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Por Que Os Cristãos Estão Sendo Assassinados No Egito

Fonte/Source: Why Christians Are Being Slaughtered in Egypt – Raymond Ibrahim


Por Que Os Cristãos Estão Sendo Assassinados No Egito

Por Raymond Ibrahim

14 de Abril de 2017

Mulheres aos prantos durante o funeral das vítimas dos ataques à igreja de Domingo de Ramos.

PJ Media

No dia 9 de Abril — Domingo de Ramos, início da Semana Santa da Páscoa — duas igrejas Cristãs foram bombardeadas durante a missa no Egito, deixando pelo menos 50 fiéis mortos e quase 130 feridos e/ou mutilados.  (Imagens Fortes / vídeo sobre as consequencias aqui).

Menos de quatro meses antes, em torno do Natal, outra igreja Cristã foi bombardeada no Egito, deixando 27 fiéis — em sua maioria mulheres e crianças — mortos e ferindo quase 70. No Ano Novo de 2011, outra igreja Egípcia foi bombardeada, deixando 23 fiéis mortos.

Em 2013, cerca de 70 igrejas Cristãs no Egito foram atacadas, muitas delas queimadas pela Irmandade Muçulmana e seus adeptos.

E mais, muitos outros ataques “menores” às igrejas Egípciastentativas fracassadas de bombardeios, grafites cheios de ódio e revoltas de “multidões irritadas” — que são tão “cotidianas” que não recebem praticamente nenhuma cobertura de mídia no Ocidente.

Basta ouvir as palavras e os ensinamentos de alguns dos pregadores Muçulmanos do Egito para entender por que os Cristãos do Egito — estão sendo assassinados em número crescente — e suas igrejas estão constantemente sob ataque.

Veja Dr. Ahmed al-Naqib, por exemplo. Estudou nas melhores madrassas (escolas) Islâmicas, incluindo Al Azhar, autor de vários livros sobre a doutrina, recebeu prêmios e condecorações por suas realizações acadêmicas, e aparece regularmente na televisão. Em vídeo, aparece discutindo um ataque recente, perpetrado por um bando de Muçulmanos numa igreja no Egito, que a mídia e o governo sempre denunciam como fitna, uma palavra Árabe que significa tentação ou discórdia e a qual o Islã comanda aos Muçulmanos para se oporem.

Nota do tradutor: A palavra “shirk (شرك)”, que será vista no parágrafo seguinte, significa “ser parceiro”, “ser parceiro em alguma coisa”, …de outro que não seja Alá; assim, esse tipo de shirk é chamado de “Shirk Maior” ou “Shirk Aberto”.

Citando textos Islâmicos venerados, incluindo o Alcorão, o Dr. Naqib explicou que a exibição aberta, chamada de shirk, o maior pecado no Islã, associando alguém a Deus, do qual o Alcorão acusa os Cristãos de o cometer através da Trindade — é a pior forma de fitna, pior que assassinato e derramamento de sangue.”

Em outras palavras, e como deixou claro no restante do vídeo, fitna (ou discórdia) não é quando os Muçulmanos atacam as igrejas Cristãs — longe disso —, mas sim quando os Cristãos são autorizados a exibir seu shirk (ou “Blasfêmias”) em igrejas próximas dos Muçulmanos. Combater isso — até mesmo ao ponto de “assassinato e derramamento de sangue” — é preferível.

Em seguida, temos o Dr. Yasser Burhami, a face do movimento Salafista Egípcio, tão credenciado e prolífico como Naqib: o qual pode ser visto em vídeo dizendo que, embora um homem Muçulmano tenha permissão para se casar com mulheres Cristãs ou Judias, deve certificar-se de que ainda as odeia em seu coração — e sempre mostrar que as odeia — porque são infiéis; caso contrário, corre o risco de comprometer o seu Islã.

Quanto às igrejas, Burhami emitiu uma vez uma fatwa proibindo táxis Muçulmanos e motoristas de ônibus de transportarem sacerdotes Cristãos para as igrejas, um ato, dito por ele, “mais proibido do que levar alguém a um bar de bebidas alcoólicas”.

Mas não são apenas os sheiks “radicais” ou Salafistas que fazem tais declarações odiosas. Mesmo as chamadas instituições Islâmicas “moderadas”, como Dar al-Ifta de Al Azhar, emitiram uma fatwa em Agosto de 2009 comparando a construção de uma igreja a “uma boate, um cassino ou um celeiro para criação de porcos, gatos ou cães “.

Tais analogias não são originárias dos Salafitas ou Dar al-Ifta, remontam às mais reverenciadas doutrinas do Islã, incluindo Ibn Taymiyya e Ibn Qayyim, cujos livros são vendidos e usados ​​em todo o Egito, incluindo escolas. Eles ensinaram que “construir igrejas é pior do que construir bares e bordéis, porque as essas [igrejas] simbolizam a infidelidade, enquanto os [bares e bordéis] representam a imoralidade”.

Isto explica o motivo, o porquê após o bombardeamento fatal à igreja em 11 de Dezembro de 2016 que deixou 27 mortos, Muçulmanos escreveram “diariamente” coisas como “Deus abençoe a pessoa que fez este ato abençoado” nas mídias sociais. Uma mulher Muçulmana de aparência média aparece nas ruas do Egito celebrando jubilosamente o massacre (vídeo legendado em Inglês). Ela triunfantemente grita “Allahu Akbar!” E diz que “nosso amado profeta Muhammad está pagando os infiéis [Cristãos] de volta… por rejeitar o tawhid, que deve ser proclamado em todos os cantos do Egito!”

Os Americanos devem se lembrar de que os Muçulmanos em todo o mundo também celebraram os ataques terroristas de 11 de Setembro. Diante disso, a premissa era “devemos ter feito algo para fazer os Muçulmanos nos odiarem tanto”. Mas se a poderosa América é capaz de provocar Muçulmanos com suas políticas externas, o que a tão oprimida e excluída minoria Cristã do Egito fez para fazer com que os Muçulmanos celebrem a notícia de que uma igreja foi bombardeada e Cristãos assassinados?

Qualquer um poderia continuar indefinidamente com os exemplos dos clérigos Muçulmanos e suas instituições incitando — com absoluta impunidade — a violência contra os Cristãos e suas igrejas no Egito. Muitos Egípcios seculares e/ou moderados concordam. Por exemplo, em 2014, os partidários da Irmandade Muçulmana espancaram e mataram uma mulher depois que uma cruz a identificou como Cristã. Pouco tempo depois, um editorial Egípcio intitulado “Encontre o verdadeiro assassino de Maria” argumentou que:

“Aqueles que mataram a jovem e vulnerável Mary Sameh George, por pendurar uma cruz em seu carro, não são criminosos, mas sim miseráveis ​​que seguem aqueles que legalizaram, para eles, o homicídio, o linchamento, o desmembramento, e o desnudamento de jovens Cristãs – sem nem precisar dizer “mate.” Do [clérigo Islâmico] Yassir Burhami e seus colegas que anunciam seu ódio pelos Cristãos através de canais via satélite e nas mesquitas, alegando que o ódio dos cristãos é sinônimo de amor a Alá, — são os verdadeiros assassinos que precisam ser denunciados e processados.”

Pode-se dizer a mesma coisa sobre os bombardeios da última igreja de Domingo de Ramos que assassinou 50 pessoas. Embora o Estado Islâmico (ISIS) tenha rapidamente reivindicado os ataques terroristas, isso não é realmente relevante para a história. “ISIS” — como Al-Qaeda, Boko Haram, Al-Shabaab, Hamas, Taliban, Wahabbi Saudi, e os Muçulmanos que perseguem Cristãos em 40 das 50 piores nações do mundo — é um sintoma, não a fonte do ódio.

Em suma, até que o governo Egípcio remova os sheiks “radicais” e seus ensinamentos nas mesquitas, nas escolas, nas estações de televisão e em todas as outras posições de influência, os Muçulmanos continuarão a ser radicalizados, as igrejas continuarão a ser bombardeadas, e os Cristãos continuarão a serem assassinados.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

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Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Fonte/Source:  How the Islamic World was Forged: An Exercise in Common Sense | Raymond Ibrahim 


Nota do blog: Resolvi reeditar e publicar novamente este artigo por causa dos ataques recentes às igrejas no Egito.


Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Por Raymond Ibrahim

 31 de Agosto de 2015

FrontPage Magazine

O que levou os não-Muçulmanos a se converterem ao Islã, levando à criação do mundo Islâmico?

Fontes históricas primitivas — ambas Muçulmanas e não-Muçulmanas — deixam claro que o império Islâmico foi forjado pela espada e que as pessoas abraçaram o Islã, não muito pela fé sincera, mas por uma miríade de razões,  desde a conversão com o intuito de aproveitar as benesses do “time ganhador” até a conversão com o intuito de escapar do infortúnio de estar no “time perdedor”.

