ISLÃ POLÍTICO, UMA DOUTRINA TOTALITÁRIA

Fonte/Source: Political Islam, a Totalitarian Doctrine – Political Islam


ISLÃ POLÍTICO, UMA DOUTRINA TOTALITÁRIA

Por Dr. Bill Warner

Publicado originalmente em 4 de Abril de 2017 no site Political Islam


O totalitarismo é um sistema político de poder absoluto onde o Estado não tem limite para sua autoridade e regula todos os aspectos da vida pública e privada.

A NATUREZA DO ISLÃ

A suposição mais comum sobre o Islã é que é uma religião baseada no Alcorão. No entanto, o aspecto religioso é apenas uma pequena parte do Islã. Não é possível saber como orar ou fazer qualquer outra prática da religião com o que é encontrado no Alcorão.

Alá é visto no Alcorão e Muhammad é visto em dois textos, na sua biografia, a Sira, que é uma história detalhada de sua vida e suas tradições, ou no Hadith, eventos que ocorreram na vida de Muhammad. O hadith geralmente é constituído de alguns parágrafos. Uma coleção de suas tradições (hadiths) é chamada de Hadith. Então a Suna é vista na Sira, sua biografia e Hadith, suas palavras e ações.

Mais de 90 versos do Alcorão dizem que Muhammad é o padrão de vida perfeito para todos os Muçulmanos. Muhammad é o Muçulmano perfeito e todos os Muçulmanos devem padronizar sua vida nele. Ele é o pai perfeito, marido, juiz, líder, guerreiro, empresário e político. Seu exemplo de vida, o que ele disse ou fez, é chamado de a Suna de Muhammad (Maomé).

Portanto, a totalidade do Islã é encontrada em três livros — Alcorão, Sira e Hadith. A maioria das pessoas ficaria surpresas em saber que a quantidade de palavras dedicadas a Muhammad é mais do que 6 vezes o tamanho do Alcorão, as palavras de Alá.

Outra suposição comum é que, para conhecer o Islã, você deve aprender sobre ele com um Muçulmano. Não é assim. O Islã é Alá e Muhammad. Se você ler o Alcorão (que agora se tornou compreensível) e conhecer Muhammad, você conhecerá o Islã. É fundamental entender a importância disso. O que quer que esteja no Alcorão e na Suna, é o Islã. Se algo não é baseado no Alcorão e na Suna, não importa quem o diga, não é o Islã. O único Muçulmano que é uma autoridade absoluta e total no Islã é Muhammad. Depois de conhecer Muhammad, você conhece o único Muçulmano que importa.

Isso significa que apenas aqueles que conhecem Muhammad e Alá podem raciocinar sobre o Islã. Um corolário é que você não precisa ser Muçulmano para entender o Islã. Além disso, como a maioria dos Muçulmanos sabe pouco sobre o Alcorão e a Suna, seus comentários sobre o Islã podem ser opiniões pessoais.

ISLÃ POLÍTICO

Assim, toda a doutrina é encontrada em três livros — Alcorão, Sira e Hadith, a Trilogia Islâmica. Se você ler a Trilogia, algo notável se torna óbvio, você descobre que a maior parte da doutrina não é sobre como ser um Muçulmano, mas se refere ao não-Muçulmano. A palavra Árabe para o não-Muçulmano é Kafir, às vezes traduzida como infiel ou descrente.

Na doutrina Islâmica não há nada de positivo sobre o Kafir. Alá odeia Kafirs e trama contra eles. Os Muçulmanos afirmam que Cristãos e Judeus são aceitos sob o Islã e são chamados de pessoas do livro. Mas a doutrina vai além e afirma que os únicos Cristãos “reais” são aqueles que aceitam Muhammad como o profeta final, concordam que os Evangelhos estão errados e rejeitam a natureza divina de Jesus. Os verdadeiros Judeus são aqueles que aceitam Muhammad como o profeta final e consideram a Torá corrupta. Se um Cristão ou Judeu não aceita isso, então eles são kafirs. Pagãos, politeístas, agnósticos, ateus e todos os outros são kafirs também. É importante notar que o Islã afirma ser o juiz final de todas as religiões. Isso faz parte de sua natureza totalitária.

É muito instrutivo ver qual parte de cada um dos textos da Trilogia é sobre o Kafir.

Mais da metade da doutrina Islâmica se preocupa com o Kafir. O kafir está fora da religião do Islã e, no entanto, faz parte da doutrina Islâmica. Essa relação doutrinal é política, não religiosa ou cultural. Islã político é definido como a doutrina Islâmica do Kafir; a maior parte do Islã é política. Apenas os Muçulmanos estão preocupados com o Islã religioso, mas toda a humanidade é afetada pelo Islã Político.

O Islã não é uma religião, mas uma civilização completa. O Islã tem uma posição ou regra para todos os aspectos da vida. É uma religião, cultura e sistema político, um modo de vida completo. Se o Islã fosse apenas uma religião, não seria uma preocupação. Como exemplo, o Budismo é uma religião, quanto de mídia e espaço político estão preocupados com o Budismo? O Budismo não exige uma civilização. O Islã faz exigências em todas as facetas da sociedade.

TOTALITARISMO

O totalitarismo é um sistema político de poder absoluto, onde o Estado não tem limite para sua autoridade e regula a maioria dos aspectos da vida pública e privada. Não há partidos políticos concorrentes, pois equilibrariam e limitariam a autoridade. O elemento crítico do totalitarismo é o poder absoluto que se esforça para governar em tantas áreas da vida quanto possível.

