Arquivo da categoria: Raymond Ibrahim

Raymond Ibrahim: O Problema Não É O Estado Islâmico, Mas O Ódio Islâmico

Fonte: The Problem Is Not the Islamic State but Islamic Hate – Raymond Ibrahim


O PROBLEMA NÃO É O ESTADO ISLÂMICO, MAS O ÓDIO ISLÂMICO

Por Raymond Ibrahim

10 de Maio de 2017

FrontPage Magazine

Uma mentira esconde a verdade. E as verdades desagradáveis quando camufladas nunca têm a chance de serem reconhecidas, enfrentadas e aprimoradas. Por causa deste simples truísmo, uma das maiores mentiras da nossa época, — que a violência cometida em nome do Islã nada tem a ver com o Islã — tem feito de um Islã intrinsecamente fraco o flagelo do mundo moderno, sem sinais de alívio no horizonte.

É, portanto, útil expor a principal estratégia usada pelos mentirosos do governo, mídia e meio acadêmico: 1) ignorar os relatórios diários genéricos, mas crônicos, da violência Muçulmana contra não-Muçulmanos em todo o mundo; 2) para abordar apenas a violência Muçulmana espetacular, que por ser quase sempre cometida por grupos jihadistas profissionais, pode ser retratada como um problema finito, temporal e localizado: derrote esse “grupo terrorista” e o problema desaparece.

A título de exemplo, considere o enfoque Islâmico das igrejas Cristãs. No mês passado, depois que duas igrejas Egípcias foram bombardeadas, deixando 51 fiéis mortos, todos se apressaram em apontar que algo chamado “ISIS” — que, claro, “tem nada a ver com o Islã” — foi o responsável.

No domingo de Páscoa, 2016, a mais de 3.000 milhas de distância do Egito, no Paquistão, aproximadamente 70 Cristãos foram mortos num ataque a bomba, também visando especificamente as celebrações da Páscoa. Então nos disseram que algo chamado “Talibã” — e que também “tem nada a ver com o Islã” — assumiu a responsabilidade.

Enquanto isso, cerca de 3.000 milhas a oeste do Egito, na Nigéria, os Cristãos também estão sob ataque. , 11.500 Cristãos foram mortos e 13.000 igrejas destruídas. De acordo com a narrativa oficial, algo chamado “Boko Haram” foi o responsável. Este é outro grupo que bombardeia habitualmente igrejas durante o Natal e a Páscoa; outro grupo que, nos foi dito, “tem nada a ver com o Islã”, mas é um problema finito, temporal, localizado: derrote-o e o problema desaparece.

Cerca de 5.000 milhas a oeste da Nigéria, nos Estados Unidos, os Americanos foram informados de que algo chamado “al-Qaeda” atacou e matou 3.000 de seus compatriotas em 11 de Setembro; derrotando aquele grupo finito cessaria o terror. Seu líder, Osama bin Laden, foi morto e a vitória proclamada em alta voz — até que uma manifestação ainda mais selvagem chamada “Estado Islâmico (ISIS)” entrou em cena e foi mais longe do que a Al Qaeda poderia ter sonhado.

O problema não é apenas os mentirosos da mídia, do governo e do meio acadêmico que se recusam a ligar os pontos, e ainda insistem em tratar cada um dos grupos acima mencionados como grupos díspares e finitos com diferentes motivações “políticas” ou “territoriais” — e que nenhum deles tem a ver com o Islã. A questão mais importante é que os Muçulmanos comuns, que não são chamados de “ISIS”, “Taliban”, “Boko Haram” ou “Al-Qaeda” cometem atos semelhantes — e muito mais frequentemente —, embora raramente sejam mencionados pela grande mídia para que as pessoas comecem a conectar os pontos.

Assim, embora o ISIS tenha reivindicado o bombardeio da igreja Egípcia antes da Páscoa, são os imams Egípcios que todos os dias “pregam o ódio e a violência contra os Cristãos em público via alto-falantes”; são os Muçulmanos comuns que perseguem os Cristãos “a cada dois ou três dias“; todos os dias Muçulmanos tumultuam e matam sempre que um rumor surge de que uma igreja que será construída, ou que um menino Copta “blasfemou” contra Muhammad, ou que um homem Cristão está namorando uma mulher Muçulmana. Em suma, todos os dias, e são os Muçulmanos comuns — e não o “ISIS” — que fazem com que o Egito seja a 21ª pior nação do mundo para os Cristãos.

Da mesma forma, embora o Talibã tenha assumido o bombardeio da Páscoa de 2016, são Muçulmanos do cotidiano que discriminam, perseguem, escravizam, violam e assassinam os Cristãos quase todos os dias no Paquistão, tornando-o a quarta pior nação do mundo para um Cristão. E, embora Boko Haram seja sempre culpado pelos ataques mais espetaculares contra os Cristãos e suas igrejas, são os Muçulmanos comuns, incluindo os pastores Muçulmanos Fulani, que fazem da Nigéria a 12ª pior nação do mundo para os Cristãos.

Esta é a verdadeira questão. Embora os meios de comunicação possam nomear os grupos terroristas responsáveis ​​por ataques especialmente espetaculares, poucos ousam reconhecer que os Muçulmanos em geral se envolvem em atos de violência e intolerância semelhantes contra os não-Muçulmanos em todo o mundo. De fato, os Muçulmanos — de todas as raças, nacionalidades, línguas e circunstâncias sócio-políticas e econômicas, dificilmente apenas “grupos terroristas” — são os responsáveis ​​pela perseguição de Cristãos em 40 das 50 nações mais pobres do mundo. Consequentemente, o que os grupos “terroristas” e “militantes” extremistas estão fazendo é apenas a ponta notável do iceberg do que os Muçulmanos estão fazendo em todo o mundo. (Veja “Perseguição Muçulmana de Cristãos“, relatórios que venho compilando todos os meses desde Julho de 2011 e testemunhando a discriminação ininterrupta, a perseguição e carnificina cometidas “todos os dias” pelos Muçulmanos contra os Cristãos. Cada relatório mensal contém dezenas de atrocidades, a maioria das quais se tivesse sido cometidas pelos Cristãos contra os Muçulmanos teriam recebido cobertura da mídia 24 horas por dia durante 7 dias.

É preciso repetir: Os meios de comunicação além de não estarem cobrindo a realidade sobre o Islã, fingem que os ataques espetaculares cometidos por grupos Islâmicos contra não-Muçulmanos são finitos, localizados, e o mais importante, “têm nada a ver com o Islã”. Eles estão camuflando o Islã ao não relatar a perseguição diária que os não-Muçulmanos sofrem nas mãos de Muçulmanos comuns — indivíduos Muçulmanos, multidão de Muçulmanos, polícia Muçulmana e governos Muçulmanos (incluindo os “amigos e aliados” mais próximos da América) — e dificilmente apenas de “terroristas” Muçulmanos. Eles não se atrevem a conectar os pontos e muito menos oferecer um quadro holístico que não envolva apenas esse ou aquele grupo, mas o Islã como um todo.

Por consequência, o mundo continuará sofrendo com a agressão Islâmica. Não somente essas mentiras permitiram que inúmeros inocentes fossem perseguidos e esquecidos no mundo Muçulmano, mas permitiram que as mesmas perseguições penetrassem na América e na Europa, mais recentemente através da imigração em massa.

O fato permanece: uma verdade desagradável deve ser reconhecida antes que ela possa ser aprimorada. Pode ser difícil reconhecer uma verdade repugnante — que o Islã, e não o “Islã radical”, promove o ódio e a violência contra os não-Muçulmanos, — mas qualquer coisa a menos continuará a alimentar a mentira, isto é, continuará em suma, a alimentar a jihad e o terror.

Resumindo, o problema não é tanto o “Estado Islâmico”; é o ódio Islâmico. A primeira é apenas uma das muitas manifestações temporais e históricas da segunda, que, como parte integrante do Islã, transcende o tempo e o espaço.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Anúncios

Raymond Ibrahim: “A Verdadeira Bomba Está Nos Livros Do Islã”

Fonte: ‘The Real Bomb Is in Islam’s Books’ – Raymond Ibrahim


“A Verdadeira Bomba Está Nos Livros Do Islã”

Por Raymond Ibrahim

3 de Maio de 2017

FrontPage Magazine

Durante sua visita ao Egito na semana passada, “o Papa Francisco visitou a Universidade de al-Azhar, a instituição de ensino Islâmico Sunita mundialmente respeitada”, e “se encontrou com o sheik Ahmed al-Tayeb, imam da mesquita de Al-Azhar e professor de filosofia Islâmica”. Isso tem sido divulgado por vários meios de comunicação, frequentemente com muita fanfarra.

Infelizmente, porém, Sheik Tayeb, uma vez eleito “Muçulmano mais influente do mundo“, e Al Azhar, a importante madrassa (escola) da qual ele é chefe, são partes do problema, não a solução. Tayeb é um renomado mestre em exibir uma face aos companheiros Muçulmanos no Egito — uma que apóia a pena de morte aos “apóstatas”; apela à totalidade da regra da Sharia; se recusa a denunciar o ISIS como anti-Islâmico; denuncia toda a arte como imoral, e rejeita o próprio conceito de reformar o Islã — e uma outra face aos não-Muçulmanos.

Considere, por exemplo, as palavras do Islâmico al-Behery — um reformista popular Muçulmano Egípcio que frequentemente se choca com os Islamistas no Egito, os quais o acusam de blasfêmia e apostasia. No dia seguinte ao atentado suicida de duas igrejas Cristãs Coptas no Egito no mês passado, esse scholar Muçulmano foi entrevistado via telefone num programa popular da televisão Egípcia (Amr Adib kul youm, ou “Todo os dias“). Passou a maior parte de seu tempo no ar explodindo Al Azhar e Ahmed al-Tayeb — a ponto de dizer que “70-80% de todo o terror nos últimos cinco anos é um produto da Al Azhar”.

O reformador sabe o que está falando; em 2015, telefonemas televisados ​​de Behery visando a reforma do Islã irritaram tanto Al Azhar que a venerável instituição Islâmica o acusou de “blasfêmia” contra o Islã, o que o levou à prisão.

Agora Behery diz que, desde que o Presidente Sisi implorou à Al Azhar para realizar reformas sobre como o Islã está sendo ensinado no Egito há três anos, a madrassa autoritária “não reformou sequer uma única coisa”, só ofereceu palavras. “Se fossem sinceros sobre alguma coisa, teriam protegido centenas, ou certamente evitado milhares de assassinatos no Egito”, disse al-Behery.

A título de exemplo, o reformador Muçulmano apontou que Al Azhar ainda faz uso de livros em seu currículo que ensinam coisas como “quem mata um infiel, seu sangue é salvaguardado, porque o sangue de um infiel não é igual ao de um fiel [Muçulmano]”. Da mesma forma, mostrou como o sheik Ahmed al-Tayeb afirma que os membros do ISIS não são infiéis, apenas Muçulmanos iludidos; mas as suas vítimas — como os Cristãos bombardeados — são infiéis, o pior rótulo no léxico do Islã.

Um porta-voz de Al Azhar naturalmente rejeitou as acusações do reformador Behery contra a madrassa Islâmica. Disse que a fonte dos problemas no Egito não é a instituição medieval, mas sim as “novas” ideias que chegaram ao Egito provenientes dos “radicais” do século XX como Hasan al-Bana e Sayyid Qutb, líderes fundadores/ideólogos da Irmandade Muçulmana.