É claro, como mencionado, que os primeiros textos da história estão repletos de episódios demonstrando o oposto.  No entanto, pelo fato da nossa sociedade estar cada vez mais anti-histórica, neste ensaio, me empenho para mostrar que, o puro senso comum em si, valida o que os registros históricos revelam, a saber, que o mundo Islâmico foi forjado através de violenta coerção.

E para demonstrar, usarei o Egito,  uma das mais importantes nações Muçulmanas e minha terra ancestral — como paradigma. Vou demonstrar como um fato histórico, do qual apologistas Islâmicos habitualmente se gabam  de que ainda existem milhões de Cristãos no Egito (aproximadamente 10% da população)  não é prova de tolerância Islâmica, mas sim de intolerância.

No século VII, no tempo em que o Islã estava sendo formulado, o Egito já era Cristão há séculos, [1] bem antes da Europa ter sido convertida. A Alexandria era um dos mais importantes centros eclesiásticos da antiga aprendizagem Cristã e junto com Roma e Antioquia, uma das três (Santa Sé) originais. [2]  Muitas evidências literárias e arqueológicas em andamento atestam para o fato de que o Cristianismo permeou todo o Egito.

Escrevendo por volta do ano 400,  mais ou menos dois séculos e meio antes da invasão Árabe,  John Cassian, um monge Cristão da região atualmente conhecida como moderna Romênia, observou que,

Um viajante de Alexandria ao norte, se dirigindo para Luxor ao sul ouviria ao longo da jornada os sons das rezas e rimas dos monges dispersos no deserto, dos monastérios e das cavernas, dos monges, eremitas e anacoretas. [3]

E nos últimos tempos, ambos, os mais antigos pergaminhos contendo palavras do Evangelho (que datam do século I) e a mais antiga imagem de Cristo foram descobertas em regiões separadas do Egito.

Possivelmente a mais antiga imagem de Cristo, descoberta no Egito e datada do primeiro século.

A questão agora passa a ser: o que fez essa nação tão antiga e intensamente Cristã se tornar Islâmica? Mais especificamente, o que fez os ancestrais dos atuais Muçulmanos do Egito, muitos dos quais eram Coptas Cristãos, se converterem ao Islã?

Para obter uma resposta objetiva a essa questão, um fator completamente ignorado deve ser considerado.

No século VII, quando os Árabes Muçulmanos invadiram o Egito, adentrando a era medieval, a religião não era algo para casualmente se aderir ou mudar como acontece hoje em dia no Ocidente. As pessoas daquela época eram verdadeiramente crentes, não havia uma narrativa alternativa,  não existiam reivindicações do tipo “Ciência x Deus”.

Seja qual for a religião em que uma pessoa tivesse nascido, era aceita com convicção absoluta — apesar dos muitos filmes projetando modernidade sobre os Cristãos Medievais. (Assim, o personagem central do Kingdom of Heaven, Balian e todos os outros protagonistas Cristãos rejeitam o “Cristão fanático” e exibem alguém mais aberto, tolerante e uma visão “sutil” sobre religião, incluindo o Islã. Tais representações são anacrônicas, com muito pouco embasamento histórico.)

Na Europa Medieval, a realidade do Cristianismo era gravada na mente de todos, do jovem ao mais velho. Não havia dúvida porque não havia alternativa. Conforme o historiador de Europa Medieval e Cruzadas, Thomas Madden coloca:

O mundo medieval não era o mundo moderno. Para as pessoas medievais, a religião não era algo que alguém apenas fez na Igreja. Era a ciência dele, filosofia, política, identidade e sua esperança de salvação. Não era uma preferência pessoal, mas uma verdade duradoura e universal.

Nesse contexto, apostatar, deixar a fé Cristã, especialmente por outra crença, era a coisa mais impensável de todas as transgressões contra a própria alma, um pecado que poderia levar a eterna danação.

“É a vontade de Deus!” Representações típicas de cruzados “hipócritas” em Kingdom of Heaven

É claro que a situação era a mesma com os Muçulmanos. O ponto aqui é que o homem pré-moderno levou a religião do seu povo, de sua tribo, do seu mundo, muito a sério, especialmente quando tais religiões ensinavam que o incumprimento da obrigação, ou pior, o desejo de apostatar o conduziria ao inferno eterno .

Dito de outro modo, mesmo que o Islã oferecesse um apelo intrínseco, a ideia de que os Cristãos pré-modernos eram “livres” para escolher a conversão,  livre da culpa, livre do medo, livre do trauma existencial  é puro anacronismo e, portanto implausível.

Mais uma vez, o homem Ocidental, que vive na era em que as pessoas trocam de religião com a mesma frequência que trocam de sapatos, deve ter muita dificuldade de apreciar plenamente essa ideia. Mas mesmo assim é verdade.

Após escrever que “os Cristãos viram as cruzadas ao leste como atos de amor e caridade, travadas contra os conquistadores Muçulmanos em defesa do povo Cristão e suas terras,” Madden colocou corretamente:

É muito fácil, para as pessoas modernas, descartarem as cruzadas como moralmente repugnantes ou cinicamente más. Esses julgamentos, no entanto, nos dizem mais sobre o observador do que o observado. São baseados unicamente em valores modernos (e, portanto, Ocidentais). Se, da segurança do nosso mundo moderno, somos rápidos em condenar a cruzada medieval, devemos estar cientes de que eles, também poderiam ser tão rápidos quanto, em nos condenar [a respeito dos nossos valores e prioridades]… Em ambas as sociedades, a medieval e a moderna, as pessoas lutam por aquilo que é mais importante para eles. [4]

Se os Europeus eram assim tão dedicados ao Cristianismo na era medieval, o que dizer dos Coptas do Egito, os quais já eram Cristãos há muitos séculos atrás? De fato, de acordo com algumas fontes históricas, os antigos Cristãos do Egito devem ter sido especialmente obstinados à exaustão.

O que então aconteceu, fazendo com que todos se convertessem ao Islã em massa, é a questão diante de nós?

Seria plausível acreditar que os primitivos conquistadores Muçulmanos do Egito não discriminaram contra os Cristãos nativos ou pressionaram para que se convertessem ao Islã (mesmo quando os Muçulmanos atualmente o fazem em plena era “iluminada” moderna)??

Isso é verdade, cita o professor John Esposito da Universidade de Georgetown, que os Cristãos “eram livres para praticar a sua fé de culto, para serem governados pelos líderes de sua religião e leis em áreas como casamento, divórcio e herança. Em troca, eram obrigados a pagar um tributo, um imposto de proteção (jizya) que os autorizavam a serem protegidos por Muçulmanos contra agressão externa e que os isentava do serviço militar”. refutação dessa afirmação.

De fato, o senso comum sugere nada menos que, circunstâncias extremamente severas, dificuldades  e perseguição, levaram os Coptas a se converterem ao Islã.

Claro, para o historiador que lê as fontes primárias — em oposição às principais obras de ficção sendo propagadas por tipos como Karem Armstrong entre outros  o exercício acima de senso comum é supérfluo.

As fontes primárias deixam claro que, enquanto os Coptas do Egito aquiesceram com o status de dhimmi  ou seja, — constantemente pagando somas enormes de dinheiro extorquido e aceitando a vida como pessoa de terceira classe, com pouquíssimos direitos, simplesmente por serem Cristãos — ataques de extrema perseguição explodiam regularmente. E a cada um desses, mais e mais Cristãos se convertiam ao Islã com o intuito de achar um alívio. [5]

Um exemplo revelador: Na história Muçulmana, no livro de Taqi al-Din al-Magrizi (d. 1442) a História Autêntica do Egito, episódio após episódio, registram Muçulmanos queimando Igrejas, assassinando Cristãos e escravizando suas mulheres e crianças. A única saída, então,  como acontece cada vez mais atualmente, era os Cristãos se converterem ao Islã.

Depois de registrar um ataque particularmente escandaloso de perseguição, onde muitos Cristãos foram massacrados, escravizados e estuprados; onde declaradamente cerca de 30.000 Igrejas do Egito e da Síria foram destruídas —  um número impressionante que indica também como os Cristãos do Oriente Próximo eram antes do Islã — o piedoso historiador Muçulmano deixa bem claro o porquê de Cristãos convertidos: “Nessas circunstancias um grande número de Cristãos tornaram-se Muçulmanos” (ênfase do autor). [6]

Paralelamente, em tempos de extrema perseguição, o enraizado sistema dhimmi, viu o empobrecido povo Egípcio lentamente se convertendo ao Islã ao longo de séculos, de modo que hoje apenas 10% permanecem Cristãos.

Considere as palavras de Alfred Butler, um historiador do século XIX, escrevendo antes do politicamente correto chegar ao meio acadêmico. O livro, A Conquista Árabe do Egito, destaca “o vicioso sistema de subornar os Cristãos para a conversão”.