Totalitarismo na Doutrina Islâmica

Totalitarismo é encontrado no próprio nome, Islã. Islã significa submissão, submissão ao Alcorão e à Suna de Muhammad. Nós vemos a base para o poder absoluto na vida de Muhammad. Depois que ele foi para Medina, tornou-se um jihadista e atacou seus vizinhos. Quando chegou em Medina, metade era Judeu. Em dois anos, não havia mais Judeus em Medina. Foram exilados, assassinados, escravizados e executados. Muhammad atacou os pagãos da Arábia e os Judeus. Depois que a Arábia se submeteu ao Islamismo, Muhammad se voltou à Síria e atacou os Cristãos.

No final, o Islã Político não tolerará a oposição. Aqui está uma amostra de alguns exemplos da doutrina política Islâmica de poder absoluto e total:

Alcorão 2: 193 — Combata-os [Kafirs] até que não haja mais discórdia e a religião de Alá reine absoluta,…

Eis aqui dois hadiths:

Muslim 001, 0031 Muhammad: “Fui comandado à travar uma guerra contra a humanidade até que eles aceitem que não há deus senão Alá e creiam que eu sou o Seu profeta e aceitem todas as revelações faladas através de mim…

Bukhari 4, 52, 196 Mohammed: “Fui instruído a lutar contra os kafirs até que cada um deles admita: ‘Há apenas um deus e esse é Alá’.

Essa doutrina, baseada na vida de Muhammad, é que a jihad será travada contra os Kafirs até que se submetam ao Islã. Essa teoria causa uma pressão implacável em todas as áreas da vida ao longo dos séculos. A doutrina não está em pleno vigor em todos os momentos, ela aumenta e diminui, mas a pressão para trazer a Sharia ao poder nunca desaparece. Hoje, o poder do Islã está aumentando em todo o mundo devido à jihad e à migração.

Depois que entra em uma sociedade, o Islã domina se tiver tempo suficiente. O resultado da doutrina política Islâmica é que todo o poder — político, cultural e religioso — se torna totalmente Islâmico. As únicas exceções ocorrem quando o Islamismo é resistido pela força, como na Espanha, nos Bálcãs e nos Portões de Viena.

Universalidade da Doutrina Islâmica

  1. O Islã se aplica à maioria dos detalhes básicos da vida
  2. Toda pessoa e todas as nações devem se submeter à doutrina Islâmica.

SHARIA

Visto que o Islã é uma civilização completa, tem seu próprio sistema legal chamado Sharia. Mas a Sharia é muito mais do que um sistema legal de leis. Inclui teologia, lei, filosofia, rituais religiosos e morais. A Sharia afirma ser a lei de Alá e deve substituir todas as outras formas de governo. Uma das maneiras mais fáceis de ver a universalidade da doutrina Islâmica é examinar um manual da Sharia, tal como o The Reliance of the Traveler [sic]. Os tópicos incluem (mas não estão limitados à) teologia, como orar, funerais, impostos, direito empresarial, direito bancário, testamentos, casamento, como ser uma esposa/marido, como ser mãe/pai, sexo, divórcio, direito penal, apostasia, domínio político sobre o Kafir, jihad, o dhimmi, Cristãos, Judeus, castigo, direito de família, comida, ética, sexo, arte, vestido, uso do banheiro, como dizer olá, bater em uma porta, uma estrutura de governo, e assim por diante. Há poucos detalhes da vida que não estão incluídos na doutrina Islâmica.

Observe que as leis pertencentes aos Kafirs estão incluídas na Sharia. Não há ninguém que não esteja incluído na doutrina Islâmica. Ninguém pode se desligar da Sharia totalitária.

UMA HISTÓRIA TOTALITÁRIA

Após a morte de Muhammad, Abu Bakr, seu companheiro mais próximo, tornou-se califa. Sua primeira ordem foi atacar e esmagar os Muçulmanos que queriam deixar o Islã. Todos devem se submeter ao Islã e, uma vez Muçulmano, você deve permanecer Muçulmano, ou você pode ser punido.

O próximo companheiro de Muhammad que se tornou califa foi Umar. Seu governo de dez anos foi gasto na conquista da jihad dos Kafirs Cristãos e Zoroastrianos.

A Lei da Saturação Islâmica

A Turquia costumava ser chamada de Anatólia ou Ásia Menor e era uma civilização Cristã. Hoje a Turquia é mais de 95% Muçulmana. Norte da África, Egito, Iraque, Síria e Líbano costumavam ser Cristãos. O Afeganistão era Budista; Paquistão e a Malásia costumavam ser Hindus. Hoje, são mais de 95% Muçulmanos. O Islã não alcança um ponto de equilíbrio com a civilização nativa; domina e aniquila a cultura indígena ao longo do tempo.

Esse processo de total dominação civilizacional é a Lei da Saturação Islâmica. A doutrina pede que a jihad nunca cesse até que a população nativa se submeta à Sharia. Conforme o tempo passa, a Sharia traz a submissão ao Islã. A doutrina é totalitária, então o resultado é totalitário.

O Islã é o sistema totalitário de maior sucesso na história. Existem sociedades pós-Comunistas e sociedades pós-Nazistas, mas não existem sociedades pós-Islâmicas.


 

Tradução: Tiao Cazeiro — Muhammad e os Sufis


 

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