Raymond Ibrahim: Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

sFonte: Why Islamists and Fascists Persecute Christians – Raymond Ibrahim


Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

Por Raymond Ibrahim

28 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Um estudo do Centro para Estudos sobre Novas Religiões com sede na Europa, confirmou recentemente que os “Cristãos continuam sendo os fiéis mais perseguidos do mundo, com mais de 90.000 seguidores de Cristo mortos no último ano [2016]”, o que reflete uma morte a cada seis minutos. O estudo também descobriu que cerca de 600 milhões de Cristãos ao redor do mundo foram impedidos de praticar sua fé.

Qual grupo é mais propenso a perseguir Cristãos ao redor do mundo? A resposta foi esclarecida por outro estudo recente, o qual constatou que das dez nações ao redor do mundo, onde os Cristãos sofrem as piores formas de perseguição, nove são Islâmicas, embora a pior delas e absoluta — a Coréia do Norte — não é.

O que há nos Cristãos que traz o pior de algumas pessoas, Muçulmanos em sua maioria? Três razões principais vêm à mente, embora existam mais:

  • O Cristianismo é a maior religião do mundo. Há cristãos praticamente em todo o mundo, inclusive em grande parte do mundo Muçulmano. Além disso, porque grande parte do território que o Islã conquistou ao longo dos séculos era originalmente Cristão — incluindo todo o Oriente Médio, Turquia e África do Norte — e continuando confrontando vestígios do Cristianismo. Somente no Egito, que era o centro intelectual da antiga Cristandade antes das invasões Islâmicas, restam pelo menos 10 milhões de Cristãos. Em suma, somente por conta do seu número absoluto, Cristãos no mundo Muçulmano são muito mais propensos a sofrerem sob o Islã do que outros “infiéis”.
  • O Cristianismo se dedica a “proclamar o Evangelho” (literalmente, “as boas novas”). Nenhuma outra religião maior — nem o Budismo, Hinduísmo, Judaísmo — tem esse aspecto missionário. Essas crenças tendem a ser coextensivas com certas etnias e cultivadas em certos locais. A única outra religião que tem o que pode ser descrito como um elemento missionário é o próprio Islã. Assim, porque o Cristianismo é a única religião que desafia ativamente os Muçulmanos com as verdades de sua própria mensagem, também é a religião principal a ser acusada de proselitismo, o qual é proibido pela lei Islâmica. E, ao proclamar publicamente ensinamentos que contradizem a mensagem central de Muhammad — incluindo a mensagem central do Cristianismo — os Cristãos caem em conflito também com a lei de blasfêmia do Islã. Daí a razão pela qual a maioria dos Muçulmanos que cometem apostasia por outras religiões — e são punidos por isso, às vezes com a morte — apostatam pelo Cristianismo.
  • O Cristianismo é a quintessência do martírio. Desde o início — começando com Jesus e seguido por seus discípulos e inúmeros outros da igreja primitiva — muitos Cristãos se dispuseram a aceitar a morte em vez de parar de espalhar o Evangelho — ou pior, renunciar a fé; isto era evidente nos tempos antigos nas mãos do Império Romano pagão e nos tempos medievais (e modernos) nas mãos dos Muçulmanos e de outros perseguidores. Praticamente nenhuma outra religião incentiva seus adeptos a abraçar a morte em vez de abjurar a fé. Assim, enquanto Cristo diz: “Mas aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:33, ver também Lucas 14:33), o Islã ensina os Muçulmanos a esconder e até a renunciar publicamente a Muhammad, em vez de morrer. Além disso, outras religiões e seitas aprovam a dissimulação para preservar a vida de seus adeptos. Um missionário do século XIX observou que no Irã “o Bahaísmo aprecia a taqiyya (ocultação da fé) como um dever, mas o Cristianismo exige a declaração pública; e portanto, na Pérsia é muito mais fácil se tornar um Bahai do que se tornar um Cristão. “[I]

É claro que as leis opressivas do Islã têm como alvo pessoas de todas ou nenhuma religião. Muitos apóstatas Muçulmanos sinceros no Ocidente, que não se converteram ao Cristianismo, devem temer a execução caso acabem nas mãos de seus ex-correligionários. No entanto, estão aqui e agora, vivos e bem no Ocidente e nos advertem, precisamente porque não estavam desafiando as verdades espirituais do Islã na ocasião, quando estavam vivendo sob sua sombra — e por que deveriam ter feito? Se a vida está limitada ao agora, como acontece na cosmovisão secular, por que arriscar, especialmente quando simplesmente não balançar o barco, como muitos “Muçulmanos moderados” o fazem, irá salvá-lo?

É de fato uma propensão do Cristianismo de não seguir a linha que, desde os seus primórdios até agora, fez com que fascistas [ii] e supremacistas de todos os tipos — desde o antigo Império Romano (de onde vem a palavra fascista) até a atual Coréia do Norte — perseguissem Cristãos. O último tem uma longa história de recusa ao silêncio, pagando uma falsa propaganda onde todos estão dispostos a compartilhar para sobreviver.

Assim como Jesus irritou Pilatos, recusando-se a proferir algumas palavras para salvar sua vida — “Você não percebe que tenho o poder de te libertar ou crucificar?”, Perguntou o despreocupado procurador (João 19:10) — seus discípulos e incontáveis ​​outros Cristãos antigos desafiaram o Império Romano, levando vários imperadores a lançar o que, pelo menos até agora, eram consideradas as piores perseguições da história dos Cristãos; e hoje, incontáveis ​​Cristãos modernos continuam sofrendo e sendo assim punidos pelos seus senhores totalitários e supremacistas — da Coréia do Norte a todos os cantos do mundo Muçulmano — pelas mesmas razões.

[i]Samuel M. Zwemer, The Law of Apostasy in Islam: Answering the Question Why There are So Few Moslem Converts, and Giving Examples of Their Moral Courage and Martyrdom (London: Marshall Brothers, 1916), 25.

[ii] Uso o termo “fascista (s)” aqui no sentido popular — como num regime não-Cristão que “reprime forçosamente a oposição e a crítica” — e não em referência a qualquer partido ou governo fascista particular história.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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