Embora a liberdade religiosa estivesse, em teoria, assegurada aos Coptas sob a rendição, isso logo provou de fato ser sombrio e ilusório. Uma liberdade religiosa que se tornou identificada com a escravidão social e financeira, não poderia ter substancia nem vitalidade. Como o Islã se espalhou, a pressão social sobe os Coptas se  tornou enorme, e a pressão financeira, pelo menos, pareceu mais difícil de resistir, enquanto  o número de Cristãos ou Judeus responsáveis pelo pagamento do imposto [jizya] diminuiu ano após ano, e o seu isolamento tornou-se conspícuo… Os encargos dos Cristãos cresceram com força, em proporção à medida que seus números diminuíram [isto é, quanto mais Cristãos eram convertidos ao Islã, mais encargos recaiam sobre os poucos que restavam]. A maravilha, portanto, não é que muitos Coptas tenham se rendido à corrente, a qual os irritou com uma força arrebatadora sobre o Islã; mas que uma imensa multidão de Cristãos permaneceu firme contra a corrente, e nem mesmo todas as tempestades em treze séculos, conseguiram mover a fé deles da pedra de sua fundação. [7]

O leitor deve ter em mente que, embora a exposição acima seja a respeito do Egito, o mesmo paradigma se aplica ao resto das terras Cristãs conquistadas. Hoje em dia, toda a África é declaradamente 99% Muçulmana, e no entanto, poucos estão cientes de que era em sua maioria Cristã, no século VII, quando o Islã a invadiu. Santo Agostinho — indiscutivelmente o pai da teologia Cristã Ocidental — é oriundo da atual moderna Argélia.

Assim, não é exagero dizer que o “mundo Muçulmano” seria uma pequena fração de seu tamanho atual, ou talvez não existisse, se não fosse o fato de que os não-Muçulmanos se converteram ao Islã simplesmente para fugir da opressão e da perseguição. Uma vez que todos esses Cristãos se converteram ao Islamismo, todos os seus descendentes se tornaram Muçulmanos em perpetuidade, graças à lei de apostasia do Islã, a qual proíbe os Muçulmanos de deixarem o Islã sob pena de morte. “Na verdade, de acordo com o Dr. Yusuf al-Qaradawi, um líder clérigo no mundo Muçulmano, se a pena de [morte] por apostasia fosse ignorada, hoje em dia o Islã não existiria; o Islã teria desaparecido com a morte do profeta.”

Portão ensanguentado de uma Igreja Cristã Copta no Egito – uma das muitas dezenas atacadas nos últimos anos.

O qual leva a uma das ironias mais amargas do Islã: um grande número de Cristãos atualmente, especialmente no mundo Árabe, estão sendo perseguidos pelos Muçulmanos, cujos próprios ancestrais foram Cristãos perseguidos, que se converteram ao Islã para acabar com o seu próprio sofrimento. Em outras palavras, os Muçulmanos descendentes de Cristãos estão, hoje em dia, perseguindo seus primos Cristãos e portanto, perpetuando o ciclo que os tornou Muçulmanos em primeiro lugar.

Fazer uma longa história curta é simples: Passado e presente, o Islã tem sido uma religião de coerção [8]. Mais da metade do território que uma vez pertenceu à Cristandade  incluindo o Egito, Síria, Turquia e África do Norte, foi convertido ao Islamismo devido a episódios de extrema violência e sangria financeira constante.  O Estado Islâmico (ISIS), as organizações similares e os Muçulmanos ao redor do mundo não são aberrações, mas continuações. A violência, a intolerância e a coerção que eles exibem — pressionando os Cristãos a se converterem ao Islã, obrigando os Muçulmanos a permanecerem no Islã — criou  e sustenta o que hoje é conhecido como mundo Islâmico.

Não somente temos uma infinidade 
de material original 
provando todas essas conclusões, 
como também o senso comum puro, 
que demonstra tão bem quanto.

Referências Bibliográficas das notas e citações:

Nota do tradutor: Deste ponto em diante, de interesse restrito, deixarei o texto na forma original.


[1] St. Mark began evangelizing Egypt in the middle of the 1st century.
[2] That two of the three original sees of Christianity originated in what are now two Muslim nations—Egypt and Turkey—further speaks to the Christian nature of the Middle East before the Islamic invasions.

[3] Abba Anthony, Coptic Orthodox Patriarchate, Saint Anthony Monastery, March 2014, issue #3, p.6).

[4] Thomas Madden, The New Concise History of the Crusades (NY: Barnes and Noble, 2007), 223.

[5] As Muslims grew in numbers over the centuries in Egypt, so did persecution (according to Islam’s Rule of Numbers), culminating in the immensely oppressive Mameluke era (1250-1517), when Coptic conversion to Islam grew exponentially.

[6] Taqi Ed-Din El-Maqrizi, A Short History of the Copts and Their Church, trans. S. C. Malan (London: D. Nutt, 1873), 88-91.

[7] Alfred Butler, The Arab Invasion of Egypt and the Last 30 Years of Roman Dominion (Brooklyn: A & B Publishers, 1992), 464. One of the major themes throughout Butler’s book—which, first published in 1902, is heavily based on primary sources, Arabic and Coptic, unlike more modern secondary works that promote the Islamic “liberator” thesis—is that “there is not a word to show that any section of the Egyptian nation viewed the advent of the Muslims with any other feeling than terror” (p. 236):

Even in the most recent historians it will be found that the outline of the story [of the 7th century conquest of Egypt] is something as follows: …. that the Copts generally hailed them [Muslims] as deliverers and rendered them every assistance; and that Alexandria after a long siege, full of romantic episodes, was captured by storm.  Such  is the received account.  It may seem presumptuous to say that it is untrue from beginning to end, but to me no other conclusion is possible. [pgs. iv-v]

Butler and other politically incorrect historians were and are aware of the savage and atrocity-laden nature of the Islamic conquests.  The Coptic chronicler, John of Nikiu, a contemporary of the Arab conquest of Egypt and possibly an eyewitness, wrote:

Then the Muslims arrived in Nikiu [along the Nile]… seized the town and slaughtered everyone they met in the street and in the churches—men, women, and children, sparing nobody.  Then they went to other places, pillaged and killed all the inhabitants they found….  But let us say no more, for it is impossible to describe the horrors the Muslims committed…

Not, of course, that the average Muslim is aware of this fact. Indeed, in 2011 the Egyptian Muslim scholar Fadel Soliman published a book that was well received and widely promoted in the Islamic world, including by Al Jazeera, entitled Copts: Muslims Before Muhammad.  The book makes the ahistorical and anachronistic—in a word, the absurd—argument that Egypt’s 7th century Christians were really prototypical Muslims and that that is why Arabia’s Muslims came to “liberate” them from “oppressive” Christian rule.

[8] If not in theory, certainly in practice.   See “Islamic Jihad and the Doctrine of Abrogation.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

UMA ‘FOBIA’ DE 1.389 ANOS DE IDADE? — Raymond Ibrahim

Fonte/Source: A 1,389 Year-Old ‘Phobia’? – Raymond Ibrahim

UMA ‘FOBIA’ DE 1.389 ANOS DE IDADE?

Por Raymond Ibrahim

7 de Abril de 2017

FrontPage Magazine

Existe uma correlação direta entre a ignorância Ocidental da história e a ignorância Ocidental das doutrinas “problemáticas” do Islã. É essa conexão que permite aos apologistas do Islã escaparem com tantas distorções e mentiras definitivas destinadas a proteger o Islã.

Como exemplo, Reza Aslan, o “canibal” residente da CNN: afirmou recentemente que a “Islamofobia” — definida pela CAIR (Conselho de Relações Islâmico-Americanas) entre outros, como “medo infundado e hostilidade contra o Islã” — foi criada por alguns “palhaços” em 2014.

Sem dúvida, o medo Ocidental do Islã é algo de um fenômeno recente nos tempos modernos. Porque o mundo era um lugar muito maior há algumas décadas, e o Islã estava longe dos oceanos, e o Americano médio mal sabia sobre o credo de Muhammad. No entanto, à medida que o mundo se tornou menor — enquanto os Muçulmanos têm crescido em número nas sociedades Ocidentais, assim como a tecnologia moderna tornou possível ao mais fraco aterrorizar o mais forte e, em seguida, transmiti-lo para o mundo ver (via Internet), — o mundo Ocidental, por consequência, vem ouvindo, vendo e experimentando cada vez mais o Islã.

Mas, a queixa do Aslan, não é direcionada à ignorância das pessoas no passado, e sim porque agora estão prudentes a respeito do Islã. Em vez disso, acusa um número de escritores e ativistas — os “palhaços” acima mencionados — de fabricarem uma imagem ameaçadora do Islã, que por sua vez, levou os povos Ocidentais a desenvolverem um “medo infundado e hostilidade contra o Islã” —ou em uma palavra, “Islamofobia”.

