflitos e construir a paz, é essencial que não esqueçamos os esforços para eliminar as situações de pobreza e exploração onde o extremismo se arraiga mais facilmente e para bloquear o fluxo de dinheiro e armas destinados àqueles que provocam a violência”, disse. Francisco pediu o fim da “proliferação de armas” e as “formas demagógicas de populismo”.

“Se forem produzidas e vendidas, mais cedo ou mais tarde serão usadas”, disse. “Somente trazendo à luz do dia, as obscuras manobras que alimentam o câncer de guerra, é que suas causas reais poderão ser impedidas. Os líderes nacionais, as instituições e os meios de comunicação são obrigados a empreender esta tarefa urgente e grave.”…

O Papa, novamente falando em Italiano, concentrou-se no papel do Egito na luta contra o terrorismo na região, evocando incidentes de sua história Bíblica e moderna. Saudou cerimonialmente todos os povos Egípcios, incluindo os Cristãos minoritários — os Ortodoxos Coptas, os Bizantinos Gregos, os Ortodoxos Armênios, os Protestantes e os Católicos. “Sua presença neste país não é nova ou acidental, mas antiga e uma parte inseparável da história do Egito” disse o Papa. “Você é parte integrante deste país, e ao longo dos séculos desenvolveu uma espécie de relação única, uma simbiose particular, que pode servir de exemplo para outras nações”.

Francis destacou o sacrifício de membros do exército e da polícia, o êxodo forçado de Cristãos do Sinai e os últimos bombardeios da igreja. Enfatizou também o respeito aos direitos humanos e às liberdades religiosas…

O Papa Tawadros II, chefe da Igreja Ortodoxa Copta do Egito, cumprimentou Francisco na Catedral Copta Ortodoxa de São Marcos, no distrito de Abbassiya, no Cairo, informou a TV estatal. Caminharam juntos em procissão e participaram de orações ecumênicas na igreja adjacente de São Pedro, o local de uma explosão mortal em Dezembro que deixou pelo menos 23 pessoas mortas….


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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