A resposta de Behery foi revitalizante; esses muitos analistas Ocidentais que seguem a mesma linha de pensamento — a de que o “radicalismo” só veio depois que pensadores como Bana, Qutb, Mawdudi (no Paquistão) ou Wahhab (na Arábia) entraram em cena — fariam muito bem em ouvir. Depois de dizer que “culpar radicalmente esses homens é puro delírio”, o reformador corretamente acrescentou:

“O homem que se mata hoje em dia, não se mata por causa das palavras de Hassan al-Bana ou Sayyid al-Qutb, ou qualquer outra pessoa. Ele se mata por causa do consenso entre os ulemás (juízes), e as quatro escolas de jurisprudência, com o qual todos concordaram. Hassan al-Bana não criou essas ideias [de jihad contra infiéis e apóstatas, destruindo igrejas, etc.]; Elas estão por aí há muitos, e muitos séculos…. Estou falando sobre o Islã [agora], e não como vem sendo ensinado nas escolas.”

A título de exemplo, Behery disse que se alguém hoje em dia entrar em qualquer mesquita Egípcia ou livraria, e pedir um livro que contenha as decisões das quatro escolas de jurisprudência Islâmica, “tudo o que está acontecendo hoje será encontrado neles; assassinar o Povo do Livro [Cristãos e Judeus] é obrigatório. Não vamos começar a brincar uns com os outros e culpar tais pensamentos sobre Hassan al-Bana!” Behery disse mais:

“Há uma curta distância entre o que está escrito em todos esses livros antigos e o que aconteceu ontem [bombardeios das igrejas Coptas] — a verdadeira bomba está nos livros, que repetidamente chamam os Povos do Livro de “infiéis”, que ensinam que todo o mundo é infiel… Hassan al-Bana e Sayyid al-Qutb não são a fonte do terror, mas são seguidores desses livros. Poupem-me com o termo Qutbism, que fez a nação sofrer com o terrorismo por 50 anos.”

Behery não culpa Al Azhar pela existência desses livros; ao contrário, ele, assim como muitos reformadores, querem que a instituição Islâmica quebre a tradição, que denuncie as decisões das quatro escolas de direito [Islâmico] como produtos de mortais falíveis e a reformem de forma compatível com o mundo moderno. E disse que, considerando que o ex-imam do Egito, Sheikh Muhammad Sayyid Tantawi (d. 2010), tinha “mesmo sem ter sido requisitado, removido todos os livros antigos e colocado apenas um livro introdutório, e quando al-Tayeb” — que dias atrás abraçou o Papa Francisco — retornou, se livrou desse livro e trouxe de volta todos os livros antigos, os quais estão cheios de matança e derramamento de sangue.”

A conclusão final, de acordo com Behery, é que o governo Egípcio — e aqui o Vaticano faria especialmente bem em ouvir — não pode confiar na Al Azhar para realizar qualquer reforma, pois é a mesma que impulsiona o Egito para trás.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

sFonte: Why Islamists and Fascists Persecute Christians – Raymond Ibrahim


Por Que Islamistas E Fascistas Perseguem Cristãos

Por Raymond Ibrahim

28 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Um estudo do Centro para Estudos sobre Novas Religiões com sede na Europa, confirmou recentemente que os “Cristãos continuam sendo os fiéis mais perseguidos do mundo, com mais de 90.000 seguidores de Cristo mortos no último ano [2016]”, o que reflete uma morte a cada seis minutos. O estudo também descobriu que cerca de 600 milhões de Cristãos ao redor do mundo foram impedidos de praticar sua fé.

Qual grupo é mais propenso a perseguir Cristãos ao redor do mundo? A resposta foi esclarecida por outro estudo recente, o qual constatou que das dez nações ao redor do mundo, onde os Cristãos sofrem as piores formas de perseguição, nove são Islâmicas, embora a pior delas e absoluta — a Coréia do Norte — não é.

O que há nos Cristãos que traz o pior de algumas pessoas, Muçulmanos em sua maioria? Três razões principais vêm à mente, embora existam mais:

  • O Cristianismo é a maior religião do mundo. Há cristãos praticamente em todo o mundo, inclusive em grande parte do mundo Muçulmano. Além disso, porque grande parte do território que o Islã conquistou ao longo dos séculos era originalmente Cristão — incluindo todo o Oriente Médio, Turquia e África do Norte — e continuando confrontando vestígios do Cristianismo. Somente no Egito, que era o centro intelectual da antiga Cristandade antes das invasões Islâmicas, restam pelo menos 10 milhões de Cristãos. Em suma, somente por conta do seu número absoluto, Cristãos no mundo Muçulmano são muito mais propensos a sofrerem sob o Islã do que outros “infiéis”.
  • O Cristianismo se dedica a “proclamar o Evangelho” (literalmente, “as boas novas”). Nenhuma outra religião maior — nem o Budismo, Hinduísmo, Judaísmo — tem esse aspecto missionário. Essas crenças tendem a ser coextensivas com certas etnias e cultivadas em certos locais. A única outra religião que tem o que pode ser descrito como um elemento missionário é o próprio Islã. Assim, porque o Cristianismo é a única religião que desafia ativamente os Muçulmanos com as verdades de sua própria mensagem, também é a religião principal a ser acusada de proselitismo, o qual é proibido pela lei Islâmica. E, ao proclamar publicamente ensinamentos que contradizem a mensagem central de Muhammad — incluindo a mensagem central do Cristianismo — os Cristãos caem em conflito também com a lei de blasfêmia do Islã. Daí a razão pela qual a maioria dos Muçulmanos que cometem apostasia por outras religiões — e são punidos por isso, às vezes com a morte — apostatam pelo Cristianismo.
  • O Cristianismo é a quintessência do martírio. Desde o início — começando com Jesus e seguido por seus discípulos e inúmeros outros da igreja primitiva — muitos Cristãos se dispuseram a aceitar a morte em vez de parar de espalhar o Evangelho — ou pior, renunciar a fé; isto era evidente nos tempos antigos nas mãos do Império Romano pagão e nos tempos medievais (e modernos) nas mãos dos Muçulmanos e de outros perseguidores. Praticamente nenhuma outra religião incentiva seus adeptos a abraçar a morte em vez de abjurar a fé. Assim, enquanto Cristo diz: “Mas aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:33, ver também Lucas 14:33), o Islã ensina os Muçulmanos a esconder e até a renunciar publicamente a Muhammad, em vez de morrer. Além disso, outras religiões e seitas aprovam a dissimulação para preservar a vida de seus adeptos. Um missionário do século XIX observou que no Irã “o Bahaísmo aprecia a taqiyya (ocultação da fé) como um dever, mas o Cristianismo exige a declaração pública; e portanto, na Pérsia é muito mais fácil se tornar um Bahai do que se tornar um Cristão. “[I]

É claro que as leis opressivas do Islã têm como alvo pessoas de todas ou nenhuma religião. Muitos apóstatas Muçulmanos sinceros no Ocidente, que não se converteram ao Cristianismo, devem temer a execução caso acabem nas mãos de seus ex-correligionários. No entanto, estão aqui e agora, vivos e bem no Ocidente e nos advertem, precisamente porque não estavam desafiando as verdades espirituais do Islã na ocasião, quando estavam vivendo sob sua sombra — e por que deveriam ter feito? Se a vida está limitada ao agora, como acontece na cosmovisão secular, por que arriscar, especialmente quando simplesmente não balançar o barco, como muitos “Muçulmanos moderados” o fazem, irá salvá-lo?

É de fato uma propensão do Cristianismo de não seguir a linha que, desde os seus primórdios até agora, fez com que fascistas [ii] e supremacistas de todos os tipos — desde o antigo Império Romano (de onde vem a palavra fascista) até a atual Coréia do Norte — perseguissem Cristãos. O último tem uma longa história de recusa ao silêncio, pagando uma falsa propaganda onde todos estão dispostos a compartilhar para sobreviver.

Assim como Jesus irritou Pilatos, recusando-se a proferir algumas palavras para salvar sua vida — “Você não percebe que tenho o poder de te libertar ou crucificar?”, Perguntou o despreocupado procurador (João 19:10) — seus discípulos e incontáveis ​​outros Cristãos antigos desafiaram o Império Romano, levando vários imperadores a lançar o que, pelo menos até agora, eram consideradas as piores perseguições da história dos Cristãos; e hoje, incontáveis ​​Cristãos modernos continuam sofrendo e sendo assim punidos pelos seus senhores totalitários e supremacistas — da Coréia do Norte a todos os cantos do mundo Muçulmano — pelas mesmas razões.

[i]Samuel M. Zwemer, The Law of Apostasy in Islam: Answering the Question Why There are So Few Moslem Converts, and Giving Examples of Their Moral Courage and Martyrdom (London: Marshall Brothers, 1916), 25.

[ii] Uso o termo “fascista (s)” aqui no sentido popular — como num regime não-Cristão que “reprime forçosamente a oposição e a crítica” — e não em referência a qualquer partido ou governo fascista particular história.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

POR QUE A PÁSCOA REVELA O PIOR DO ISLÃ

Fonte/Source: Why Easter Brings Out the Worst in Islam – Raymond Ibrahim


POR QUE A PÁSCOA REVELA O PIOR DO ISLÃ

Por Raymond Ibrahim

17 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Por que alguns Cristãos são assassinados e muitos aterrorizados em nome do Islã nos feriados da Páscoa?

O ataque mais notável deste ano ocorreu no Egito, onde duas igrejas Cristãs Coptas foram bombardeadas durante a missa do Domingo de Ramos, deixando 50 mortos e 120 feridos.

Embora este incidente tenha recebido alguma cobertura da mídia Ocidental, os ataques às igrejas do Egito na Páscoa, ou em torno dela, não são incomuns. Por exemplo, neste último dia 12 de Abril, apenas dois dias após os ataques do Domingo de Ramos, as autoridades frustraram outro ataque terrorista Islâmico visando um monastério Copta no Alto Egito. Da mesma forma, no dia 12 de Abril de 2015, Domingo de Páscoa, duas explosões dirigidas a duas igrejas separadas ocorreram no Egito. Apesar de nenhuma ocorrência fatal— e por esta razão não houve relatos na mídia Ocidental —poderia facilmente ter resultado num grande número, baseado em precedentes (por exemplo, em 1 de Janeiro de 2011, quando os Cristãos do Egito inauguravam o Ano Novo — outro feriado Cristão para as comunidades Ortodoxas — carrosbomba explodiram perto da Igreja dos Dois Santos em Alexandria, resultando em 23 mortos e dezenas de feridos em estado crítico).

Menos espetacular, mas não menos contundente, depois de 45 anos de espera, os Cristãos de Nag Shenouda, no Egito, finalmente conseguiram uma autorização para construir uma igreja; os Muçulmanos locais responderam com tumultos e até queimaram a tenda temporária que os Coptas tinham erguido para o culto (um incidente diferente deste aqui). Rejeitados, os Cristãos de Nag Shenouda comemoraram a Páscoa na rua, para zombaria e escárnio (foto aqui)

Enquanto quase tudo pode provocar os Muçulmanos a atacar as igrejas em todo o mundo, há uma razão para que o acirramento de ânimos possa atingir um pico febril durante a Páscoa: mais do que qualquer outra festa Cristã, o Domingo da Ressurreição comemora e celebra três doutrinas centrais Cristãs que o Islã manifestamente rejeita: que Cristo foi crucificado e morreu; que ressuscitou; e que por virtude especial do último, é o Filho de Deus. Como disse o Dr. Abdul Rahman al-Bir, mufti da Irmandade Muçulmana do Egito em 2013, os Muçulmanos não devem elogiar os Cristãos durante a Páscoa, pois esse feriado “contradiz e colide com a doutrina Islâmica, ao contrário do Natal”.