Tal afirmação se baseia numa quantidade obscena de ignorância histórica. O fato é, que os povos Ocidentais, incluindo alguns de seus luminares, retrataram o Islã como uma força hostil e violenta desde o início — muitas vezes em termos que fariam corar o “Islamofóbico” de hoje. E isso não ocorreu porque os Europeus estavam “reformulando o outro” para “validar suas aspirações imperiais” (como a cansada terminologia de Edward Said, que há muito domina o tratamento acadêmico das interações entre o Ocidente e o Islã). Ao contrário, foi porque, desde o início, o Islã tratou o “infiel” do mesmo modo que o Estado Islâmico (ISIS) trata o infiel: brutalmente.

De acordo com a história Muçulmana, em 628, Muhammad/Maomé convocou o imperador Romano (ou “Bizantino”), Heráclio — o chefe simbólico do “Ocidente”,  mais tarde conhecido como “Cristandade” — para submeter-se ao Islã; quando o imperador recusou, uma jihad devastadora foi desencadeada contra o mundo Ocidental. Menos de 100 anos depois, o Islã havia conquistado mais de dois terços da Cristandade e estava invadindo profundamente a França. Enquanto essas conquistas de longo alcance frequentemente repartem uma sentença, quando muito, nos livros de hoje, os cronistas da época, incluindo os Muçulmanos, deixam claro que esses eram eventos cataclísmicos que tiveram um efeito traumático e desempenhou um papel importante na formação, da parte não conquistada da Cristandade, que se tornou a própria Europa. Como Ibn Khaldun, depois de descrever as incessantes incursões Muçulmanas em busca de espólio e escravos ao longo das costas mediterrâneas da Europa durante os séculos IX e X, “os Cristãos não podiam mais flutuar uma tábua no mar”. Eles tomaram as ilhas e a Idade das Trevas começou.

Mas não foi apenas o que experimentaram pessoalmente nas mãos dos Muçulmanos que desenvolveu essa antiga “fobia” ao Islã. Já no oitavo século, as escrituras e histórias do Islã — o Alcorão, Hadith, Sira e Maghazi — tornaram-se disponíveis às comunidades Cristãs adjacentes ou mesmo sob a autoridade dos califados. Com base apenas nessas fontes primárias do Islã, os Cristãos concluíram que Muhammad era um falso profeta (possivelmente possuído por demônios) que obviamente havia inventado um credo para justificar as piores depravações do homem — por domínio, pilhagem, crueldade e carnalidade. Essa visão prevaleceu durante mais de um milênio em toda a Europa (e até hoje entre os “Islamofóbicos”); e foi aumentada pelo fato de que os Muçulmanos ainda estavam, durante bem mais de um milênio, invadindo territórios Cristãos, saqueando e sequestrando mulheres e crianças. O primeiro combate dos Estados Unidos com o Islã — as guerras Berberes no início do século XIX — veio por meio dos ataques Muçulmanos aos navios Americanos em busca de espólio e escravos em nome de Alá.

Eis aqui uma minúscula amostra do que os Europeus pensavam do Islã ao longo dos séculos:

Teófanes, o cronista Bizantino (d.818):

Ele [Muhammad] ensinou àqueles que lhe deram ouvidos, que aquele que matasse o inimigo, — ou fosse morto pelo inimigo, — entraria no paraíso [ver Alcorão 9: 111]. E disse que o paraíso era carnal e sensual — orgias alimentares, bebidas e mulheres. Além disso, havia um rio de vinho… e as mulheres eram de outro tipo, e a duração do sexo muito prolongada e seu prazer duradouro [por exemplo, Alcorão 56: 7-40, 78:31, 55:70-77]. E todos os tipos de absurdos.

Tomás de Aquino, um dos filósofos mais influentes da Cristandade (d.1274):

Ele [Muhammad] seduziu o povo por meio de promessas de prazeres carnais, aos quais a concupiscência da carne nos exorta… e deu rédea livre ao prazer carnal. Tudo isso, como não é inesperado, foi obedecido por homens carnais. Quanto às provas da verdade de sua doutrina… Muhammad disse que foi enviado para comandar o seu exército — os quais são sinais de que não faltam até mesmo ladrões e tiranos [i.e. sua “prova” de que Alá estava com ele é que o tornou capaz de conquistar e saquear outros].

Marco Polo, viajante mundialmente famoso (d.1324):

De acordo com a doutrina [Muçulmana], tudo o que é roubado ou saqueado de outros de uma fé diferente é apropriadamente tomado, e furtar não é crime; enquanto aqueles que sofrem a morte ou lesão pelas mãos dos Cristãos, são considerados como mártires. Se, portanto, não fossem proibidos e restringidos pelos poderes [Mongóis] que agora os governam, cometeriam muitos atentados. Esses princípios são comuns a todos os Sarracenos [Muçulmanos].

Quando Khan, o Mongol, descobriu mais tarde a criminalidade depravada de Achmath (ou Ahmed), um de seus governadores Muçulmanos, Polo escreve que:

A atenção do khan [se voltou] para as doutrinas da seita dos Sarracenos [i.e., o Islã], que desculpam todos os crimes, sim, até mesmo o próprio assassinato, quando cometidos à pessoas que não são de sua religião. E vendo que essa doutrina tinha levado o maldito Achmath e seus filhos a agirem como o fizeram, sem qualquer sentimento de culpa, Khan começou sentir o maior dos nojos e abominação por ele. Convocou os Sarracenos e os proibiu de fazerem muitas das coisas que sua religião ordenava.

Alexis de Tocqueville, pensador político e filósofo Francês, mais conhecido pela Democracia na América (d.1859),

Estudei muito o Alcorão. Saí do estudo com a convicção de que, em geral, houve poucas religiões no mundo tão mortais aos homens como a de Muhammad. Tanto quanto posso ver, é a causa principal da decadência tão visível hoje no mundo Muçulmano, embora menos absurda que o politeísmo de antigamente, suas tendências sociais e políticas são, na minha opinião, para serem temidas, e portanto consideradas como uma forma de decadência em vez de uma forma de progresso em relação ao paganismo em si.

Winston Churchill, um líder da Aliança de guerra contra Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1965):

Quão terríveis são as maldições que o Maometanismo [Islã] coloca sobre seus devotos! Além do frenesi fanático, que é tão perigoso ao homem como hidrofobia num cão, há essa apatia fatalista terrível. Os efeitos são evidentes em muitos países. Os hábitos imprevidentes, os sistemas desleixados de agricultura, métodos lentos de comércio e a insegurança da propriedade existem onde quer que os seguidores do Profeta governem ou vivam. Um sensualismo degradado priva a vida de sua graça e refinamento; e o próximo de sua dignidade e santidade. O fato de que na lei Maometana toda mulher deve pertencer a algum homem como sua propriedade absoluta, seja como criança, esposa ou concubina, deve atrasar a extinção final da escravidão até que a fé do Islã tenha deixado de ser um grande poder entre os homens.

Para que não pareça que essas e outras acusações históricas contra o Islã são simplesmente produtos de xenofobia Cristã/Ocidental que simplesmente não podem tolerar o “outro”, deve-se notar que muitos críticos Ocidentais do Islã elogiam regularmente outras civilizações não-Muçulmanas, bem como o que se chama hoje de “Muçulmanos moderados”.

Assim Marco Polo saudou os Brâmanes da Índia como sendo “os mais honrados”, possuindo um “ódio pelo engano ou por roubar os bens de outras pessoas”. E apesar de suas críticas à “Seita dos Sarracenos”, isto é, o Islã, se referia a um líder Muçulmano como governando “com justiça”, e outro que “se mostrou [ser] um bom senhor e se fez amado por todos”.

Winston Churchill resumiu a questão da seguinte maneira: “Os Muçulmanos individuais podem mostrar qualidades esplêndidas — mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que a seguem. Não existe força retrógrada mais forte no mundo.”

Apologistas como Reza Aslan podem dizer o que quiserem; podem afirmar que o Islã é para sempre e perpetuamente “mal entendido” — e podem apostar na ignorância Ocidental da sua própria história para escapar disso. Mas o medo e a aversão ao Islã tem sido a principal posição entre os Cristãos/Ocidentais por quase 1.400 anos — desde que Muhammad começou a atacar, saquear, massacrar e escravizar os não-Muçulmanos (“infiéis”) em nome do seu deus; e é por causa dos seus seguidores, Muçulmanos, atacando continuamente, saqueando, massacrando e escravizando os “infiéis”, que o medo e a aversão ao Islã — chamado de “Islamofobia” — existe até hoje.


Nota do blog:

Para os versados na língua Inglesa, segue uma lista imperdível de livros esseciais sobre o Islamismo.  Compre já! 

Acesse os links para mais informações:

The Al Qaeda Reader: The Essential Texts of Osama Bin Laden's Terrorist Organization
The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America
Stop the Islamization of America: 
A Practical Guide to the Resistance.
Germany and the Middle East, 1871-1945
From Time Immemorial: The Origins of the Arab-Jewish Conflict over Palestine
The Complete Infidel's Guide to Iran (Complete Infidel's Guides)
The Decline of Eastern Christianity Under Islam: 
From Jihad to Dhimmitude: Seventh-Twentieth Century
The Truth about Muhammad: Founder of the World's Most Intolerant Religion
The Complete Infidel's Guide to the Koran (Complete Infidel's Guides)

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Muçulmanos descobriram a América antes de Colombo, afirma Erdogan da Turquia

Fonte: Muslims discovered America before Columbus, claims Turkey’s Erdogan – The Washington Post –


Muçulmanos descobriram a América antes de Colombo, afirma Erdogan da Turquia

Por Ishaan Tharoor

15 de Novembro de 2014 (Reeditado em 27/02/2017)

Presidente Turco Recep Tayyip Erdogan num discurso em Ankara, Turquia, on May 13, 2014. (AFP/Getty Images)

Em discurso televisionado em Istambul, o Presidente Turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que os Muçulmanos haviam descoberto as Américas três séculos antes das viagens de Cristóvão Colombo. Ele estava se dirigindo a cúpula de líderes Muçulmanos da América Latina.

“Os contatos entre a América Latina e o Islã remontam ao século 12. Muçulmanos descobriram a América em 1178, e não Cristóvão Colombo”, disse Erdogan. “Marinheiros Muçulmanos chegaram à América a partir de 1178. Colombo mencionou a existência de uma Mesquita numa colina na costa Cubana.”

Erdogan não é tímido ao fazer declarações provocativas, sejam sobre seus rivais políticos, minorias étnicas ou sites de mídia social. Suas últimas observações são, em comparação, menos incendiárias.

Elas ecoam a pesquisa de um pequeno grupo de estudiosos que acredita que há evidências arqueológicas e documentais de Muçulmanos na América pré-Colombiana. Erdogan está, aparentemente, citando o trabalho disputado de Youssef Mroueh, um acadêmico afiliado a Fundação As-Sunnah da América.

Num artigo de 1996 Mroueh referiu-se à presença de uma Mesquita descoberta por Colombo ao longo da costa Cubana. “Colombo admitiu em seus papéis que, na Segunda-feira, 21 de Outubro de 1492 CE, enquanto o seu navio navegava próximo a Gibara, na costa nordeste de Cuba, que viu uma Mesquita no topo de uma montanha bonita”, escreve Mroueh.

A maioria dos estudiosos insiste que a “Mesquita” mencionada era uma alusão metafórica a uma característica marcante da terra. Não foram descobertas arqueológicas de estruturas pré-Islâmicas que datam da chegada de Colombo ao Novo Mundo.

Mroueh, que não está listado como um historiador em qualquer instituição de ensino superior sugere que exploradores provenientes de reinos Muçulmanos da África Ocidental fizeram a mesma viagem através do Atlântico a partir das ilhas Canárias, bem antes do marinheiro Italiano ter realizado o serviço para a Coroa Espanhola.

Outros citam o trabalho de um notório geógrafo na Espanha Muçulmana, que produziu um mapa no século 10 mostrando o contorno da América do Sul, referenciando a jornada de um marinheiro Árabe que viajou para o oeste através de um “oceano de trevas e nevoeiro.”

Poderíamos até continuar esse artigo sem dizer que os primeiros povos a “descobrir” as Américas foram os ancestrais dos povos indígenas dos continentes.

Mas há todo tipo de especulação de outros povos em outras épocas encontrando as Américas muito antes de Colombo. Será que os Polinésios remando catamarans chegaram à costa do Pacífico Americano? E sobre as grandes frotas preciosas do imperador chinês Ming? Ou os pescadores Bascos, perseguindo as correntes e o bacalhau do Atlântico?

A narrativa mais consistente de encontro pré-Colombiano envolve os exploradores e colonizadores da Escandinávia, que chegaram a costa da Terra Nova e no Canadá há cerca de cinco séculos antes da expedição Espanhola de 1492.

No entanto, a insistência de Erdogan sobre a presença de Muçulmanos no mundo novo vale a pena considerar, mas não pelas razões que ele tem em mente.

A exploração e a colonização Espanhola das Américas seguiram as sangrentas batalhas da Reconquista — as campanhas Católicas contra os últimos estados Muçulmanos na península Ibérica. Muitos dos soldados e oficiais Espanhóis que cruzaram o Atlântico foram animados pelo fervor da Inquisição Espanhola, e em alguns relatos referem-se às populações indígenas que encontraram como “mouros” e “infiéis” e seus “zigurates” como “mesquitas”. A profusão de cidades no México chamadas de “Matamoros” — morte aos mouros, um nome associado a um santo Cristão místico que lutou contra os Muçulmanos — fala desse legado.

Além dos Árabes e Muçulmanos convertidos a bordo de navios Espanhóis, o Islã não pode ter estado presente no Novo Mundo. Mas ainda assombrava a imaginação dos Europeus enquanto aventuravam em terras alienígenas.


Ishaan Tharoor escreve sobre assuntos externos para o Washington Post. Anteriormente foi editor sénior da TIME, com sede em Hong Kong e depois em Nova York. Siga no Twitter @ishaantharoor


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Papa Francisco Rasga A História Das Antigas Muralhas Contra O Islã

Fonte/Source: Pope Francis Tears at History’s Ancient Walls against Islam – Raymond Ibrahim

Papa Francisco Rasga A História Das Antigas Muralhas Contra O Islã

Por Raymond Ibrahim

24 de Fevereiro de 2017

FrontPage Magazine

Papa Francisco continua a defender dois pontos inter-relacionados que, embora aparentemente humanos, comprometam as nações Ocidentais e expõe seus cidadãos ao perigo.

Ele reiterou seu primeiro ponto no início deste mês quando disse: “Eu apelo para não criar muros, mas para construir pontes”. Francisco tem feito este apelo com frequência, tanto figurativamente (quando implora aos países Ocidentais para não fecharem as portas contra a entrada de mais migrantes Muçulmanos) e literalmente (nessa caso, caracterizando a proposta de Donald Trump de construir uma muralha entre os EUA e o México como “não Cristã“).

Francisco reiterou seu segundo ponto alguns dias atrás, quando disse: “O terrorismo Muçulmano não existe”. Sua lógica é que, já que existem Cristãos que se envolvem em atividades criminosas e violentas — e, no entanto, ninguém culpa o Cristianismo por seu comportamento — sendo assim, então o Islã também não pode ser culpado quando Muçulmanos se envolvem em atividades criminosas e violentas.

Nisso, o papa Católico parece incapaz ou não quer fazer a distinção fundamental entre a violência cometida de acordo com os ensinamentos Islâmicos e a violência cometida em contradição com os ensinamentos Cristãos.

Mas existe uma outra ironia relevante e muitas vezes esquecida: todas as manhãs Francisco acorda no Vaticano e olha pela janela, vê um lembrete muito grande e concreto que desmente tanto a sua argumentação contra os muros e o seu argumento em defesa do Islamismo. Falo das grandes muralhas que cercam a Cidade do Vaticano, mais especificamente a Muralha Leonina.

Contexto: Poucos anos após a morte do profeta Muhammad em 632, seus seguidores irromperam da Arábia e conquistaram terras vizinhas não-Muçulmanas em nome do Islã. Em poucas décadas, tinham anexado dois terços do que foi a Cristandade no século VII. Tomaram todo o Oriente Médio, Norte da África e Espanha, até que finalmente foram parados em Tours, no centro da França (732). No final do século IX, as incursões jihadistas haviam transformado o Mar Mediterrâneo em um lago Muçulmano; as ilhas principais — Sicília, Creta, Rodes, Malta, Chipre — foram conquistadas, e a costa Europeia foi habitualmente invadida para espólio e escravos.

Segundo os cronistas Muçulmanos mais influentes e contemporâneos — al-Waqidi, al-Baladhuri, al-Tabari, al-Maqrizi, etc. — tudo isso foi feito porque o Islã ordena os Muçulmanos a subjugar e humilhar os não-Muçulmanos.

Foi neste contexto que, em 846, as frotas Muçulmanas do Norte da África desembarcaram perto de Roma. Incapazes de romper os muros da Cidade Eterna, saquearam e espoliaram os arredores rurais, incluindo — para consternação da Cristandade — as basílicas veneradas e centenárias de São Pedro e São Paulo. Os invasores Muçulmanos profanaram os túmulos dos apóstolos venerados e os despojaram de todos os seus tesouros. Papa Leão IV (847-855) respondeu construindo grandes muralhas e fortificações ao longo da margem direita do Tibre para proteger os locais sagrados de outras incursões Muçulmanas. Concluída em 852, as muralhas, em alguns lugares, mediam de 12 m de altura por 3,7 m de espessura.

Antecipando em muito as cruzadas contra o Islã por mais de dois séculos — isso mostra como era há muito tempo — o Papa Leão decretou que qualquer Cristão que morresse combatendo invasores Muçulmanos iria entrar no céu. Depois dele e pelas mesmas razões, o Papa João VIII ofereceu a remissão de pecados àqueles que morreram combatendo invasores Islâmicos. Tal era o perigo existencial e permanente que os Muçulmanos causavam na Europa Cristã — mais de dois séculos antes do apelo do Papa Urbano para a Primeira Cruzada em 1095.

Hoje, muitos Muçulmanos, não apenas as variações do ISIS, continuam vangloriando-se de que o Islã conquistará Roma, a única das cinco sés apostólicas — sendo as outras quatro Antioquia, Alexandria, Jerusalém e Constantinopla —que nunca foi subjugada pela jihad. Da mesma forma, Muçulmanos em toda a Europa continuam exibindo a mesma hostilidade e desprezo por todas as coisas e pessoas não-Islâmicas, seja indo à igreja para vandalizar e quebrar cruzes, ou estuprando mulheres “infiéis” como suas por direito.

Em suma, as muralhas do Papa Leão provam que o Papa Francis está errado em ambos os casos: sim, as muralhas são por vezes necessárias para preservar a civilização; sim, o Islã promove a violência e a intolerância à diferença do outro — muito mais do que qualquer outra religião. Este fato é facilmente discernido examinando as palavras passadas e presentes e os atos dos Muçulmanos, todos os quais evidenciam uma notável e inabalável continuidade de hostilidade contra “infiéis”.

Talvez a mais irônica de todas, se não fosse as muralhas do Papa Leão — e tantas outras muralhas Cristãs, como a de Constantinopla, que manteve o Islã fora da Europa durante séculos, e a de Viena, que bloqueou uma jihad completa em 1683 — não haveria hoje em dia um papa para pontificar sobre como as muralhas são terríveis e quão incompreendido é o Islã. E quando Francisco acusa, de não serem Cristãos, os que constroem muros, como fez com Trump, acusa essencialmente homens como o Papa Leão IV — que fez tanto para proteger e preservar a Cristandade em um tempo em que o Islã estava engolindo o mundo — de não ser um verdadeiro Cristão.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

PROFESSORA PEDE AOS BRITÂNICOS QUE APRENDAM URDU E PUNJABI PARA FAZER COM QUE OS MIGRANTES MUÇULMANOS SE SINTAM BEM-VINDOS

Fonte/Soure: UK professor calls on Brits to learn Urdu and Punjabi to make Muslim migrants feel welcome:


PROFESSORA PEDE AOS BRITÂNICOS QUE APRENDAM URDU E PUNJABI PARA FAZER COM QUE OS MIGRANTES MUÇULMANOS SE SINTAM BEM-VINDOS

Por ROBERT SPENCER

19 de Janeiro de 2017

“É muito importante pensar na integração como uma rua de mão dupla”, diz Wendy Ayres-Bennett.

Ela quer dizer que os Britânicos devem aprender as línguas dos migrantes, para que se sintam bem-vindos.

Mas ela está errada. Na Grã-Bretanha de hoje, a integração é uma rua unidirecional. E vai na direção dos migrantes Muçulmanos, apaziguamento e acomodação sem fim. A integração estará completa quando a Grã-Bretanha se tornar um estado da Sharia, o que acontecerá em muito pouco tempo.

“O professor de Cambridge pede aos Britânicos que aprendam Urdu e Polonês para fazer os migrantes se sentirem bem-vindos”, Express, 17 de janeiro de 2017:

 BRITÂNICOS devem aprender línguas como o Polonês, Punjabi e Urdu para fazerem com que as famílias imigrantes se sintam mais em casa, de acordo com uma professora da Universidade de Cambridge.

Muitos que falam a língua Inglesa devem considerar a imigração como uma “via de mão dupla” e serem capazes de se comunicar em outra língua para ajudar a integração e a coesão social, disse a acadêmica Wendy Ayres-Bennett.

O pedido segue dois grandes relatórios de integração da sociedade Britânica que chamou os imigrantes para aprenderem Inglês se quiserem viver no Reino Unido.

E hoje isso foi descrito como um “passo retrógrado”.

“É importante que os novos imigrantes se integrem na sociedade Britânica e apoiem os valores Britânicos e isso significa — para seu próprio interesse e o bem da sociedade — aprender, falar e ler em Inglês.

“Esta demanda vai contra a política governamental e as boas relações com a comunidade e seria um passo retrógrado”.

A professora Ayres-Bennett, diretora de filologia e linguística Francesa da Universidade de Cambridge e líder do projeto MEITS que promove o multilinguismo, disse: “É muito importante pensar na integração como uma via de mão dupla.”

“Eu gostaria de ver mais oportunidades para o povo Britânico aprender algumas das línguas comunitárias do Reino Unido, como o Polonês, o Punjabi e o Urdu, particularmente em áreas onde há um grande número de praticantes, de modo que haja um esforço mútuo de Compreensão da linguagem e cultura dos outros.

 “Mesmo um conhecimento básico já seria benéfico, que poderia ser adquirido formalmente ou através da participação em projetos comunitários.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Por Que os Estupradores Muçulmanos Preferem as Loiras: A História

Fonte/Source: Why Muslim Rapists Prefer Blondes: A History | Raymond Ibrahim

Por Que os Estupradores Muçulmanos Preferem as Loiras: A História 

Por Raymond Ibrahim  – 30 de Julho de 2015

FrontPage Magazine
A propensão Muçulmana de atacar mulheres “brancas” para fins de exploração sexual – uma epidemia que assola atualmente a Europa, especialmente a Grã-Bretanha e a Escandinávia – é tão antiga quanto o Islã em si, e os vestígios remontam a Muhammad.

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Cabeça Bizantina – A Loira – 1897 – Artista: Alphonse-Mucha

Muitas evidências literárias demonstram isso no contexto das primeiras predações do Islã em Bizâncio (durante séculos, o baluarte mais Oriental da Cristandade contra a jihad). De acordo com Ahmad M. H. Shboul (autor de “Bizâncio e os Árabes: A Imagem dos Bizantinos como Espelhada na Literatura Árabe“) o Cristão Bizâncio foi o “exemplo clássico da Casa de Guerra”, ou Dar al-Harb –  isto é, o reino quintessencial que precisava ser conquistado pela jihad. Além disso, Bizâncio foi vista “como um símbolo de poder militar, político e social de grande abundância.”

As semelhanças entre o ponto de vista Islâmico pré-moderno sobre Bizâncio e o ponto de vista Islâmico moderno sobre o Ocidente — poderoso, rico, desejável e o maior de todos os infiéis — são evidentes. Mas elas não param por aqui. Para a mente Muçulmana medieval, Bizâncio foi ainda mais representativa devido às “pessoas brancas” — de cabelos loiros / olhos azuis Cristãos, ou, como eram conhecidos em Árabe, Banu al-Asfar, “filhos de amarelos” (referência ao cabelo loiro).

Shboul continua:

Os Bizantinos, como povo, eram considerados bons exemplos de beleza física, e os escravos jovens e as escravas de origem Bizantina eram altamente valorizados… A apreciação do Árabe pela mulher Bizantina tem de fato uma longa história. Para o período Islâmico, a mais antiga evidência literária que temos é um hadith (dito do Profeta). Muhammad disse ter se referido a um recém-convertido [ao Islã] Árabe: “Você gosta das meninas de Banu al-Asfar?” As escravas Bizantinas não só eram requisitadas para o Califado e outros palácios (onde algumas se tornariam mães de califas futuros), mas também se tornaram epítome da beleza física, economia doméstica, e realizações refinadas. A típica donzela Bizantina que captura a imaginação dos literatos e poetas tinha cabelos loiros, olhos azuis ou verdes, um rosto puro e saudável, seios encantadores, uma cintura delicada, e um corpo que é como cânfora ou um fluxo de luz ofuscante. [1]

Embora a essência do trecho acima seja verdade, o leitor não deve ser enganado por seu tom excessivamente “romântico”. Escrito para uma publicação acadêmica Ocidental e por um acadêmico de origem Muçulmana, o ensaio é naturalmente eufemístico, a ponto de implicar que ser um escravo sexual era desejável — como se seus donos Árabes fossem devotos apaixonados, que simplesmente as adoravam e admiravam a sua beleza de longe. [2]

Na verdade, Muhammad perguntou ao novo convertido “Você gosta das meninas de Banu al-Asfar?” como forma de tentar convencê-lo a se juntar a jihad e portanto poder colher sua recompensa — que nesse caso, incluía a possibilidade de escravizar e estuprar as mulheres loiras Bizantinas — não como alguma discussão idealista sobre beleza.

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A tentação parece ter saído pela culatra com outro Muçulmano que recusou o chamado de Muhammad para invadir o território Bizantino (a campanha de Tabuk). “Oh Abu Wahb,” persuadiu Muhammad, “você não gostaria de ter um grande número de mulheres e homens Bizantinos como concubinas e servos?” Wahb respondeu: “Oh Mensageiro de Deus, meu povo sabe que eu sou um grande apreciador de mulheres e, se eu vir mulheres de Bizantinos, eu temo que não seja capaz de me controlar. Portanto, não me tenta por elas, e permita-me a não me juntar porque, ao invés disso, vou ajudá-lo com a minha riqueza. “[3] O profeta concordou, mas ficou aparentemente impressionado, afinal, Wahb poderia ter todas as mulheres Bizantinas que desejasse se a jihad fosse bem sucedida — e uma nova Sura para o Alcorão (9:49) foi prontamente entregue, condenando o homem ao inferno por sua suposta hipocrisia e fracasso por não se juntar a jihad.

Assim, uma leitura mais crítica do trecho de Shboul acima mencionado revela que as escravas Europeias não eram “altamente valorizadas” ou “apreciadas” como se fossem estátuas preciosas — eram mantidas como troféus sexuais para atrair os Muçulmanos a jihad.

Além disso, a ideia de que algumas escravas sexuais se tornariam mães de califas futuros não tem sentido, uma vez que na cultura patriarcal do Islã, mães — Muçulmanas ou não-Muçulmanas — eram irrelevantes para a linhagem e não tinham status político. E falar de “literatos e poetas” e de “um corpo que é como cânfora ou um fluxo de luz ofuscante” é ainda mais anacrônico e traz um grande desserviço à realidade: Essas mulheres eram — como ainda são — escravas sexuais, tratadas não de forma diferente das muitas escravas do Estado Islâmico hoje em dia.

dhimmitude 4Por exemplo, durante um recente leilão de escravas sexuais realizado pelo Estado Islâmico (ISIS), meninas Yazidis de olhos azuis e verdes eram muito cobiçadas e obtiveram o preço mais alto. Mesmo assim, essas concubinas estão sendo cruelmente torturadas. Num dos casos, um Muçulmano golpeou o filho — de um ano de idade —da sua escrava Yazidi, até ela concordar em atender a todas as suas exigências sexuais.


Existe outro paralelo relevante entre o universo Islâmico medieval e moderno: as mulheres brancas eram e continuam a ser vistas como sexualmente promíscuas por natureza — essencialmente “provocando” a cobiça dos homens Muçulmanos.

Uma grande parte disso é discutida no Byzantium Viewed by the Arabs por Nadia Maria El Cheikh.  Ela escreveu:

Fitna, [um termo Islâmico] significando desordem e caos, refere-se também a bela femme fatale que faz os homens perderem o seu autocontrole. Fitna é um conceito-chave na definição dos perigos que as mulheres, mais particularmente seus corpos, eram capazes de provocar no universo mental dos Árabes Muçulmanos.

Depois de explicar como a mulher de cabelos loiros /olhos azuis Bizantinos exemplificou a femme fatale ou fitna do Islã, Cheikh escreveu:

Em nossos textos [Muçulmanos], as mulheres Bizantinas estão fortemente associadas à imoralidade sexual… 

Nossas fontes revelam, não as mulheres Bizantinas, mas as imagens que os escritores Muçulmanos fazem dessas mulheres, que serviram como símbolos da eterna fêmea —uma ameaça potencial constante, particularmente devido aos exageros gritantes de sua promiscuidade sexual…

Cheikh documenta como os Muçulmanos reivindicaram que as fêmeas Bizantinas (ou “Cristãs brancas”) eram as “mulheres mais sem vergonha de todo o mundo“; de modo que, “por acharem o sexo mais agradável, são propensas ao adultério”; e mais “o adultério é comum nas cidades e nos mercados de Bizâncio” — tanto assim que “as freiras dos conventos foram às fortalezas para se oferecerem aos monges.”

Cheikh conclui:

Se existe uma qualidade que as nossas fontes [Muçulmanas] nunca rejeitam é a beleza das mulheres Bizantinas, a imagem que criaram ao descrever essas mulheres é muito bonita. Suas ilustrações são, ocasionalmente, excessivas, praticamente caricaturas, esmagadoramente negativas…

Tais anedotas [de promiscuidade sexual] estão claramente longe da realidade Bizantina e devem ser reconhecidas por aquilo que são: tentativas de denegrir e difamar uma cultura rival através do exagero sobre a frouxidão com que a cultura Bizantina tratou suas mulheres…

Na verdade, em Bizâncio, esperava-se que a mulher se aposentasse tímida, modesta e dedicada a sua família e a observância religiosa… O comportamento da maioria das mulheres em Bizâncio está muito longe das ilustrações que aparecem em fontes Árabes. “[4]


Baseado em tudo que foi exposto acima, alguns fatos históricos emergem: Bizâncio foi visto durante muito tempo pelos Muçulmanos primitivos como o mais poderoso, avançado e rico império “infiel”, algo muito desejado — não muito diferente do ponto de vista Islâmico moderno a respeito do Ocidente de hoje. E as mulheres Bizantinas, ou “as mulheres brancas”, foram durante muito tempo vistas como a “femme fatale” do Islã — e de uma perspectiva carnal, a mais desejada, e a partir de uma perspectiva piedosa, a mais desprezada das mulheres.

Hoje em dia, encontramos todos esses mesmos padrões funcionando — incluindo a ideia de que “as mulheres brancas” são naturalmente promíscuas e induzem os homens Muçulmanos piedosos a estuprá-las. Assim, em Dezembro último, no Reino Unido, enquanto Muçulmano estuprava uma mulher Britânica, disse a elavocê, mulher branca, é boa nisso” — ecoando desse modo aquele antigo motivo Islâmico quanto à alegada promiscuidade das mulheres brancas.

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Mulher Sueca Espancada e Estuprada por Gangue Muçulmana

O Reino Unido também é o lar de um dos mais notórios escândalos sexuais liderado por Muçulmanos: em Rotherham como em outros lugares, milhares de jovens meninas Britânicas nativas têm sido sistematicamente assediadas, traficadas, espancadas e abusadas sexualmente por Muçulmanos, mesmo quando as autoridades “multiculturalistas” e a polícia apoiaram e assistiram. (Para mais informações sobre o escândalo no Reino Unido e lei islâmica na escravidão sexual, clique aqui).

Na verdade, por toda a Europa — especialmente nas nações Nórdicas —milhares de mulheres do “tipo Bizantino” vem sendo violentamente estupradas e flagrantemente espancadas por Muçulmanos. Na Noruega, Dinamarca e Suécia — onde cabelos loiros e olhos azuis predominam — o estupro têm aumentado astronomicamente  desde que essas nações abraçaram a doutrina do multiculturalismo e abriram suas portas para dezenas de milhares de imigrantes Muçulmanos.

De acordo com a Gatestone Institute, “Quarenta anos depois do Parlamento Sueco decidir, por unanimidade, alterar a anteriormente homogênea Suécia num país multicultural, o crime violento aumentou em 300% e o estupro em 1472%.” A esmagadora maioria dos estupradores são imigrantes Muçulmanos. A epidemia é tão ruim que algumas mulheres loiras Escandinavas estão tingindo o cabelo de preto na esperança de afastar os predadores potenciais Muçulmanos.

Nem é esse fenômeno um produto do acaso; alguns Muçulmanos modernos realmente defendem isso. Em 2011, uma ativista política tentando combater a imoralidade sexual no Kuwait sugeriu que os Muçulmanos importassem escravas sexuais brancas. Depois de explicar como ela certa vez perguntou aos clérigos Islâmicos que vivem na cidade de Meca sobre a legalidade da escravidão sexual e como todos confirmaram ser perfeitamente legítimo, ela explicou:

Um estado Muçulmano deve [em primeiro lugar] atacar um estado Cristão — desculpas,  quero dizer qualquer estado não-Muçulmano — e elas [as mulheres, as futuras escravas sexuais] devem ser prisioneiras de guerra. Isso é proibido? De modo algum; de acordo com o Islã, escravas sexuais não são de todo proibidas. [Veja aqui, aqui e aqui para saber mais sobre a lei Islâmica e escravidão sexual.]

Quanto ao tipo de mulher “infiel” ideal, o ativista kuwaitiano sugeriu as mulheres Russas (a maioria das quais têm cabelos loiros e olhos azuis; ironicamente, a Rússia é muitas vezes vista como a sucessora de Bizâncio):

Na guerra da Chechênia, certamente há mulheres prisioneiras Russas. Então, vá comprá-las para serem vendidas aqui no Kuwait; melhor do que ter que nossos homens se envolvendo em relações sexuais proibidas. Eu não vejo nenhum problema nisso, nenhum problema.

Resumindo, a epidemia em curso no Reino Unido, Escandinávia e em outros lugares — em que os Muçulmanos atacam sexualmente as mulheres brancas — é tão antigo quanto o Islã; tem precedentes com o Profeta Muhammad (Maomé) e seus companheiros e até hoje vêm sendo recomendado como prática legítima por alguns no mundo Muçulmano.


[1] O ensaio de Shboul pode ser encontrado no Arab-Byzantine Relations in Early Islamic Times (ed. Michael Bonner, Burlington: Ashgate Publishing, 2004), 240, 248.

[2] Esta abordagem apologética é também encontrada nos trabalhos acadêmicos modernos que discutem os meninos Cristãos que foram capturados pelo Império Otomano, convertidos ao Islã e doutrinados para serem extraordinários jihadistas, e que, em seguida, desencadearam ataques as antigas famílias Cristãs. Embora os jovens meninos aterrorizados fossem retirados dos braços de seus pais devastados, acadêmicos modernos afirmam que as famílias Cristãs realmente esperavam que seus meninos fossem treinados como janízaros (a elite do exército dos Sultões Otomanos), pois isso seria garantir que teriam um “futuro brilhante” na hierarquia Otomana.

[3] Arabic tafsir here:  The Tafsirs – التفاسير http://buff.ly/1SIZoN4                                                Uma pequena versão da narrativa aparece no Ibn Ishaq, The Life of Muhammad (trans. A. Guillaume, NY: Oxford University Press, 1997), 602-603.

[4] Nadia Maria el Cheikh, Byzantium Viewed by the Arabs (Cambridge: Harvard University Press, 2004), 123-129


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Turcos Glorificam História de Massacre e Estupro de Cristãos

Cover/Capa:  Pintura Moderna de Mehmed II e do Exército Otomano chegando a Constantinopla, por Fausto Zonaro

Fonte/Source: Turks Glorify Historic Slaughter and Rape of Christians | Raymond Ibrahim


Turcos Glorificam História de Massacre e Estupro de Cristãos

Por Raymond Ibrahim

8 de Junho de 2015

FrontPage Magazine

Uma reportagem recente involuntariamente demonstrou como a Turquia – considerada uma vez como a nação Muçulmana mais “secularizada” – está retornando à sua herança Islâmica, lotada de animosidade contra o infiel Ocidente e sonhando com dias melhores, de glórias e conquistas via jihad:

Theofilos_Palaiologos
A Queda de Constantinople, 1453; artista: Theofilos

Um grupo de Muçulmanos devotos de toda a Turquia, rezou diante da histórica Hagia Sophia, na ocasião dos 562º aniversário da conquista Turca de Istambul [Constantinopla], exigindo que o local seja transformado novamente numa mesquita.

Homens e mulheres de todo o país reuniram-se diante do museu Hagia Sophia na manhã de 31 de Maio como parte de um evento organizado pela Anatolian Youth Association (AGD) sob o lema “Quebre as correntes, abra Hagia Sophia”; e rezaram a oração da manhã com uma chamada para a reconversão do museu numa mesquita.

Na verdade, é um ritual anual. Milhares de Turcos cercam Hagia Sophia todo mês de Maio e pedem que ela se torne numa mesquita, muitas vezes com o grito de guerra do Islã, “Allahu Akbar!”;”Deus é grande!”

Não se trata de uma “minoria de radicais.” Em uma pesquisa realizada com 401 Turcos, mais de 97 por cento queria que Hagia Sophia fosse transformada numa mesquita ativa. E isso não é sobre Muçulmanos precisando de lugar para orar. A partir de 2010, já havia 3.000 mesquitas em Istambul ativas.

Ao contrário, trata-se de Muçulmanos que querem celebrar os dias de glória e conquista da jihad Islâmica.

Ao contrário dos Ocidentais historicamente desafiados, os Muçulmanos entendem plenamente o significado de Hagia Sophia. Hagia Sophia – que em Grego significa “Santa Sabedoria” – foi, de fato, a maior catedral da Cristandade por quase mil anos. Construída em Constantinopla, no coração do antigo império Cristão, ela também era um símbolo forte do desafio contra um Islã do leste cada vez mais abusivo.

Depois de esquivar-se durante séculos dos ataques jihadistas, Constantinopla foi finalmente saqueada pelos Turcos sob o comando do Sultão Mehmet II no dia 29 de maio de 1453. Com suas cruzes profanadas e ícones desfigurados, Hagia Sophia – assim como milhares de outras Igrejas – foi convertida numa mesquita vitoriosa, para triunfo dos altos minaretes do Islã que a rodeiam.

Entretanto, os textos históricos primários desse período não são diferentes das manchetes atuais relativas às atrocidades do Estado Islâmico (ISIS) – massacres, decapitações, estupros, escravidão dos “infiéis” Cristãos e a profanação de suas Igrejas. Eis aqui um texto de uma testemunha ocular sobre a conquista Turca de Constantinopla em 1453:

“Os soldados Turcos enfurecidos… não deram trégua. Depois que massacravam e quando não havia mais nenhuma resistência, tinham a intenção de saquear e, portanto vagavam pela cidade roubando, tirando as roupas, pilhando, matando, estuprando, pondo em cativeiro homens, mulheres, crianças, velhos, jovens, monges, padres, pessoas de todos os tipos e condições… Haviam virgens que despertavam de um pesadelo para encontrar bandidos sobre elas com as mãos sangrentas e cheias de fúria abjeta […] Os jihadistas Turcos as arrastaram, rasgaram, obrigaram, desonraram, estupraram nas encruzilhadas e as fizeram se submeter às mais terríveis atrocidades…

Bebes foram brutalmente arrancados dos seios das mães e meninas foram impiedosamente dadas a estranhos e horríveis casamentos, e milhares de outras coisas terríveis aconteceram…

Templos [incluindo Hagia Sophia] foram profanados, saqueados e pilhados. . . Objetos sagrados foram desdenhosamente jogados de lado, os ícones sagrados e os vasos sagrados foram profanados… Um número imenso de livros sagrados e profanos foi lançado ao fogo ou rasgados e pisoteados.

É disso que os Muçulmanos da Turquia têm orgulho. Salih Turhan, chefe da Anatolian Youth Association, o grupo que organiza anualmente as manifestações de massa em torno de Hagia Sophia, depõe que: “À medida que os netos de Mehmet, o Conquistador, buscam a re-abertura de Hagia Sophia como uma mesquita torna-se nosso direito legítimo.”

Os Turcos sabem muito bem que Mehmet foi o flagelo da Cristandade Européia; que seus invasores apreenderam e violaram Constantinopla à força, transformando-a numa Istambul Islâmica; que ele tinha o cadáver derrotado do imperador Cristão, Constantino, que por recusar a abandonar sua cidade sitiada, foi decapitado, mutilado, e ridicularizado.  Idolatrar publicamente Mehmet e outros sultões, como muitos Turcos fazem, é equivalente ao ditado, “Estamos orgulhosos dos nossos antepassados que abateram, degolaram, escravizaram e estupraram pessoas e roubaram suas terras simplesmente porque eram Cristãos ‘infiéis’.”

Na contemporaneidade, é o mesmo que dizer “Estamos orgulhosos de nossos irmãos muçulmanos Sunitas do Estado Islâmico (ISIS) que estão atualmente abatendo, decapitando, escravizando e estuprando as pessoas simplesmente porque são Cristãos ‘infiéis’”.

Tal orgulho, das atrocidades Islâmicas, chega até o topo na Turquia, ao presidente Erdogan, que afirma que a conquista jihadista de Constantinopla foi um verdadeiro “período iluminado”.

Ainda assim, nada disso interrompe os Turcos de reivindicar o status de vítima. A Anatolian Youth Association ainda consegue culpar o Ocidente: “Mantendo a mesquita Hagia Sophia fechada é um insulto à nossa população de 75 milhões de maioria Muçulmana. Simboliza os maus-tratos do Ocidente sobre nós”.

Portanto, mantendo uma construção Cristã/Ocidental histórica – que na verdade foi roubada pela sanguinária jihad – como museu é visto como “maus-tratos do Ocidente sobre nós”.

Da mesma forma, em Abril passado, após o Papa Francis se referir precisamente ao extermínio em massa dos Armênios pelos Turcos Otomanos como “o primeiro genocídio do Século 20“; a mais alta autoridade Islâmica de Ancara respondeu dizendo que as declarações do Papa “will only accelerate the process for Hagia Sophia to be re-opened for [Muslim] worship.””

Assim é o duplo padrão do mundo Islâmico: quando os Muçulmanos conquistam territórios não-Muçulmanos, como Constantinopla e suas Igrejas – através do fogo e do aço, com todo o sofrimento humano presente e a miséria – que os descendentes daqueles subjugados não esperem quaisquer desculpas ou concessões – nem mesmo a uma construção.

No entanto, uma vez que os mesmos Muçulmanos que nunca concederão uma única polegada das conquistas do Islã estão na ponta extrema da lança – Palestinos vis-à-vis Israel, por exemplo – recorrem às Nações Unidas e a opinião pública, exigindo “justiça”, “reparação”, “direitos humanos”, e assim por diante.

É um testemunho da cegueira e da ignorância histórica do Ocidente, o fato de muitas pessoas ainda não ter acordado para esse antigo jogo Muçulmano.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis