Revelado: Islã no Comércio Transatlântico de Escravos

Fonte/Source: Exposed: Islam’s Role in the Transatlantic Slave Trade – Raymond Ibrahim https://buff.ly/2uqNtPC


Revelado: Papel do Islã no Comércio Transatlântico de Escravos

Por Raymond Ibrahim 

10/02/2020


A história do Islã com o Ocidente vem sendo marcada por antagonismo inabalável e confrontos sísmicos, frequentemente  iniciados pelo primeiro. Pelas padrões históricos, nada entre as duas civilizações está tão bem documentado quanto esta longa guerra.  Consequentemente, por mais de um milênio, ambos europeus educados e não tão educados sabiam — o último talvez instintivamente — que o Islã era um credo militante, e que durante séculos atacou e cometeu atrocidades em suas pátrias, tudo em nome da “guerra santa” ou jihad.

Esses fatos foram radicalmente “atualizados” nos últimos tempos. De acordo com a narrativa dominante — sustentada pela grande mídia e Hollywood, autoridades e políticos, acadêmicos e “especialistas” de toda espécie — o Islã era historicamente progressista e pacífico, enquanto a Europa pré-moderna era fanática e predatória.

Qualquer outra coisa que possa ser dita sobre tais afirmações às avessas — e existem muitas — levantam a seguinte questão: se uma história tão conhecida, bem documentada e carregada de atrocidades pôde ser revisada de maneira que apresente sua antítese como verdade — com pouca objeção ou questionamento — quais são as influências mais sutis, mas também negativas, da história do Islã, de forma que, ao contrário dos séculos de violência acima mencionados em relação à Europa, não são copiosamente documentadas ou prontamente óbvias, mas requerem sérias investigações históricas?

Pegue o papel do Islã na facilitação do comércio transatlântico de escravos — que de outra forma é quase sempre apresentado como uma iniciativa exclusivamente europeia.

A escravidão é, obviamente, tão antiga quanto a humanidade. Séculos antes da vinda do Islã, europeus — atenienses, espartanos, romanos — estavam totalmente engajados no tráfico de escravos. Com a chegada do cristianismo, e como se espalhou por todo o império romano e pós-romano (entre os séculos IV e VII ), a instituição da escravidão estava a caminho de se extinguir.

Nesse momento surge o Islã. Embora não tenha sido o primeiro a explorar a carne humana, foi o melhor em aperfeiçoar e prosperar nas eras pós clássica, medieval, pré-moderna e até moderna — com milhões de não muçulmanos escravizados ao longo dos séculos (uma fonte indica que 15 milhões de europeus foram escravizados).

Como sempre, era natural que as pessoas próximas e em constante contato com o Islã fossem infectadas pelo mesmo vício de desumanizar — e assim se aproveitando — do “outro”.  Afinal, os poucos exemplos de cristãos na Europa comprando e vendendo escravos são limitados em grande parte à longa guerra contra o Islã. Os Cavaleiros de São João de Malta, por exemplo, responderam aos ataques das milícias escravagistas islâmicas,  escravizando os agressores e outros muçulmanos. Da mesma forma, os europeus que se envolveram no comércio de escravos na África, espanhóis e portugueses, também foram os que durante séculos viveram lado a lado com — muitas vezes em violência e escravizados por — muçulmanos (os de Andalus).

As invasões das milícias escravagistas islâmicas na África começaram em meados do final do século VII; então, de acordo com registros muçulmanos, números astronômicos de africanos — na casa dos milhões — foram escravizados em nome da jihad. Quando os navegadores europeus chegaram à costa da África Ocidental, o comércio islâmico de escravos estava frenético.

Embora a maioria dos historiadores ocidentais esteja ciente de que foram os “homens da tribo” Africana que capturaram e venderam os homens das tribos inimigas aos europeus, o que não foi mencionado é que as diferenças “tribais” geralmente giravam em torno de quem era e ou não muçulmano.

Como John Alembillah Azumah, um acadêmico africano e autor de The Legacy of Arab-Islam in Africa, explicou em uma entrevista:

A escravidão era uma parte muito importante da expansão islâmica na África Ocidental e, de fato, no Sudão, e desde o período mais antigo da penetração islâmica na África. A escravidão era uma parte muito endêmica da interação islâmica com a África. E na África Ocidental, o período da jihad nos séculos XVIII e XIX envolveu ataques massivos e comércio de escravos; e muitos dos escravos capturados, vendidos e enviados ao comércio transatlântico de escravos [foram capturados pelos muçulmanos]; a maioria dos que estavam escravizando na época eram comunidades muçulmanas (ênfase adicionada).

Uma olhada nos mapas históricos parece confirmar isso: a costa oeste da África, onde os cativos eram escravizados e vendidos aos europeus, era foco de ataques de milícias escravagistas jihadistas. As populações do Senegal a Angola — as regiões onde a maioria dos afro-americanos traça sua linha sanguínea — eram aproximadamente metade islâmicas, meio pagãs entre os séculos XVI e XIX.

E mais, se hoje, quando a escravidão foi formalmente abolida em grande parte do mundo, grupos muçulmanos ainda subsistem no comércio de escravos por toda a África  — “Escravidão Prevalece na África 400 Anos Após O Início Do Comércio Transatlântico” é uma manchete recente — o papel dos muçulmanos na facilitação do comércio transatlântico de escravos deveria ser evidente.

Infelizmente, contudo, e como mencionado, se as coisas óbvias da história islâmica — como mais de um milênio de ataques jihadistas não provocados à Europa — foram revisadas de uma maneira que apresenta a antítese como verdade, certamente o papel mais insidioso ou sutil do Islã ao longo da história, como a facilitação do comércio transatlântico de escravos, permanecerá desconhecida.

Como uma observação à parte, eis uma boa regra geral para ajudar a eliminar todas as falsas histórias, pró-islâmicas e camufladas que proliferam: para saber o que o Islã fez no passado, basta olhar o que ele faz no mundo atual, o qual inclui um próspero mercado  subterrâneo, — e também na superfície, — de escravos.

Enquanto isso, europeus/cristãos — que na verdade foram os que proibiram a escravidão internacionalmente — continuarão a ser os culpados por esse trágico episódio da história.


 

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