Daqui por diante a carnificina faz sentido. Assim, no Domingo de Páscoa de 2016, outro atentado suicida com bombas Islâmicas ocorreu perto de um parque público infantil no Paquistão, onde os Cristãos eram conhecidos por estarem congregados e celebrando. Cerca de 70 pessoas — em sua maioria mulheres e crianças — foram mortas e quase 400 feridas. Algo semelhante estava reservado ao Paquistão este ano, em 2017, quando os funcionários frustraram um “grande ataque terrorista” dirigido aos Cristãos no Domingo de Páscoa.

Celebrar a Páscoa é um assunto especialmente perigoso nas regiões de maioria Muçulmana na Nigéria: uma igreja foi incendiada no Domingo de Páscoa de 2014, deixando 150 mortos; outra igreja foi bombardeada no Domingo de Páscoa de 2012, deixando cerca de 50 fiéis mortos; os pastores Muçulmanos lançaram uma série de ataques durante a semana da Páscoa, em 2013, matando pelo menos 80 Cristãos — principalmente crianças e idosos; além disso, mais de 200 casas Cristãs foram destruídas, oito igrejas queimadas e 4.500 Cristãos removidos.

Como a presença do Islã continua crescendo na Europa, e de acordo com a regra de números do Islã, os ataques relacionados com a Páscoa também estão crescendo. De acordo com um relatório, “a célula terrorista que atingiu Bruxelas [em Março de 2016, matando 34] estava planejando massacrar os fiéis nos cultos da Páscoa em toda a Europa, incluindo a Grã-Bretanha”. Na Escócia, em 2016, um homem Muçulmano apunhalou outro Muçulmano até a morte por desejar aos Cristãos uma Sexta-Feira Santa e uma Feliz Páscoa. E se um plano terrorista da al-Qaeda visando os consumidores durante a Páscoa no Reino Unido não fosse frustrado “certamente teria sido o pior ataque terrorista da Grã-Bretanha, com o potencial de causar mais mortes do que os ataques suicidas de 7 de Julho de 2005, quando 52 pessoas foram assassinadas”.

Episódio atrás de episódio…

É claro que, embora o Domingo da Ressurreição tenha a capacidade de ofender — e, assim, revelar o pior em alguns Muçulmanos mais do que em qualquer outro dia santo Cristão, deve-se ter cuidado para não atribuir muito dano doutrinário aos agressores. Afinal, os Muçulmanos bombardearam e queimaram igrejas Cristãs em outros feriados — uma igreja do Cairo foi bombardeada deixando 27 mortos antes do último Natal — e sem feriados. (Veja aqui o Natal de 2016, aqui o Natal de 2015, e aqui o Natal de 2014 para ver dezenas de episódios de violência Muçulmana contra e assassinato de Cristãos no contexto do Natal.)

Em suma, qualquer que seja o feriado, um número crescente de Muçulmanos parece concordar com a opinião de um clérigo Egípcio de que “o culto Cristão é pior do que assassinato e derramamento de sangue” —significando, derramando o sangue dos Cristãos e os assassinando é preferível do que permitir que exibam sua oposição aos ensinamentos de Muhammad/Maomé, como fazem naturalmente todos os Domingos na igreja. Somente os Muçulmanos doutrinariamente sintonizados, e que estão em minoria, salvam seus ataques para aquele dia especial do ano que tão flagrantemente desafia o Islã: Domingo da Ressureição.


Tradução: Tião Cazeiro —Muhammad e os Sufis

Por Que Os Cristãos Estão Sendo Assassinados No Egito

Fonte/Source: Why Christians Are Being Slaughtered in Egypt – Raymond Ibrahim


Por Que Os Cristãos Estão Sendo Assassinados No Egito

Por Raymond Ibrahim

14 de Abril de 2017

Mulheres aos prantos durante o funeral das vítimas dos ataques à igreja de Domingo de Ramos.

PJ Media

No dia 9 de Abril — Domingo de Ramos, início da Semana Santa da Páscoa — duas igrejas Cristãs foram bombardeadas durante a missa no Egito, deixando pelo menos 50 fiéis mortos e quase 130 feridos e/ou mutilados.  (Imagens Fortes / vídeo sobre as consequencias aqui).

Menos de quatro meses antes, em torno do Natal, outra igreja Cristã foi bombardeada no Egito, deixando 27 fiéis — em sua maioria mulheres e crianças — mortos e ferindo quase 70. No Ano Novo de 2011, outra igreja Egípcia foi bombardeada, deixando 23 fiéis mortos.

Em 2013, cerca de 70 igrejas Cristãs no Egito foram atacadas, muitas delas queimadas pela Irmandade Muçulmana e seus adeptos.

E mais, muitos outros ataques “menores” às igrejas Egípciastentativas fracassadas de bombardeios, grafites cheios de ódio e revoltas de “multidões irritadas” — que são tão “cotidianas” que não recebem praticamente nenhuma cobertura de mídia no Ocidente.

Basta ouvir as palavras e os ensinamentos de alguns dos pregadores Muçulmanos do Egito para entender por que os Cristãos do Egito — estão sendo assassinados em número crescente — e suas igrejas estão constantemente sob ataque.

Veja Dr. Ahmed al-Naqib, por exemplo. Estudou nas melhores madrassas (escolas) Islâmicas, incluindo Al Azhar, autor de vários livros sobre a doutrina, recebeu prêmios e condecorações por suas realizações acadêmicas, e aparece regularmente na televisão. Em vídeo, aparece discutindo um ataque recente, perpetrado por um bando de Muçulmanos numa igreja no Egito, que a mídia e o governo sempre denunciam como fitna, uma palavra Árabe que significa tentação ou discórdia e a qual o Islã comanda aos Muçulmanos para se oporem.

Nota do tradutor: A palavra “shirk (شرك)”, que será vista no parágrafo seguinte, significa “ser parceiro”, “ser parceiro em alguma coisa”, …de outro que não seja Alá; assim, esse tipo de shirk é chamado de “Shirk Maior” ou “Shirk Aberto”.

Citando textos Islâmicos venerados, incluindo o Alcorão, o Dr. Naqib explicou que a exibição aberta, chamada de shirk, o maior pecado no Islã, associando alguém a Deus, do qual o Alcorão acusa os Cristãos de o cometer através da Trindade — é a pior forma de fitna, pior que assassinato e derramamento de sangue.”

Em outras palavras, e como deixou claro no restante do vídeo, fitna (ou discórdia) não é quando os Muçulmanos atacam as igrejas Cristãs — longe disso —, mas sim quando os Cristãos são autorizados a exibir seu shirk (ou “Blasfêmias”) em igrejas próximas dos Muçulmanos. Combater isso — até mesmo ao ponto de “assassinato e derramamento de sangue” — é preferível.

Em seguida, temos o Dr. Yasser Burhami, a face do movimento Salafista Egípcio, tão credenciado e prolífico como Naqib: o qual pode ser visto em vídeo dizendo que, embora um homem Muçulmano tenha permissão para se casar com mulheres Cristãs ou Judias, deve certificar-se de que ainda as odeia em seu coração — e sempre mostrar que as odeia — porque são infiéis; caso contrário, corre o risco de comprometer o seu Islã.

Quanto às igrejas, Burhami emitiu uma vez uma fatwa proibindo táxis Muçulmanos e motoristas de ônibus de transportarem sacerdotes Cristãos para as igrejas, um ato, dito por ele, “mais proibido do que levar alguém a um bar de bebidas alcoólicas”.

Mas não são apenas os sheiks “radicais” ou Salafistas que fazem tais declarações odiosas. Mesmo as chamadas instituições Islâmicas “moderadas”, como Dar al-Ifta de Al Azhar, emitiram uma fatwa em Agosto de 2009 comparando a construção de uma igreja a “uma boate, um cassino ou um celeiro para criação de porcos, gatos ou cães “.

Tais analogias não são originárias dos Salafitas ou Dar al-Ifta, remontam às mais reverenciadas doutrinas do Islã, incluindo Ibn Taymiyya e Ibn Qayyim, cujos livros são vendidos e usados ​​em todo o Egito, incluindo escolas. Eles ensinaram que “construir igrejas é pior do que construir bares e bordéis, porque as essas [igrejas] simbolizam a infidelidade, enquanto os [bares e bordéis] representam a imoralidade”.

Isto explica o motivo, o porquê após o bombardeamento fatal à igreja em 11 de Dezembro de 2016 que deixou 27 mortos, Muçulmanos escreveram “diariamente” coisas como “Deus abençoe a pessoa que fez este ato abençoado” nas mídias sociais. Uma mulher Muçulmana de aparência média aparece nas ruas do Egito celebrando jubilosamente o massacre (vídeo legendado em Inglês). Ela triunfantemente grita “Allahu Akbar!” E diz que “nosso amado profeta Muhammad está pagando os infiéis [Cristãos] de volta… por rejeitar o tawhid, que deve ser proclamado em todos os cantos do Egito!”

Os Americanos devem se lembrar de que os Muçulmanos em todo o mundo também celebraram os ataques terroristas de 11 de Setembro. Diante disso, a premissa era “devemos ter feito algo para fazer os Muçulmanos nos odiarem tanto”. Mas se a poderosa América é capaz de provocar Muçulmanos com suas políticas externas, o que a tão oprimida e excluída minoria Cristã do Egito fez para fazer com que os Muçulmanos celebrem a notícia de que uma igreja foi bombardeada e Cristãos assassinados?

Qualquer um poderia continuar indefinidamente com os exemplos dos clérigos Muçulmanos e suas instituições incitando — com absoluta impunidade — a violência contra os Cristãos e suas igrejas no Egito. Muitos Egípcios seculares e/ou moderados concordam. Por exemplo, em 2014, os partidários da Irmandade Muçulmana espancaram e mataram uma mulher depois que uma cruz a identificou como Cristã. Pouco tempo depois, um editorial Egípcio intitulado “Encontre o verdadeiro assassino de Maria” argumentou que:

“Aqueles que mataram a jovem e vulnerável Mary Sameh George, por pendurar uma cruz em seu carro, não são criminosos, mas sim miseráveis ​​que seguem aqueles que legalizaram, para eles, o homicídio, o linchamento, o desmembramento, e o desnudamento de jovens Cristãs – sem nem precisar dizer “mate.” Do [clérigo Islâmico] Yassir Burhami e seus colegas que anunciam seu ódio pelos Cristãos através de canais via satélite e nas mesquitas, alegando que o ódio dos cristãos é sinônimo de amor a Alá, — são os verdadeiros assassinos que precisam ser denunciados e processados.”

Pode-se dizer a mesma coisa sobre os bombardeios da última igreja de Domingo de Ramos que assassinou 50 pessoas. Embora o Estado Islâmico (ISIS) tenha rapidamente reivindicado os ataques terroristas, isso não é realmente relevante para a história. “ISIS” — como Al-Qaeda, Boko Haram, Al-Shabaab, Hamas, Taliban, Wahabbi Saudi, e os Muçulmanos que perseguem Cristãos em 40 das 50 piores nações do mundo — é um sintoma, não a fonte do ódio.

Em suma, até que o governo Egípcio remova os sheiks “radicais” e seus ensinamentos nas mesquitas, nas escolas, nas estações de televisão e em todas as outras posições de influência, os Muçulmanos continuarão a ser radicalizados, as igrejas continuarão a ser bombardeadas, e os Cristãos continuarão a serem assassinados.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Fonte/Source:  How the Islamic World was Forged: An Exercise in Common Sense | Raymond Ibrahim 


Nota do blog: Resolvi reeditar e publicar novamente este artigo por causa dos ataques recentes às igrejas no Egito.


Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Por Raymond Ibrahim

 31 de Agosto de 2015

FrontPage Magazine

O que levou os não-Muçulmanos a se converterem ao Islã, levando à criação do mundo Islâmico?

Fontes históricas primitivas — ambas Muçulmanas e não-Muçulmanas — deixam claro que o império Islâmico foi forjado pela espada e que as pessoas abraçaram o Islã, não muito pela fé sincera, mas por uma miríade de razões,  desde a conversão com o intuito de aproveitar as benesses do “time ganhador” até a conversão com o intuito de escapar do infortúnio de estar no “time perdedor”.

É claro, como mencionado, que os primeiros textos da história estão repletos de episódios demonstrando o oposto.  No entanto, pelo fato da nossa sociedade estar cada vez mais anti-histórica, neste ensaio, me empenho para mostrar que, o puro senso comum em si, valida o que os registros históricos revelam, a saber, que o mundo Islâmico foi forjado através de violenta coerção.

E para demonstrar, usarei o Egito,  uma das mais importantes nações Muçulmanas e minha terra ancestral — como paradigma. Vou demonstrar como um fato histórico, do qual apologistas Islâmicos habitualmente se gabam  de que ainda existem milhões de Cristãos no Egito (aproximadamente 10% da população)  não é prova de tolerância Islâmica, mas sim de intolerância.

No século VII, no tempo em que o Islã estava sendo formulado, o Egito já era Cristão há séculos, [1] bem antes da Europa ter sido convertida. A Alexandria era um dos mais importantes centros eclesiásticos da antiga aprendizagem Cristã e junto com Roma e Antioquia, uma das três (Santa Sé) originais. [2]  Muitas evidências literárias e arqueológicas em andamento atestam para o fato de que o Cristianismo permeou todo o Egito.

Escrevendo por volta do ano 400,  mais ou menos dois séculos e meio antes da invasão Árabe,  John Cassian, um monge Cristão da região atualmente conhecida como moderna Romênia, observou que,

Um viajante de Alexandria ao norte, se dirigindo para Luxor ao sul ouviria ao longo da jornada os sons das rezas e rimas dos monges dispersos no deserto, dos monastérios e das cavernas, dos monges, eremitas e anacoretas. [3]

E nos últimos tempos, ambos, os mais antigos pergaminhos contendo palavras do Evangelho (que datam do século I) e a mais antiga imagem de Cristo foram descobertas em regiões separadas do Egito.

Possivelmente a mais antiga imagem de Cristo, descoberta no Egito e datada do primeiro século.

A questão agora passa a ser: o que fez essa nação tão antiga e intensamente Cristã se tornar Islâmica? Mais especificamente, o que fez os ancestrais dos atuais Muçulmanos do Egito, muitos dos quais eram Coptas Cristãos, se converterem ao Islã?

Para obter uma resposta objetiva a essa questão, um fator completamente ignorado deve ser considerado.

No século VII, quando os Árabes Muçulmanos invadiram o Egito, adentrando a era medieval, a religião não era algo para casualmente se aderir ou mudar como acontece hoje em dia no Ocidente. As pessoas daquela época eram verdadeiramente crentes, não havia uma narrativa alternativa,  não existiam reivindicações do tipo “Ciência x Deus”.

Seja qual for a religião em que uma pessoa tivesse nascido, era aceita com convicção absoluta — apesar dos muitos filmes projetando modernidade sobre os Cristãos Medievais. (Assim, o personagem central do Kingdom of Heaven, Balian e todos os outros protagonistas Cristãos rejeitam o “Cristão fanático” e exibem alguém mais aberto, tolerante e uma visão “sutil” sobre religião, incluindo o Islã. Tais representações são anacrônicas, com muito pouco embasamento histórico.)

Na Europa Medieval, a realidade do Cristianismo era gravada na mente de todos, do jovem ao mais velho. Não havia dúvida porque não havia alternativa. Conforme o historiador de Europa Medieval e Cruzadas, Thomas Madden coloca:

O mundo medieval não era o mundo moderno. Para as pessoas medievais, a religião não era algo que alguém apenas fez na Igreja. Era a ciência dele, filosofia, política, identidade e sua esperança de salvação. Não era uma preferência pessoal, mas uma verdade duradoura e universal.

Nesse contexto, apostatar, deixar a fé Cristã, especialmente por outra crença, era a coisa mais impensável de todas as transgressões contra a própria alma, um pecado que poderia levar a eterna danação.

“É a vontade de Deus!” Representações típicas de cruzados “hipócritas” em Kingdom of Heaven

É claro que a situação era a mesma com os Muçulmanos. O ponto aqui é que o homem pré-moderno levou a religião do seu povo, de sua tribo, do seu mundo, muito a sério, especialmente quando tais religiões ensinavam que o incumprimento da obrigação, ou pior, o desejo de apostatar o conduziria ao inferno eterno .

Dito de outro modo, mesmo que o Islã oferecesse um apelo intrínseco, a ideia de que os Cristãos pré-modernos eram “livres” para escolher a conversão,  livre da culpa, livre do medo, livre do trauma existencial  é puro anacronismo e, portanto implausível.

Mais uma vez, o homem Ocidental, que vive na era em que as pessoas trocam de religião com a mesma frequência que trocam de sapatos, deve ter muita dificuldade de apreciar plenamente essa ideia. Mas mesmo assim é verdade.

Após escrever que “os Cristãos viram as cruzadas ao leste como atos de amor e caridade, travadas contra os conquistadores Muçulmanos em defesa do povo Cristão e suas terras,” Madden colocou corretamente:

É muito fácil, para as pessoas modernas, descartarem as cruzadas como moralmente repugnantes ou cinicamente más. Esses julgamentos, no entanto, nos dizem mais sobre o observador do que o observado. São baseados unicamente em valores modernos (e, portanto, Ocidentais). Se, da segurança do nosso mundo moderno, somos rápidos em condenar a cruzada medieval, devemos estar cientes de que eles, também poderiam ser tão rápidos quanto, em nos condenar [a respeito dos nossos valores e prioridades]… Em ambas as sociedades, a medieval e a moderna, as pessoas lutam por aquilo que é mais importante para eles. [4]

Se os Europeus eram assim tão dedicados ao Cristianismo na era medieval, o que dizer dos Coptas do Egito, os quais já eram Cristãos há muitos séculos atrás? De fato, de acordo com algumas fontes históricas, os antigos Cristãos do Egito devem ter sido especialmente obstinados à exaustão.

O que então aconteceu, fazendo com que todos se convertessem ao Islã em massa, é a questão diante de nós?

Seria plausível acreditar que os primitivos conquistadores Muçulmanos do Egito não discriminaram contra os Cristãos nativos ou pressionaram para que se convertessem ao Islã (mesmo quando os Muçulmanos atualmente o fazem em plena era “iluminada” moderna)??

Isso é verdade, cita o professor John Esposito da Universidade de Georgetown, que os Cristãos “eram livres para praticar a sua fé de culto, para serem governados pelos líderes de sua religião e leis em áreas como casamento, divórcio e herança. Em troca, eram obrigados a pagar um tributo, um imposto de proteção (jizya) que os autorizavam a serem protegidos por Muçulmanos contra agressão externa e que os isentava do serviço militar”. refutação dessa afirmação.

De fato, o senso comum sugere nada menos que, circunstâncias extremamente severas, dificuldades  e perseguição, levaram os Coptas a se converterem ao Islã.

Claro, para o historiador que lê as fontes primárias — em oposição às principais obras de ficção sendo propagadas por tipos como Karem Armstrong entre outros  o exercício acima de senso comum é supérfluo.

As fontes primárias deixam claro que, enquanto os Coptas do Egito aquiesceram com o status de dhimmi  ou seja, — constantemente pagando somas enormes de dinheiro extorquido e aceitando a vida como pessoa de terceira classe, com pouquíssimos direitos, simplesmente por serem Cristãos — ataques de extrema perseguição explodiam regularmente. E a cada um desses, mais e mais Cristãos se convertiam ao Islã com o intuito de achar um alívio. [5]

Um exemplo revelador: Na história Muçulmana, no livro de Taqi al-Din al-Magrizi (d. 1442) a História Autêntica do Egito, episódio após episódio, registram Muçulmanos queimando Igrejas, assassinando Cristãos e escravizando suas mulheres e crianças. A única saída, então,  como acontece cada vez mais atualmente, era os Cristãos se converterem ao Islã.

Depois de registrar um ataque particularmente escandaloso de perseguição, onde muitos Cristãos foram massacrados, escravizados e estuprados; onde declaradamente cerca de 30.000 Igrejas do Egito e da Síria foram destruídas —  um número impressionante que indica também como os Cristãos do Oriente Próximo eram antes do Islã — o piedoso historiador Muçulmano deixa bem claro o porquê de Cristãos convertidos: “Nessas circunstancias um grande número de Cristãos tornaram-se Muçulmanos” (ênfase do autor). [6]

Paralelamente, em tempos de extrema perseguição, o enraizado sistema dhimmi, viu o empobrecido povo Egípcio lentamente se convertendo ao Islã ao longo de séculos, de modo que hoje apenas 10% permanecem Cristãos.

Considere as palavras de Alfred Butler, um historiador do século XIX, escrevendo antes do politicamente correto chegar ao meio acadêmico. O livro, A Conquista Árabe do Egito, destaca “o vicioso sistema de subornar os Cristãos para a conversão”.

Embora a liberdade religiosa estivesse, em teoria, assegurada aos Coptas sob a rendição, isso logo provou de fato ser sombrio e ilusório. Uma liberdade religiosa que se tornou identificada com a escravidão social e financeira, não poderia ter substancia nem vitalidade. Como o Islã se espalhou, a pressão social sobe os Coptas se  tornou enorme, e a pressão financeira, pelo menos, pareceu mais difícil de resistir, enquanto  o número de Cristãos ou Judeus responsáveis pelo pagamento do imposto [jizya] diminuiu ano após ano, e o seu isolamento tornou-se conspícuo… Os encargos dos Cristãos cresceram com força, em proporção à medida que seus números diminuíram [isto é, quanto mais Cristãos eram convertidos ao Islã, mais encargos recaiam sobre os poucos que restavam]. A maravilha, portanto, não é que muitos Coptas tenham se rendido à corrente, a qual os irritou com uma força arrebatadora sobre o Islã; mas que uma imensa multidão de Cristãos permaneceu firme contra a corrente, e nem mesmo todas as tempestades em treze séculos, conseguiram mover a fé deles da pedra de sua fundação. [7]

O leitor deve ter em mente que, embora a exposição acima seja a respeito do Egito, o mesmo paradigma se aplica ao resto das terras Cristãs conquistadas. Hoje em dia, toda a África é declaradamente 99% Muçulmana, e no entanto, poucos estão cientes de que era em sua maioria Cristã, no século VII, quando o Islã a invadiu. Santo Agostinho — indiscutivelmente o pai da teologia Cristã Ocidental — é oriundo da atual moderna Argélia.

Assim, não é exagero dizer que o “mundo Muçulmano” seria uma pequena fração de seu tamanho atual, ou talvez não existisse, se não fosse o fato de que os não-Muçulmanos se converteram ao Islã simplesmente para fugir da opressão e da perseguição. Uma vez que todos esses Cristãos se converteram ao Islamismo, todos os seus descendentes se tornaram Muçulmanos em perpetuidade, graças à lei de apostasia do Islã, a qual proíbe os Muçulmanos de deixarem o Islã sob pena de morte. “Na verdade, de acordo com o Dr. Yusuf al-Qaradawi, um líder clérigo no mundo Muçulmano, se a pena de [morte] por apostasia fosse ignorada, hoje em dia o Islã não existiria; o Islã teria desaparecido com a morte do profeta.”

Portão ensanguentado de uma Igreja Cristã Copta no Egito – uma das muitas dezenas atacadas nos últimos anos.

O qual leva a uma das ironias mais amargas do Islã: um grande número de Cristãos atualmente, especialmente no mundo Árabe, estão sendo perseguidos pelos Muçulmanos, cujos próprios ancestrais foram Cristãos perseguidos, que se converteram ao Islã para acabar com o seu próprio sofrimento. Em outras palavras, os Muçulmanos descendentes de Cristãos estão, hoje em dia, perseguindo seus primos Cristãos e portanto, perpetuando o ciclo que os tornou Muçulmanos em primeiro lugar.

Fazer uma longa história curta é simples: Passado e presente, o Islã tem sido uma religião de coerção [8]. Mais da metade do território que uma vez pertenceu à Cristandade  incluindo o Egito, Síria, Turquia e África do Norte, foi convertido ao Islamismo devido a episódios de extrema violência e sangria financeira constante.  O Estado Islâmico (ISIS), as organizações similares e os Muçulmanos ao redor do mundo não são aberrações, mas continuações. A violência, a intolerância e a coerção que eles exibem — pressionando os Cristãos a se converterem ao Islã, obrigando os Muçulmanos a permanecerem no Islã — criou  e sustenta o que hoje é conhecido como mundo Islâmico.

Não somente temos uma infinidade 
de material original 
provando todas essas conclusões, 
como também o senso comum puro, 
que demonstra tão bem quanto.

Referências Bibliográficas das notas e citações:

Nota do tradutor: Deste ponto em diante, de interesse restrito, deixarei o texto na forma original.


[1] St. Mark began evangelizing Egypt in the middle of the 1st century.
[2] That two of the three original sees of Christianity originated in what are now two Muslim nations—Egypt and Turkey—further speaks to the Christian nature of the Middle East before the Islamic invasions.

[3] Abba Anthony, Coptic Orthodox Patriarchate, Saint Anthony Monastery, March 2014, issue #3, p.6).

[4] Thomas Madden, The New Concise History of the Crusades (NY: Barnes and Noble, 2007), 223.

[5] As Muslims grew in numbers over the centuries in Egypt, so did persecution (according to Islam’s Rule of Numbers), culminating in the immensely oppressive Mameluke era (1250-1517), when Coptic conversion to Islam grew exponentially.

[6] Taqi Ed-Din El-Maqrizi, A Short History of the Copts and Their Church, trans. S. C. Malan (London: D. Nutt, 1873), 88-91.

[7] Alfred Butler, The Arab Invasion of Egypt and the Last 30 Years of Roman Dominion (Brooklyn: A & B Publishers, 1992), 464. One of the major themes throughout Butler’s book—which, first published in 1902, is heavily based on primary sources, Arabic and Coptic, unlike more modern secondary works that promote the Islamic “liberator” thesis—is that “there is not a word to show that any section of the Egyptian nation viewed the advent of the Muslims with any other feeling than terror” (p. 236):

Even in the most recent historians it will be found that the outline of the story [of the 7th century conquest of Egypt] is something as follows: …. that the Copts generally hailed them [Muslims] as deliverers and rendered them every assistance; and that Alexandria after a long siege, full of romantic episodes, was captured by storm.  Such  is the received account.  It may seem presumptuous to say that it is untrue from beginning to end, but to me no other conclusion is possible. [pgs. iv-v]

Butler and other politically incorrect historians were and are aware of the savage and atrocity-laden nature of the Islamic conquests.  The Coptic chronicler, John of Nikiu, a contemporary of the Arab conquest of Egypt and possibly an eyewitness, wrote:

Then the Muslims arrived in Nikiu [along the Nile]… seized the town and slaughtered everyone they met in the street and in the churches—men, women, and children, sparing nobody.  Then they went to other places, pillaged and killed all the inhabitants they found….  But let us say no more, for it is impossible to describe the horrors the Muslims committed…

Not, of course, that the average Muslim is aware of this fact. Indeed, in 2011 the Egyptian Muslim scholar Fadel Soliman published a book that was well received and widely promoted in the Islamic world, including by Al Jazeera, entitled Copts: Muslims Before Muhammad.  The book makes the ahistorical and anachronistic—in a word, the absurd—argument that Egypt’s 7th century Christians were really prototypical Muslims and that that is why Arabia’s Muslims came to “liberate” them from “oppressive” Christian rule.

[8] If not in theory, certainly in practice.   See “Islamic Jihad and the Doctrine of Abrogation.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: Imagens Fortes Das Igrejas do Egito

Fonte/Source: Graphic: Images and Video of Palm Sunday’s Coptic Church Bombings – Raymond Ibrahim


IMAGENS FORTES: IMAGENS E VÍDEOS DOS BOMBARDEIOS À IGREJA COPTA NO DOMINGO DE RAMOS

Por Raymond Ibrahim

10 de Abril de 2017

O número de mortos dos ataques de ontem nas duas igrejas Coptas no Egito subiu para 50: trinta Cristãos foram mortos na Igreja de São Jorge em Tanta, e 15 Cristãos e cinco policiais foram mortos em São Marcos na Alexandria. Cerca de 120 estão gravemente feridos.

Porque os atentados suicidas Islâmicos estão em ascensão e corremos o risco de ficar insensíveis a eles, e porque uma imagem supostamente vale mais que mil palavras. Portanto, abaixo estão várias imagens e um vídeo dos bombardeios.

AVISO: São imagens muito fortes. (Aqueles que conseguem lidar com elas, também podem querer ver o  bombardeio de São Pedro no Cairo, em11 de Dezembro de 2016, e o bombardeio suicida islâmico de uma igreja em Bagdá, para ter uma ideia clara do que isso significa.)

Aqui está um breve vídeo — que provavelmente será removido do YouTube em breve — de algumas das vítimas do ataque em Tanta; observe a mulher cuja perna esquerda parece ter sido separada do corpo dela durante a explosão, mas permanece unida pela calça — assim como a menina morta.

As primeiras imagens do Papa Copta Tawadros, que estava na Igreja de São Marcos durante o ataque e, segundo notícias não pode falar ou fazer qualquer comentário por algum tempo.

Imagens gerais das consequências das explosões:


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: 44 Cristãos Mortos: As Mais Recentes Vítimas Do Islã

Fonte/Source: 44 Dead Christians: Islam’s Latest Victims – Raymond Ibrahim


Nota do blog:

Os fatos sobre os ataques recentes às igrejas do Egito já são conhecidos por todos, mas o leitmotiv continua sendo omitido pelos líderes políticos e religiosos com raríssimas excessões. Espero que esta análise imploda, de uma vez por todas, as fantasias criadas em torno da “Religião de Paz”.


44 Cristãos Mortos: As Mais Recentes Vítimas Do Islã

Por Raymond Ibrahim

10 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

O início das celebrações da Semana Santa dos Cristãos no Egito foi marcado pela tragédia. Duas igrejas Coptas Cristãs Ortodoxas repletas de fiéis para a missa de Domingo de Ramos foram atacadas por homens-bomba Islâmicos; deixando um total de 44 mortos e 126 feridos ou mutilados.

Cenas horrorosas de carnificina — membros e sangue espirrado nos altares e bancos — estão sendo relatadas em ambas as igrejas. Vinte e sete pessoas — relatórios iniciais indicam crianças, em sua maioria — foram mortas na  St. George, em Tanta, norte do Egito. “Onde está o governo?”, Gritou um Cristão irado para os repórteres da AP. “Não há governo! Houve um claro lapso de segurança, que deve ser reforçado a partir de agora para salvar vidas.”

Menos de duas horas depois, 17 pessoas foram mortas na Catedral de São Marcos em Alexandria, que — desde que o edifício original da igreja, fundada pelo Evangelista Mark no primeiro século, foi destruído pelo fogo durante as invasões Muçulmanas do sétimo século no Egito — tem sido a sede histórica da Cristandade Copta. Papa Tawadros, que estava presente — e aparentemente alvejado — escapou da carnificina.

No Domingo, 11 de Dezembro de 2016, um homem-bomba Islâmico entrou na Catedral de São Pedro no Cairo durante a missa, detonou-se e matou pelo menos 27 fiéis — na maioria mulheres e crianças — e feriu quase 70. As descrições das cenas desse bombardeio são praticamente idênticas com as de hoje: “Eu encontrei corpos, muitas delas mulheres, deitados nos bancos. Foi uma cena horrível. Vi uma mulher sem cabeça sendo levada. Todos estavam em estado de choque. Estávamos apanhando a carne das pessoas no chão. Havia crianças. O que eles fizeram para merecer isso? Eu gostaria de ter morrido com eles em vez de ver essas cenas.”

Antes do ataque de 11 de Dezembro, o mais mortífero bombardeio da igreja ocorreu em 1 de Janeiro de 2011. Nessa ocasião, enquanto celebravam o Ano Novo, 23 Cristãos foram explodidos em pedaços.

O Estado Islâmico (ISIS) assumiu os atentados de 11 de Dezembro e o de hoje. (Porque não havia nenhum “Estado Islâmico” por volta de 2011, somente os “Islâmicos” genéricos podem reivindicar aquele atentado.) Este acréscimo na perseguição Cristã acredita-se que seja em resposta a um vídeo liberado recentemente pelo Estado Islâmico no Sinai. Nele, militantes mascarados prometeram mais ataques aos “fiéis da cruz”, uma referência aos Coptas do Egito, aos quais também se referiram como “presa favorita” e — num pouco de projeção Muçulmana clássica — como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Deve-se lembrar que para cada ataque com bomba bem-sucedido a uma igreja no Egito, existem inúmeros fracassados ou “muito-insignificante-para-reportar”. Assim, na semana anterior aos bombardeios de hoje, um artefato explosivo foi encontrado na igreja de St. George em Tanta e desarmado a tempo. Antes disso, outra bomba foi encontrada plantada no Collège Saint Marc, uma escola exclusivamente para meninos no centro de Alexandria. Da mesma forma, algumas semanas antes do bombardeio da igreja em 11 de Dezembro, um homem atirou um explosivo improvisado em outra igreja em Samalout. Se a bomba tivesse detonado — também desarmada a tempo — as baixas provavelmente teriam sido muito altas, já que a igreja estava repleta de milhares de adoradores reunidos para um serviço especial de férias. Em um incidente separado em Dezembro, slogans Islâmicos e mensagens de ódio —incluindo “Cristãos, vocês vão morrer” — foram pintados no chão de outra igreja, a da Virgem Maria em Damiette.

Os bombardeios de hoje nas igrejas também seguem uma série de crimes de ódio assassinos contra os Cristãos em todo o Egito nas últimas semanas — crimes que viram Coptas queimados vivos e mortos nas ruas movimentadas, e em plena luz do dia e deslocados do Sinai. Em um vídeo desses Coptas destituídos, um homem pode ser ouvido dizendo: “Eles estão nos queimando vivo! Eles querem exterminar os Cristãos completamente! Onde estão os militares [Egípcios]? “Outra mulher grita para a câmera:” Diga ao mundo todo, olhe — nós deixamos nossas casas, e por quê? Porque eles matam nossos filhos, matam nossas mulheres, matam nossos inocentes! Por quê? Nossos filhos têm medo de ir às escolas. Por quê? Por que toda essa injustiça?! Por que o presidente [Sisi] não se move e faz alguma coisa por nós? Não podemos nem mesmo atender às nossas portas sem estarmos aterrorizados! “(Nota: As doações que vão diretamente para os Coptas deslocados do Egito podem ser feitas aqui).

Em resposta aos bombardeios das igrejas de hoje, o presidente Sisi declarou estado de emergência de três meses, acrescentando em declaração que tais ataques só fortalecerão a determinação dos Egípcios contra as “forças do mal”. Por sua parte, o presidente Trump tuitou dizendo que está “muito triste com a notícia sobre o ataque terrorista”, mas que tem “grande confiança” em Sisi e que ele “vai lidar com a situação corretamente.”

Sisi culpou ainda mais os “países e organizações fascistas e terroristas que tentaram controlar o Egito” pelo bombardeio de hoje.

Mas o que dizer sobre o que está acontecendo dentro do Egito? Será que “Sisi está lidando com a situação corretamente”? Se aqueles que estão aterrorizando os Cristãos Coptas são verdadeiramente membros do ISIS ou meros simpatizantes, o fato é que todos foram crescidos no Egito — todos ensinados a odiar os “infiéis” nas mesquitas e nas escolas do Egito. [Ênfase adicionada].

O próprio Sisi reconheceu abertamente isso em 2015 quando se apresentou diante dos clérigos Islâmicos Egípcios de Al Azhar e implorou-lhes para fazerem alguma coisa sobre a forma de como o Islã é ensinado aos Muçulmanos. Entre outras coisas, Sisi disse que o “corpus de textos e idéias Islâmicos que temos sacralizado ao longo dos séculos” está “antagonizando o mundo inteiro” e que o Egito “está sendo rasgado, está sendo destruído, está se perdendo — e está se perdendo pelas nossas próprias mãos.”

O quão sério as suas palavras foram levadas foi revelado em Novembro passado, quando a maior autoridade Islâmica do Egito e Grande Imam, Dr. Ahmed al-Tayeb — que aparece sentado na primeira fila durante o discurso de Sisi em 2015 — defendeu a confiança de Al Azhar sobre esses mesmos “corpus de textos e ideias [Islâmicas] sacralizados ao longo dos séculos”, que muitos reformadores estão ansiosos para ver eliminados do currículo Egípcio porque apóiam as expressões mais “radicais” do Islamismo — incluindo a morte de apóstatas, perseguição de Cristãos e a destruição de igrejas.

O Grande Imam do Egito chegou a afastar descaradamente o pedido de reforma como quixotesco na melhor das hipóteses:

“Quando [Sisi e os reformadores] dizem que Al Azhar Deve mudar o discurso religioso, mudar o discurso religioso (sic), isso também é, quero dizer, eu não sei — um novo moinho de vento que acabou de aparecer, este “mudar o discurso religioso” — o que muda o discurso religioso? Al Azhar não muda o discurso religioso — Al Azhar proclama o verdadeiro discurso religioso, que aprendemos de nossos anciãos.

E a lei que os anciãos do Islã, o ulemá, legaram aos Muçulmanos prega o ódio aos “infiéis” — que, no Egito, significa Cristãos. Este é o problema definitivo do Egito, e não, para citar Sisi, os “países estrangeiros e organizações fascistas e terroristas”, que são sintomas do problema.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

UMA ‘FOBIA’ DE 1.389 ANOS DE IDADE? — Raymond Ibrahim

Fonte/Source: A 1,389 Year-Old ‘Phobia’? – Raymond Ibrahim

UMA ‘FOBIA’ DE 1.389 ANOS DE IDADE?

Por Raymond Ibrahim

7 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Existe uma correlação direta entre a ignorância Ocidental da história e a ignorância Ocidental das doutrinas “problemáticas” do Islã. É essa conexão que permite aos apologistas do Islã escaparem com tantas distorções e mentiras definitivas destinadas a proteger o Islã.

Como exemplo, Reza Aslan, o “canibal” residente da CNN: afirmou recentemente que a “Islamofobia” — definida pela CAIR (Conselho de Relações Islâmico-Americanas) entre outros, como “medo infundado e hostilidade contra o Islã” — foi criada por alguns “palhaços” em 2014.

Sem dúvida, o medo Ocidental do Islã é algo de um fenômeno recente nos tempos modernos. Porque o mundo era um lugar muito maior há algumas décadas, e o Islã estava longe dos oceanos, e o Americano médio mal sabia sobre o credo de Muhammad. No entanto, à medida que o mundo se tornou menor — enquanto os Muçulmanos têm crescido em número nas sociedades Ocidentais, assim como a tecnologia moderna tornou possível ao mais fraco aterrorizar o mais forte e, em seguida, transmiti-lo para o mundo ver (via Internet), — o mundo Ocidental, por consequência, vem ouvindo, vendo e experimentando cada vez mais o Islã.

Mas, a queixa do Aslan, não é direcionada à ignorância das pessoas no passado, e sim porque agora estão prudentes a respeito do Islã. Em vez disso, acusa um número de escritores e ativistas — os “palhaços” acima mencionados — de fabricarem uma imagem ameaçadora do Islã, que por sua vez, levou os povos Ocidentais a desenvolverem um “medo infundado e hostilidade contra o Islã” —ou em uma palavra, “Islamofobia”.

Tal afirmação se baseia numa quantidade obscena de ignorância histórica. O fato é, que os povos Ocidentais, incluindo alguns de seus luminares, retrataram o Islã como uma força hostil e violenta desde o início — muitas vezes em termos que fariam corar o “Islamofóbico” de hoje. E isso não ocorreu porque os Europeus estavam “reformulando o outro” para “validar suas aspirações imperiais” (como a cansada terminologia de Edward Said, que há muito domina o tratamento acadêmico das interações entre o Ocidente e o Islã). Ao contrário, foi porque, desde o início, o Islã tratou o “infiel” do mesmo modo que o Estado Islâmico (ISIS) trata o infiel: brutalmente.

De acordo com a história Muçulmana, em 628, Muhammad/Maomé convocou o imperador Romano (ou “Bizantino”), Heráclio — o chefe simbólico do “Ocidente”,  mais tarde conhecido como “Cristandade” — para submeter-se ao Islã; quando o imperador recusou, uma jihad devastadora foi desencadeada contra o mundo Ocidental. Menos de 100 anos depois, o Islã havia conquistado mais de dois terços da Cristandade e estava invadindo profundamente a França. Enquanto essas conquistas de longo alcance frequentemente repartem uma sentença, quando muito, nos livros de hoje, os cronistas da época, incluindo os Muçulmanos, deixam claro que esses eram eventos cataclísmicos que tiveram um efeito traumático e desempenhou um papel importante na formação, da parte não conquistada da Cristandade, que se tornou a própria Europa. Como Ibn Khaldun, depois de descrever as incessantes incursões Muçulmanas em busca de espólio e escravos ao longo das costas mediterrâneas da Europa durante os séculos IX e X, “os Cristãos não podiam mais flutuar uma tábua no mar”. Eles tomaram as ilhas e a Idade das Trevas começou.

Mas não foi apenas o que experimentaram pessoalmente nas mãos dos Muçulmanos que desenvolveu essa antiga “fobia” ao Islã. Já no oitavo século, as escrituras e histórias do Islã — o Alcorão, Hadith, Sira e Maghazi — tornaram-se disponíveis às comunidades Cristãs adjacentes ou mesmo sob a autoridade dos califados. Com base apenas nessas fontes primárias do Islã, os Cristãos concluíram que Muhammad era um falso profeta (possivelmente possuído por demônios) que obviamente havia inventado um credo para justificar as piores depravações do homem — por domínio, pilhagem, crueldade e carnalidade. Essa visão prevaleceu durante mais de um milênio em toda a Europa (e até hoje entre os “Islamofóbicos”); e foi aumentada pelo fato de que os Muçulmanos ainda estavam, durante bem mais de um milênio, invadindo territórios Cristãos, saqueando e sequestrando mulheres e crianças. O primeiro combate dos Estados Unidos com o Islã — as guerras Berberes no início do século XIX — veio por meio dos ataques Muçulmanos aos navios Americanos em busca de espólio e escravos em nome de Alá.

Eis aqui uma minúscula amostra do que os Europeus pensavam do Islã ao longo dos séculos:

Teófanes, o cronista Bizantino (d.818):

Ele [Muhammad] ensinou àqueles que lhe deram ouvidos, que aquele que matasse o inimigo, — ou fosse morto pelo inimigo, — entraria no paraíso [ver Alcorão 9: 111]. E disse que o paraíso era carnal e sensual — orgias alimentares, bebidas e mulheres. Além disso, havia um rio de vinho… e as mulheres eram de outro tipo, e a duração do sexo muito prolongada e seu prazer duradouro [por exemplo, Alcorão 56: 7-40, 78:31, 55:70-77]. E todos os tipos de absurdos.

Tomás de Aquino, um dos filósofos mais influentes da Cristandade (d.1274):

Ele [Muhammad] seduziu o povo por meio de promessas de prazeres carnais, aos quais a concupiscência da carne nos exorta… e deu rédea livre ao prazer carnal. Tudo isso, como não é inesperado, foi obedecido por homens carnais. Quanto às provas da verdade de sua doutrina… Muhammad disse que foi enviado para comandar o seu exército — os quais são sinais de que não faltam até mesmo ladrões e tiranos [i.e. sua “prova” de que Alá estava com ele é que o tornou capaz de conquistar e saquear outros].

Marco Polo, viajante mundialmente famoso (d.1324):

De acordo com a doutrina [Muçulmana], tudo o que é roubado ou saqueado de outros de uma fé diferente é apropriadamente tomado, e furtar não é crime; enquanto aqueles que sofrem a morte ou lesão pelas mãos dos Cristãos, são considerados como mártires. Se, portanto, não fossem proibidos e restringidos pelos poderes [Mongóis] que agora os governam, cometeriam muitos atentados. Esses princípios são comuns a todos os Sarracenos [Muçulmanos].

Quando Khan, o Mongol, descobriu mais tarde a criminalidade depravada de Achmath (ou Ahmed), um de seus governadores Muçulmanos, Polo escreve que:

A atenção do khan [se voltou] para as doutrinas da seita dos Sarracenos [i.e., o Islã], que desculpam todos os crimes, sim, até mesmo o próprio assassinato, quando cometidos à pessoas que não são de sua religião. E vendo que essa doutrina tinha levado o maldito Achmath e seus filhos a agirem como o fizeram, sem qualquer sentimento de culpa, Khan começou sentir o maior dos nojos e abominação por ele. Convocou os Sarracenos e os proibiu de fazerem muitas das coisas que sua religião ordenava.

Alexis de Tocqueville, pensador político e filósofo Francês, mais conhecido pela Democracia na América (d.1859),

Estudei muito o Alcorão. Saí do estudo com a convicção de que, em geral, houve poucas religiões no mundo tão mortais aos homens como a de Muhammad. Tanto quanto posso ver, é a causa principal da decadência tão visível hoje no mundo Muçulmano, embora menos absurda que o politeísmo de antigamente, suas tendências sociais e políticas são, na minha opinião, para serem temidas, e portanto consideradas como uma forma de decadência em vez de uma forma de progresso em relação ao paganismo em si.

Winston Churchill, um líder da Aliança de guerra contra Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1965):

Quão terríveis são as maldições que o Maometanismo [Islã] coloca sobre seus devotos! Além do frenesi fanático, que é tão perigoso ao homem como hidrofobia num cão, há essa apatia fatalista terrível. Os efeitos são evidentes em muitos países. Os hábitos imprevidentes, os sistemas desleixados de agricultura, métodos lentos de comércio e a insegurança da propriedade existem onde quer que os seguidores do Profeta governem ou vivam. Um sensualismo degradado priva a vida de sua graça e refinamento; e o próximo de sua dignidade e santidade. O fato de que na lei Maometana toda mulher deve pertencer a algum homem como sua propriedade absoluta, seja como criança, esposa ou concubina, deve atrasar a extinção final da escravidão até que a fé do Islã tenha deixado de ser um grande poder entre os homens.

Para que não pareça que essas e outras acusações históricas contra o Islã são simplesmente produtos de xenofobia Cristã/Ocidental que simplesmente não podem tolerar o “outro”, deve-se notar que muitos críticos Ocidentais do Islã elogiam regularmente outras civilizações não-Muçulmanas, bem como o que se chama hoje de “Muçulmanos moderados”.

Assim Marco Polo saudou os Brâmanes da Índia como sendo “os mais honrados”, possuindo um “ódio pelo engano ou por roubar os bens de outras pessoas”. E apesar de suas críticas à “Seita dos Sarracenos”, isto é, o Islã, se referia a um líder Muçulmano como governando “com justiça”, e outro que “se mostrou [ser] um bom senhor e se fez amado por todos”.

Winston Churchill resumiu a questão da seguinte maneira: “Os Muçulmanos individuais podem mostrar qualidades esplêndidas — mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que a seguem. Não existe força retrógrada mais forte no mundo.”

Apologistas como Reza Aslan podem dizer o que quiserem; podem afirmar que o Islã é para sempre e perpetuamente “mal entendido” — e podem apostar na ignorância Ocidental da sua própria história para escapar disso. Mas o medo e a aversão ao Islã tem sido a principal posição entre os Cristãos/Ocidentais por quase 1.400 anos — desde que Muhammad começou a atacar, saquear, massacrar e escravizar os não-Muçulmanos (“infiéis”) em nome do seu deus; e é por causa dos seus seguidores, Muçulmanos, atacando continuamente, saqueando, massacrando e escravizando os “infiéis”, que o medo e a aversão ao Islã — chamado de “Islamofobia” — existe até hoje.


Nota do blog:

Para os versados na língua Inglesa, segue uma lista imperdível de livros esseciais sobre o Islamismo.  Compre já! 

Acesse os links para mais informações:

The Al Qaeda Reader: The Essential Texts of Osama Bin Laden's Terrorist Organization
The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America
Stop the Islamization of America: 
A Practical Guide to the Resistance.
Germany and the Middle East, 1871-1945
From Time Immemorial: The Origins of the Arab-Jewish Conflict over Palestine
The Complete Infidel's Guide to Iran (Complete Infidel's Guides)
The Decline of Eastern Christianity Under Islam: 
From Jihad to Dhimmitude: Seventh-Twentieth Century
The Truth about Muhammad: Founder of the World's Most Intolerant Religion
The Complete Infidel's Guide to the Koran (Complete Infidel's Guides)

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: Dez Maneiras Em Que A Máfia E O Islã Se Assemelham

islãFonte/Source: Ten Ways the Mafia and Islam are Similar – Raymond Ibrahim


Raymond Ibrahim: Dez Maneiras Em Que A Máfia E O Islã Se Assemelham

Por Raymond Ibrahim

Nota: Publicado originalmente em 8 de Dezembro de 2014 


5 de Abril de 2017

Don Corleone — “Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar

Nota do autor: O artigo a seguir foi publicado na PJ Media, onde é complementado com clipes de vários filmes relacionados com a máfia, como o The Godfather, para ajudar a demonstrar as dez semelhanças. Partes deste artigo foram serializadas anteriormente no FrontPage Magazine.


Durante um debate na HBO’s Real Time em Outubro passado, o anfitrião Bill Maher declarou que o Islã é “a única religião que age como a máfia, e que vai matar você se disser a coisa errada, desenhar a imagem errada ou escrever o livro errado”.

Maher aparentemente estava se referindo às leis de “blasfêmia” do Islã, que amaldiçoam com a pena de morte qualquer “insulto” — como encontrado numa declaração, um quadro, um livro — ao Islã e especialmente ao seu profeta, Muhammad/Maomé.

Embora Maher tenha sido criticado por sua afirmação “Islamofóbica”, ele entre outros podem surpreende-se ao saber que as semelhanças entre o Islã e a máfia ultrapassam em muito o castigo àqueles que dizem, desenham ou escrevem “a coisa errada”.

A seguir, vamos examinar uma série dessas semelhanças.

Vamos começar observando a relação entre Alá, o seu mensageiro Muhammad, e os Muçulmanos, para perceber os vários paralelos entre o padrinho, o subchefe e a máfia.

Em seguida, examinaremos a natureza clandestina da máfia para comparar com o tribalismo Islâmico, especialmente no contexto da doutrina Islâmica de “Lealdade e Hostilidade”. Por exemplo, tanto no Islã como na máfia, os membros que desejam romper, “apostatar”, são assassinados.

Vamos considerar a máfia e o Islã, e como ambos têm lucrado historicamente com a extorsão — taxa de proteção (‘protection racket’): o Islã exigiu jizya de não-Muçulmanos sob sua autoridade/território e a máfia exigiu pizzo de pessoas que estão sob sua jurisdição.

Finalmente, vamos considerar o que explica as muitas semelhanças entre o Islã e a máfia, inclusive de uma perspectiva histórica.

  1. Alá e Muhammad/Padrinho e Subchefe

O padrino (em Italiano) das maiores organizações e famílias da máfia — literalmente, o “padrinho” ou “chefe dos chefes” — tem controle absoluto sobre seus subordinados e é muitas vezes muito temido por eles por sua crueldade. Ele tem um “subchefe”, um braço direito que emite suas ordens e reforça sua vontade. O próprio padrinho é muitas vezes inacessível; os membros da máfia precisam passar pelo subchefe ou outros associados de alto escalão.

Compare isso com a relação entre Alá e seu “mensageiro” Muhammad (em Árabe, Muhammad é mais comumente referido como al-rasul, “o mensageiro”). Ao contrário do Deus Judaico-Cristão — um Deus pessoal, um Pai, que de acordo com Cristo deve ser comungado diretamente (Mateus 6: 9) — O Deus do Islã, Alá, é inacessível, incognoscível, intocável. Como o padrinho, ele é inacessível. Suas ordens são reveladas por seu mensageiro, Muhammad (Maomé).

Enquanto o Deus Judaico-Cristão chama os fiéis como “venham agora, vamos raciocinar juntos” (Isaías 1:18), Alá diz: ” Ó fiéis, não interrogueis acerca de coisas que, se vos fossem reveladas, atribular-vos-iam.” (Alcorão 5: 101). Apenas sigam as ordens.

  1. Um “Pedaço da Ação”

O padrinho e seu subchefe sempre recebem um “pedaço da ação” — uma “fatia” — de todos os despojos adquiridos por seus subordinados.

E da mesma forma, Alá e seu mensageiro, Muhammad. O Alcorão 8:41 informa aos Muçulmanos que “E sabei que, de tudo quanto adquirirdes de despojos, a quinta parte pertencerá a Alá,  e ao Mensageiro” (seguido pela família de Maomé e finalmente pelos necessitados).

  1. Assassinatos

O padrinho, através do seu subchefe, envia regularmente os homens da máfia para fazerem “acertos”— para assassinar — aqueles considerados inimigos da família.

Assim fez Alá e seu mensageiro. Um exemplo: um poeta não-Muçulmano, Ka’b ibn Ashraf, insultou Muhammad, incitando o último a exclamar: “Quem matará este homem que feriu Alá e seu mensageiro?” Um jovem Muçulmano chamado Ibn Maslama se ofereceu voluntariamente com a condição de que para chegar perto o suficiente para assassinar Ka’b ele deveria ser autorizado a mentir para o poeta.

O mensageiro de Alá concordou. Ibn Maslama viajou para Ka’b e começou a denegrir o Islã e Muhammad até que seu desafeto tornou-se tão convincente que o poeta o tomou em sua confiança. Pouco tempo depois, Ibn Maslama apareceu com outro Muçulmano e então, enquanto Ka’b estava com a guarda baixa, matou o poeta, levando sua cabeça para Muhammad aos gritos triunfantes habituais de “Allahu Akbar!”

  1. Circunstância é tudo

Enquanto a máfia adere a um código de conduta geral, o padrinho emite ordens mais fluidas de acordo com as circunstâncias.

Isso é uma reminiscência de toda a “revelação” do Alcorão, onde versões/comandos mais recentes contradizem versos/comandos anteriores, dependendo das circunstâncias (conhecidas na jurisprudência Islâmica como al-nāsikh wal-mansūkh ou doutrina da ab-rogação).

Assim, enquanto Alá supostamente disse ao profeta que “não há compulsão na religião” (Alcorão 2: 256), uma vez que o mensageiro tornou-se suficientemente forte, Alá emitiu novas revelações incitando à guerra/jihad até o Islã se tornar supremo (Alcorão 8:39, 9:5, 9:29, etc.).

Enquanto outras religiões e escrituras podem ter contradições, somente o Islã as racionaliza através da ab-rogação — isto é, dando proeminência à versículos posteriores que são vistos como a decisão “mais recente” da divindade.

  1. A Lealdade do Clã

A lealdade é fundamental na máfia. Após rituais elaborados de juramentos de sangue, os membros da máfia devem manter a lealdade absoluta à família, sob pena de morte. Da mesma forma, os membros da máfia devem estar sempre disponíveis para a família — “mesmo que sua esposa esteja prestes a dar à luz” Como diz um dos dez mandamentos da máfia — e defender o padrinho e sua honra, mesmo que lhe custe a vida. Combine isto com a violência generalizada e as convulsões que ocorrem sempre que Alá ou seu profeta são ofendidos — sempre que os não-Muçulmanos “Infiéis” os blasfemam. Ou, como Bill Maher colocou: “a única religião que age como a máfia, que vai — [f***ing kill you] (sic) — matar você se você disser a coisa errada, desenhar a imagem errada ou escrever o livro errado”.

A doutrina de “Lealdade e Hostilidade” do Islã (al-wala ‘wa’l bara’) — que convoca os Muçulmanos a serem leais uns aos outros, mesmo que não gostem uns dos outros — é especialmente ilustrativo. O Alcorão 9:71 declara que “os homens [Muçulmanos] crentes e as mulheres [Muçulmanas] crentes são protetores uns dos outros” (ver também 8:72-75). E de acordo com Muhammad, “Um Muçulmano é o irmão de um Muçulmano. Ele não o oprime, nem o humilha, nem o despreza. Todas as coisas de um Muçulmano são invioláveis para seu irmão na fé: seu sangue, sua riqueza e sua honra” — precisamente estas três coisas que os membros da máfia respeitam entre si. É por isso que Muçulmanos como o Major do Exército dos EUA, Nidal Hassan, cujo “pior pesadelo” era ser escalado para combater os companheiros Muçulmanos, frequentemente contra-ataca).

  1. Morte aos Traidores

Quando um frangote membro da máfia, que faz o juramento de lealdade à máfia, — incluindo o Omertà, o código de silêncio das máfias — tenta sair da “família” é visto como traidor e passível de pena de morte. Para qualquer membro da família, grande ou pequeno, é dado autoridade para matar o traidor ou (vira-casaca) – [“turncoat“]. Compare isto com o Islã. Um recém-nascido de pai Muçulmano, o torna imediatamente um Muçulmano — não há juramentos a serem tomados, muito menos qualquer escolha na matéria. E, de acordo com a lei Islâmica, se os Muçulmanos de nascimento, em algum momento em suas vidas, optarem por deixar o Islã, serão considerados “apóstatas” — traidores — e punidos, inclusive com morte. Qualquer Muçulmano zeloso, e não apenas as autoridades, estaria justificado ao matar o apóstata (daí porque as famílias Muçulmanas que matam crianças apóstatas raramente são processadas). Nas palavras de Muhammad — o mensageiro (“subchefe”) de Alá (padrinho): “Quem deixar a sua fé Islâmica, mate-o”.

  1. Desconfiança E Antipatia Pelos “Estranhos” [Outsiders]

Além da lealdade à família, espera-se que os membros da máfia também não façam amizade ou associem-se livremente com “estranhos” — que por natureza não se deve confiar, porque não pertencem à “família” — a não ser que essa “amizade” alavanque a posição da família.

Da mesma forma, a segunda metade da doutrina da Lealdade e Hostilidade — a hostilidade (al-bara’) — invoca aos Muçulmanos para manterem distância e ter hostilidade a todos os não-Muçulmanos, ou “infiéis”.

Assim, o Alcorão 5:51 adverte aos Muçulmanos para que: “não tomeis por confidentes os Judeus nem os Cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Alá não encaminha os iníquos.” Segundo a exegese Islâmica predominante de al-Tabari, Alcorão 5:51 significa que o Muçulmano que “se alinhar com eles [os não-Muçulmanos] e os capacitar contra os crentes, o mesmo é membro da fé e da comunidade deles”, isto é, um desertor, um apóstata, um inimigo.

Escrituras semelhantes: Alcorão 4:89, 5:54, 6:40, 9:23 e 58:22; Este último simplesmente afirma que os verdadeiros Muçulmanos não fazem amizade com os não-Muçulmanos — “ainda que sejam seus pais ou seus filhos, seus irmãos ou parentes”. Alcorão 60: 1 declara: “Ó fiéis! Não tomeis por confidentes os Meus e os vossos inimigos [os incrédulos], demonstrando-lhes afeto, posto que renegam tudo quanto vos chegou da verdade…, [i.e., enquanto negam o Islã]?” E o Alcorão 4: 144 declara “Oh você que acredita! Não tomeis os incrédulos por confidentes, em vez dos que crêem. Desejais proporcionar a Alá [“padrinho”] provas evidentes contra nós?”.

  1. Traição e Dissimulação

Como mencionado, são permitidas relações íntimas com indivíduos não-mafiosos que se mostram vantajosas para a família (por exemplo, a colaboração com um “policial corrupto”) — enquanto a máfia mantém uma distância segura, mantém o estranho à distância.

Compare isto com o Alcorão 3:28, que ordena “Que os fiéis não tomem por confidentes os incrédulos, em detrimento de outros fiéis… salvo se for para vos precaverdes e vos resguardardes”. De acordo com o comentário de Tabari no Alcorão padrão, “vos resquardardes” significa:

“Se vocês [Muçulmanos] estão sob a autoridade dos [não-Muçulmanos], temendo por vocês mesmos, comportem-se fielmente diante deles com a sua língua enquanto nutrem animosidade interior por eles… [mas saibam que] Alá proibiu os fiéis de serem amigáveis ou ter intimidade com os infiéis em vez de outros crentes — exceto quando os infiéis estão acima deles [em autoridade]. Se este for o caso, deixe-os agir amigavelmente com eles enquanto preserva a sua religião.”

Depois de interpretar o Alcorão 3:28 como significando que os Muçulmanos podem “proteger” a si mesmos “através do show exterior” quando sob autoridade não-Muçulmana, Ibn Kathir, talvez o mais celebrado exegeta do Islã, cita o profeta do Islã (“subchefe”) dizendo: “Realmente, sorrimos na cara de algumas pessoas, enquanto os nossos corações o amaldiçoam.”

Da mesma forma, há alguns anos, Sheikh Muhammad Hassan — um líder clérigo Salafista no Egito — afirmou ao vivo na televisão que, embora os Muçulmanos nunca deveriam sorrir na cara dos não-Muçulmanos, deveriam sorrir, entretanto dissimuladamente, se assim alavancar o Islã, especialmente no contexto da’wa.

A ideia de odiar os “estranhos” parece estar tão enraizada no Islã que um outro clérigo Salafista, Dr. Yasser al-Burhami, insiste que, embora os homens Muçulmanos possam casar-se com mulheres Cristãs e Judias, devem odiá-las em seu coração — e mostrar a elas que eles as odeiam na esperança de que se convertam à “família” do Islã.

(Para mais informações sobre a doutrina de “Lealdade e Hostilidade”, incluindo referências às fontes exegéticas citadas acima, veja o abrangente tratado do líder da al-Qaeda, Dr. Ayman Zawahiri, em The Al Qaeda Reader, págs. 63-115.)

  1. Uma Oferta Que Você Não Pode Recusar

Embora o romance que virou filme, O Poderoso Chefão, seja fictício, também captura grande parte do modus operandi da máfia. Considere, por exemplo, a mais famosa das frases — “Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar” — falada pelo Padrinho a um de seus “afilhados”, um aspirante a ator e cantor. Depois de ser rejeitado por um diretor de estúdio, para um papel que ele queria desesperadamente, o afilhado procurou a ajuda de seu padrinho.

À medida que o filma avança, torna-se claro que, a oferta irrecusável, consiste em nada menos que violência e ameaças de morte: após o pedido do mensageiro do Padrinho ser novamente rejeitado para que o papel fosse dado ao ator, quando o diretor despertou na manhã seguinte, encontrou a cabeça ensanguentada e decapitada de seu garanhão favorito na cama, ao lado dele. O afilhado conseguiu finalmente o papel do filme.

Durante todo o contexto da trilogia inteira do Padrinho (que captura muito bem o jeito da máfia com os negócios) fazendo à alguém “uma oferta irrecusável” significa “faça como eu digo ou sofra as consequências”, e possivelmente a morte.

Compare isso com a tríplice escolha do Islã. Segundo as ordens de Muhammad/Maomé, sempre que os Muçulmanos conquistam um território em nome do Islã, seus habitantes não-Muçulmanos recebem três escolhas: 1) converter-se ao Islã, 2) manter sua identidade religiosa, mas pagar um tributo (Jizya, ver abaixo) e viver como um “estranho”, um dhimmi subjugado ou 3) execução.

Ao longo da história, a conversão ao Islã tem sido uma “oferta” que inúmeros não-Muçulmanos não puderam recusar. De fato, esta “oferta” foi responsável pela transformação de grande parte do Oriente Médio e do Norte da África, de maioria Cristã no século VII, quando a jihad estourou da Arábia para o “mundo Muçulmano”.

E essa oferta ainda existe e continua ativa até hoje. Por exemplo, vários Cristãos idosos e incapacitados que não puderam se unir ao êxodo dos territórios controlados pelo Estado Islâmico (ISIS) optaram por converterem-se ao Islã em vez de morrer.

Assim como a máfia, a oferta do Islã para conquistar os não-Muçulmanos é basicamente “junte-se à nossa” família”, ajude-nos e nós o ajudaremos; se recusar, machucaremos você.”

  1. “Taxa de Proteção”

Uma vez que a máfia assuma um território, uma das principais formas de lucro é através da coleta do “dinheiro de proteção” de seus habitantes. Embora a taxa de proteção tenha vários aspectos, um em particular, é semelhante a uma prática Islâmica: coagir as pessoas no território da máfia à pagarem dinheiro pela “proteção”, ostensivamente contra elementos externos; Na verdade, a proteção comprada é da máfia em si— ou seja, dinheiro de extorsão, ou pizzo. Potenciais “clientes” que se recusam a pagar pela “proteção” da máfia muitas vezes têm sua propriedade vandalizada e são rotineiramente ameaçados e assediados.

Compare a coleta de pizzos com o conceito Islâmico de jizya: A palavra jizya aparece no Alcorão 9:29: “Aqueles que não crêem em Alá nem no Último Dia, nem abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos e sentindo-se subjugados, paguem o Jizya.” [Ênfase adicionada].

No hadith, o Mensageiro de Alá, Muhammad — em nossa analogia, o “subchefe” — invoca regularmente os Muçulmanos a exigirem a jizya dos não-Muçulmanos: “Se recusarem a aceitar o Islã”, disse o profeta, “exijam deles a jizya. Se concordarem em pagar, aceite e segure as mãos deles. Se recusarem a pagar a jizya, procure a ajuda de Alá e lutem contra eles.” O significado da raiz da palavra Árabe “jizya” é simplesmente “pagar” ou “recompensar”, basicamente para “compensar” algo. De acordo com o dicionário Hans Wehr, o dicionário Árabe-Inglês padrão, jizya é algo que “toma o lugar” de algo mais, ou “substitui.”

Simplificando, os não-Muçulmanos conquistados comprariam suas vidas, que de outra forma seriam perdidas para seus conquistadores Muçulmanos, com dinheiro. Como diz um jurista medieval, “suas vidas e suas posses só são protegidas por causa do pagamento de jizya” (Crucified Again, p.22).

E para completar, assim como a máfia racionaliza sua coleta de “dinheiro de proteção” retratando-o como dinheiro que compra a proteção da máfia contra os “estranhos” — quando, como mencionado, o dinheiro/tributo serve apenas para proteger o cliente da própria máfia — assim também o fazem os apologistas do Islã retratando a coleta da jizya como dinheiro destinado a compra de proteção Muçulmana contra os estranhos, quando na verdade o dinheiro/jizya compra a proteção contra os próprios Muçulmanos.

Conclusão: Máfia — O Que Há Numa Palavra?

O que explica todas essas semelhanças entre o Islã e a máfia? Uma pista é encontrada no fato de que a própria palavra “máfia”, significando “hostilidade à lei, ousadia”, é derivada de uma palavra Árabe, mahya, que na tradução significa “orgulhoso, bombástico, bravateiro e arrogante“. Esta etimologia é um lembrete de que a Sicília, berço da máfia, estava sob domínio Árabe/Islâmico por mais de 200 anos. Além de uma etimologia emprestada, poderia algum modus operandi da máfia  ter sido também emprestado do Islã? Isolados em sua ilha, os Sicilianos nativos poderiam ter cooptado as técnicas de controle social que tinham vivido e aprendido com seus antigos senhores — embora sem o verniz Islâmico?

A máfia não é o único exemplo histórico de uma organização criminosa não-Muçulmana influenciada pelo Islã. Por exemplo, os Thuggees —de onde temos a palavra “bandido/thug” — eram uma irmandade de bandidos aliados e assassinos que acharcavam e selvagemente assassinavam viajantes na Índia, muitas vezes inicialmente fingindo amizade. Embora fossem mais tarde associados ao culto Hindu de Kali, os Thuggees originais eram todos Muçulmanos. Até o século 19, um grande número de Thuggees capturados e condenados pelos Britânicos eram Muçulmanos.

As semelhanças são claras: Além de assassinar seus oponentes, incluindo como visto, pela traição, Muhammad também pessoalmente se envolveu em banditismo, saqueando as caravanas das tribos inimigas.

E se as palavras “máfia” e “vândalo” tiverem etimologias Árabe-Islâmicas, as palavras “assassinato” e “assassino” derivam de uma seita Islâmica medieval: os Hashashin, os quais foram pioneiros no uso do assassinato político — com promessas de um paraíso hedonista ao assassino que certamente morreu — em nome do Islã.

De qualquer forma, quando a personalidade da HBO Bill Maher proclamou recentemente que o Islã é “a única religião que age como a máfia, que vai matar você se você disser a coisa errada, desenhar a imagem errada ou escrever o livro errado”, estava apenas tateando as semelhanças entre a máfia e outras organizações criminosas, e o Islã.

Raymond Ibrahim é autor do livro: Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians


Para os versados na língua Inglesa, segue uma lista imperdível de livros esseciais sobre o Islamismo.  Compre já! 

Acesse os links para mais informações:

The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America
Stop the Islamization of America: 
A Practical Guide to the Resistance.
Germany and the Middle East, 1871-1945
From Time Immemorial: The Origins of the Arab-Jewish Conflict over Palestine
The Complete Infidel's Guide to Iran (Complete Infidel's Guides)
The Decline of Eastern Christianity Under Islam: 
From Jihad to Dhimmitude: Seventh-Twentieth Century
The Truth about Muhammad: Founder of the World's Most Intolerant Religion
The Complete Infidel's Guide to the Koran (Complete Infidel's Guides)

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis