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Israel Não Está No Oriente Médio

Fonte/Source: Israel Isn’t in the Middle East


Israel Não Está No Oriente Médio

Por Daniel Greenfield

23 de Maio de 2017

FrontPage Magazine

A mídia fake news decidiu cobrir a visita do Presidente Trump exclusivamente em termos de…

  1.  A mão de Melania

  2. Trump afirmando que voltou do Oriente Médio enquanto estava em Israel

As questões envolvendo Arábia Saudita e Israel não importam. Só o sarcasmo superficial é que vale. Todos “sabem” que Israel está no Oriente Médio, desde os anfitriões de talk shows noturnos até os seus colegas de mídia igualmente bem informados.

Exceto que em sua definição original, Israel não está no Oriente Médio. O termo tem sido usado para incluir vários grupos de países. Num extremo, englobaria o Afeganistão. No outro, um território muito menor perto da Índia.

A mídia irônica, na expectativa de mostrar a ignorância do Presidente Trump, só consegue exibir a si mesma.

Mas o presidente Trump estava falando emocionalmente e culturalmente. Israel não está no mesmo espaço cultural da Arábia Saudita. O grande líder Sionista Jabotinsky falou do Sionismo como um movimento para “expandir as fronteiras da Europa até o Eufrates”.

Isso é um pouco simplista. Mas Israel é fundamentalmente diferente de grande parte de uma região em que a civilização foi invadida e destruída por ondas de invasores Muçulmanos. Israel tem uma posição geográfica. Mas culturalmente é a única nação que ainda engloba uma civilização baseada em sua população nativa, ao invés dos invasores Muçulmanos Árabes que destruíram a civilização em todo o Oriente Médio.

Israel é o que o Oriente Médio deveria ser. A Arábia Saudita, de onde Trump tinha chegado, é o que o Oriente Médio é muitas vezes.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Breitbart News Daily: Pamela Geller Analisa A Visita Do Presidente Trump Ao Oriente Médio – Geller Report

Fonte/Source: Breitbart News Daily: Pamela Geller Reviews President Trump’s Visit to MidEast – Geller Report


Breitbart News Daily: Pamela Geller Analisa A Visita Do Presidente Trump Ao Oriente Médio – Geller Report

Por Pamela Geller

22 de Maio de 2017

Minha conversa hoje pela manhã com  Alex Marlow na rádio Breibart pode ser ouvida aqui (em Inglês).


Entendo muito bem que o Presidente Trump estava em uma missão diplomática, mas ele não precisava ir tão longe a ponto de dizer: “Toda vez que um terrorista assassina uma pessoa inocente e invoca falsamente o nome de Deus” e “Isso não é uma batalha entre diferentes crenças, diferentes seitas ou diferentes civilizações“. Isso está descaradamente errado


Eis aqui a transcrição feita pela Breitbart:

PAMELA GELLER: TRUMP RECEBE NOTA MÁXIMA PELO DISCURSO EM RIYADH, MAS ERRA AO DIZER QUE TERRORISTAS NÃO ESTÃO INVOCANDO O ALCORÃO

Por John Hayward, Breitbart News, 22 de Maio de 2017

Pamela Geller, Diretora da American Freedom Defense Initiative, comentou a visita do Presidente Donald Trump ao Oriente Médio com o apresentador Alex Marlow da SIRIUSXM no programa da Breitbart News Daily.

“Foi um bom discurso”, disse Geller sobre as declarações do Presidente Trump em Riyadh na Arábia Saudita durante o fim de semana. “O presidente Obama tinha colocado uma marca tão baixa que apenas a menção do terror Islâmico já é motivo de júbilo. Isto mostra o quão ruim a situação está.” [Ênfase feita pela Breitbart em todos os excertos a seguir]

“Foi uma mistura heterogênea. Espero que ele siga em muitas dessas iniciativas. Esses novos centros para combater a ideologia extremista — de novo, o medo de não nomear o motivo, de uma ideologia sem um motivo, é profundamente preocupante”, disse Geller.

“É claro que as declarações do Rei Salman foram tão fortes e reveladoras quanto as do Presidente Trump”, acrescentou. “A ideia de que ele não fala sobre os ensinamentos e textos Islâmicos que incitam a jihad, e não fala sobre a doutrina jihadista. Ele passa o tempo todo nos dizendo, pregando para nós, que o Islã é uma religião de paz e que tem uma história de coexistência. Não sei de que período está falando porque durante 1400 anos, os infiéis, Cristãos e Judeus, foram forçados a viverem em dimmitude sob a negação dos direitos humanos básicos”.

“E, é claro, o Rei Salam cita aquela famosa frase do Alcorão que o CAIR cita, que o Presidente Obama cita, que se você salvar uma vida você salva o mundo inteiro — quando, na verdade, isso é um verso Talmúdico que foi plagiado pela religião Islâmica, e é realmente uma ameaça implícita ao povo Judeu. Nós não temos que entrar em detalhes, mas todo o discurso do Rei Salman foi uma engodo,” acusou Geller. (CAIR é o Conselho sobre Relações Americano-Islâmicas, uma organização política nos Estados Unidos).

Estou muito feliz pelo Presidente Trump ter falado sobre a luta contra o ISIS, porque de acordo com os e-mails vazados de Hillary Clinton, os Sauditas e o Qatar estavam abastecendo o ISIS. Eles não podem continuar jogando em ambos os lados, o que os Sauditas fizeram brilhantemente por décadas“, disse Geller.

Então, quando o Presidente Trump diz: Expulse-os das mesquitas’, isto é complicado, porque como os países que vivem sob o domínio Muçulmano vão expulsar os mais devotos das mesquitas? É aí que eu acho que o Presidente Trump entendeu errado, quando disse que os terroristas invocavam falsamente o nome de Deus. Não, eles não estão. Eles estão citando capítulo e verso do Alcorão. Essa foi uma informação enganosa“, disse Geller.

“Isso é puro Islã. É o Islã autêntico”, ela insistiu. “quero dizer, quando ele diz que os terroristas não adoram Deus; eles adoram a morte — isso não é verdade. Eles estão morrendo pela causa de Alá. Eles não estão gritando ‘Morte akbar’ eles estão gritando ‘Allahu akbar.’ Eles rezam cinco vezes ao dia. Se você olhar os vídeos do ISIS, eles rezam depois de matarem pela causa do Islã”.

“Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa do Estado Islâmico, tem um Ph.D. e um mestrado em teologia Islâmica da universidade líder mundial Islâmica “, afirmou. “Os líderes Ocidentais presumem que sabem mais do que ele sobre o Islã?”

Geller continuou dizendo “enfaticamente que a batalha entre o bem e o mal era uma declaração extraordinária, maravilhosa” no discurso de Trump em Riyadh.

“Mesmo que a Casa Branca tenha divulgado o texto chamando isso de” extremismo Islamista”, ele disse “extremismo Islâmico”. Este é um ponto importante porque a palavra “Islamista” é uma palavra ridícula. Não significa nada, exceto que a pessoa que o usa não quer ofender o Islã falando verdades indesejáveis ​​sobre a natureza política dessa religião”, ela argumentou.

Em suma, foi um ‘A’, classificou assim o discurso de Trump.

Marlow observou que o Trump surpreendentemente removeu o qualificador do terrorismo Islâmico “radical” e se referiu simplesmente ao “terrorismo Islâmico” diretamente.

“Foi brilhante”, disse Geller, zombando de como os meios de comunicação adversários criticaram Trump por se recusar a denunciar o “terrorismo Islâmico radical” como se estivesse se afastando de sua retórica de campanha, quando, de fato, o que ele disse no discurso de Riyadh foi ainda mais contundente e direto.

Ela também zombou de um destaque da CNN que levou Trump a se explicar por supostamente falhar em discutir os direitos humanos na Arábia Saudita.

“Oh, meu Deus — exclamou ela. “Você tinha o Presidente Obama, que estava ajudando e estimulando os assassinos em massa, que nunca pronunciou a palavra, que deu bilhões para um dos piores violadores dos direitos humanos no planeta, o Irã — e essa foi a principal notícia na CNN — tipo desprezaram os direitos humanos nos países Muçulmanos! É extraordinário. A cobertura é quase kafkiana. “

Geller disse que era “absolutamente agradável” assistir a luta da mídia para chegar a falar de pontos que retratam a viagem de Trump ao Oriente Médio como um fracasso.

“Ele acabou de entregar aos Sauditas a maior negociação de armamentos, — e claro, sabemos que é realmente por causa do Irã. O Irã está lutando contra os Sauditas no Iêmen”, observou. “O Presidente Barack Obama iria insistir muito nisso, que as maiores vítimas desse extremismo são os próprios Muçulmanos. Essa é uma falsa narrativa porque os Sunitas versus Xiitas — você viu isso com o ISIS quando alinhavam suas vítimas e faziam perguntas específicas sobre o Islã. Os Sunitas não pensam que os Xiitas são Muçulmanos, e os Xiitas não pensam que os Sunitas são Muçulmanos. Eles estão lutando para provar quem é o verdadeiro Muçulmano. Quando o Ocidente diz: “Oh, eles estão matando Muçulmanos” — mais uma vez, isso está em sua mente, mas não na mente dos Sunitas e não na mente dos Xiitas.”

“Estou preocupada com essa negociação de armamentos”, acrescentou. “O inimigo comum do Irã e dos Sauditas, claro, é Israel. Agora, os Sauditas precisam de Israel porque o Irã foi recentemente encorajado, recém-enriquecido e recém armado, graças ao Presidente Obama. Isso é muito assustador. Onde estarão as leis das consequências não intencionais?”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Professor de Georgetown, Jonathan Brown, Promove “Discriminação Religiosa” Contra Judeus

Fonte/Source: Georgetown professor Jonathan Brown promotes “religious discrimination” against Jews


Professor de Georgetown, Jonathan Brown, Promove  “Discriminação Religiosa” Contra Judeus

Por PAMELA GELLER

18 de Maio de 2017

A radicalização dos colégios e universidades da nossa nação continua em ritmo acelerado. A propaganda antissemita, de extrema esquerda, já está institucionalizada no meio acadêmico. A retórica mais repulsiva está sancionada sob a aparência de “liberdade de expressão”, enquanto vozes corajosas pela liberdade estão na lista negra. Eu e meus colegas fomos proibidos de falar, na maior parte. E nos raros momentos em que somos convidados, surge um pandemônio violento e cruel. Robert Spencer na Universidade de Buffalo, Milo em Berkeley ou a minha palestra no Brooklyn College demonstram o que enfrentamos. E, no entanto, Linda Sarsour, uma ativista terrorista pró-jihad e cruelmente antissemita, foi convidada para discursar na inauguração da CUNY (Universidade da Cidade de New York), onde estaremos protestando no dia 25 de Maio.

Professor Jonathan Brown é publicamente conhecido pelo seu ódio aos Judeus, com uma longa história de agitação antissemita. Sua esposa é filha do líder Palestino da Jihad Islâmica Sami al-Arian.

“Professor de Georgetown, Jonathan Brown, promove amplo comício pela ‘discriminação religiosa’ contra os Judeus”, Canary Mission, 18 de Maio de 2017:

Jonathan Brown [Jonathan A.C. Brown] demonizou os Judeus Israelenses e o Judaísmo. Sugeriu que o conflito Palestino-Israelense poderia ser resolvido se os “Judeus em Israel” apenas fossem informados de que “não estão autorizados a tomar as coisas que não lhes pertencem”.

Em Fevereiro de 2017, Brown se viu envolvido em controvérsias depois de ser acusado de apoiar o sexo não-consensual e a escravidão nos primórdios do Islã. O incidente é detalhado mais adiante neste perfil.

Brown endossou ataques ao movimento de Boicote, Desinvestimento, Sanções (BDS) contra Israel, sob o disfarce de apoio aos “direitos humanos”.

Brown é titular e Professor Associado de Civilização Islâmica na Georgetown University (Georgetown), e Presidente da Alwaleed bin Talal de Civilização Islâmica da Escola de Georgetown de Serviço Exterior (SFS). Brown é também Diretor do Centro Príncipe Alwaleed bin Talal para a Compreensão MuçulmanoCristã da Universidade de Georgetown (CMCU), parte integrante da SFS. O CMCU é conhecido por suas ligações com o governo Saudita.

Brown é genro de Sami Al-Arian, ex-Professor da Universidade do Sul da Flórida (USF), que foi revelado em 2006 como líder da Jihad Islâmica Palestina (PIJ), uma organização terrorista especialmente designada. O governo dos Estados Unidos deportou Al-Arian para a Turquia em 2015. A esposa de Brown, Laila Al-Arian, é produtora sênior da Al-Jazeera.

Demonizando Judeus Israelenses

Em 26 de Fevereiro de 2015, num simpósio multi-denominacional produzido pela Organização de Estudos de Política (PSO) intitulado: “Política Religiosa No Oriente Médio: A Dimensão Religiosa Do Conflito Israel-Palestina” — Brown disse: “O problema é que a criatura político Israelense, o establishment político Israelense, não disse aos Judeus em Israel que eles não têm permissão para tomar as coisas que não lhes pertencem e isto é, eu acho, um problema fundamental… se você puder dizer às pessoas que a sua crença religiosa não lhe dá o direito de tomar as posses de outra pessoa. Ok? Então, se isso fosse estabelecido, acho que mudaria completamente, você sabe, a realidade em 180 graus.”

Promovendo A Segregação Baseada Na Fé

Em 26 de Fevereiro de 2015, no simpósio acima mencionado, Brown sugeriu que os Americanos teriam que superar sua “alergia à idéia de discriminação religiosa” se quisessem prever um fim realista para o conflito entre Israelenses e Palestinos. Brown continuou dizendo que, mesmo no contexto de um Estado democrático totalmente secular, seria “absolutamente desastroso” para os Muçulmanos Palestinos ou Cristãos Palestinos se “um Judeu tivesse permissão” para entrar nos lugares sagrados de outras religiões “e começar a orar no local”. Brown disse que “precisamos aceitar que” Jerusalém pode ter que se tornar uma “cidade muito dividida sob algum tipo de controle internacional ou… externo”.

Mais tarde, Brown destacou a percepção Palestina de estar sendo “invadida” pelos Judeus Israelenses e assumiu como fato que uma “noção clara de fronteiras e separações estáveis” levaria a uma “atmosfera cosmopolita” e ajudaria a “construir confiança”.

No início do simpósio, Brown disse: “não quero dizer que não se trata de uma questão religiosa, porque penso que isso está muito claro — especialmente da perspectiva Judaica e Cristã, — Mas acho que, na verdade, do ponto de vista Árabe/Muçulmano nem tanto.”

Brown argumentou que “se você pudesse simplesmente apagar a religião da mente dos Palestinos, ainda teriam todos os problemas que têm agora” e “o problema ainda não seria resolvido”. Brown também afirmou que a disposição dos fundamentalistas Islâmicos para lutar ao lado dos Árabes seculares contra Israel mostrou que os fundamentos do conflito não eram religiosos.

Brown mais tarde afirmou: Acho que a religião é a superestrutura e as questões não resolvidas sobre controle e usurpação de direitos e terra e poder e direitos— esses são os verdadeiros problemas”.

Apresentando BDS Como Um Dever Muçulmano

Em 4 de Novembro de 2016, num podcast intitulado Congruência Difusa: A Experiência Americana Muçulmana“, Brown insinuou que os Muçulmanos têm a responsabilidade religiosa de promover o BDS. Depois de listar as várias afiliações religiosas, culturais e profissionais de algumas pessoas que apóiam o BDS — destacando especialmente alguns Judeus, — Brown prosseguiu dizendo: “Quem são os que estão indo contra o BDS e o enfraquecendo agora? São os jovens Muçulmanos. Pense nessa desgraça.” (7:20).

Brown fez esses comentários com o intuito de acabar com o projeto de diálogo Judeu-Muçulmano conhecido como a Iniciativa de Liderança Muçulmana (MLI), que foi fundada pelo Imam Abdullah Antepli, o primeiro capelão Muçulmano da Universidade Duke. MLI é um programa educativo para Muçulmanos Americanos para “entenderem por que os Judeus acreditam no que acreditam, como os Judeus vêem sua história, por que os Judeus são tão apegados a esta disputa de terra (Israel) — e assim se envolver melhor com os Judeus Americanos”. Para Antepli, “MLI tem como objetivo colocar os principais Judeus Americanos em conversa com seus homólogos Muçulmanos”.

Brown disse não ter nenhum problema com os jovens Muçulmanos “dialogando” com Judeus ou Sionistas “em qualquer lugar”. No entanto, disse que, uma vez que os organizadores “insistiram” que o programa fosse realizado em Israel, “deveria revelar qual é o verdadeiro objetivo… interromper o boicote, já que estão lá.”

Exigindo Que Israel Entregue o “Poder”

No mesmo podcast, após argumentar que a segregação religiosa é um pré-requisito necessário para confiar na construção, Brown argumentou que a base para o conflito Árabe-Israelense é realmente política, causada por um desequilíbrio de poder e recursos.

Brown argumentou que se um grupo tem “poder armado … recursos e poder internacional” e outro grupo não, então “até que esse desequilíbrio seja corrigido, de alguma forma, não haverá uma solução.” Brown disse que “não pode haver relações pacíficas ou resolver um conflito antiquíssimo a menos que o partido que está no poder se renda — até que você tenha algum tipo de distribuição equitativa.”

Em suas observações de encerramento, Brown respondeu a um pedido em relação à sua solução para a divisão religiosa-psicológica entre as partes. Brown hipotetizou que “teoricamente para um Islamista”, como “alguém da Jihad Islâmica Palestina (PIJ)“, afirmará que seus objetivos religiosos poderiam ser o de “estabelecer um estado Islâmico aqui” e “implementar a Lei Sharia” e “conduzir todos os Judeus para o fundo do mar.”

Desafiando “Liberdade” e “Consentimento”

Em 7 de Fevereiro de 2017, os comentários de Brown numa palestra intitulada “O Islã e o Problema da Escravidão” foram manchetes nacionais. Múltiplos meios de comunicação acusaram Brown de falar a favor da escravidão e do estupro — um afirmação que Brown negou. A controvérsia começou com um post no blog do escritor freelance Umar Lee, que participou da palestra de Brown.

Em 8 de Fevereiro de 2017, foi relatado que Brown tinha ejetado o jornalista conservador Andrew Harrod da sala de aula, antes do início das observações formais de Brown. Brown referenciou a ejeção no início de sua palestra — e ridicularizou publicamente o repórter ejetado.

Abaixo, uma seleção das declarações controversas feitas por Brown durante a palestra e o período de perguntas e respostas que se seguiram:

Em resposta a um questionador que caracterizou a escravidão imposta como um “erro”, Brown disse: “Se você é Muçulmano, o profeta de Deus [sic]… teve escravos. Ele tinha escravos. Não há como negar isso. Você é mais moralmente maduro do que o profeta de Deus? Não, você não é.”

Brown também disse: “A escravidão não pode ser tratada como um mal moral em si mesma, porque ‘escravidão’ não significa nada. O mal moral são formas extremas de privação de direitos e formas extremas de controle e formas extremas de exploração. Eu não acho que seja moralmente mau possuir alguém, porque nós possuímos muitas pessoas ao nosso redor e somos possuídos por pessoas”.

Em 9 de Agosto de 2015 — de acordo com uma captura de tela de 11 de Fevereiro de 2017 no Twitter — Brown disse no Facebook: “Acho que as pessoas têm um monte de coisas misturadas em suas mentes, formando uma espécie de sopa de indignação com a qual não conseguem lidar. Acho que é preciso proceder de maneira ordenada. 1) A escravidão é, em geral, permitida pela lei Islâmica. 2) É muito possível (e de fato aconteceu) declarar que a escravidão não é mais permissível seja devido as falhas consistentes no tratamento de escravos ou da decisão dos governos para o bem comum da comunidade Muçulmana. 3) Mas não é possível dizer que a escravidão seja inerentemente, absolutamente, categoricamente imoral em todos os tempos e lugares, uma vez que foi permitido pelo Alcorão e pelo Profeta. 4) As mulheres escravas não têm uma agência que controle o acesso sexual, para que seu dono possa fazer sexo com elas.”

Explicando Sexo Não Consensual

Durante sua palestra em 7 de Fevereiro de 2017, Brown desafiou os padrões modernos de moralidade que definem os seres humanos como “agentes autônomos” e ditam que “a condição sine qua non do sexo moralmente correto é o consentimento”.

Brown continuou dizendo: “Durante a maior parte da história humana, os seres humanos não pensaram no consentimento como a característica essencial da atividade sexual moralmente correta. E em segundo lugar, nós fetichizamos a ideia de autonomia na medida em que nos esquecemos —novamente, quem é realmente livre? Somos realmente pessoas autônomas? O que significa autonomia?”

Brown então continuou: “Temos essa obsessão com a ideia de autonomia” — e procedemos equiparando a servidão daqueles pressionados à escravidão sexual ou servindo como concubinas aos indivíduos sujeitos à obrigações familiares voluntariamente assumidas, decorrentes do casamento.

Retornando às Declarações Controversas

Em 17 de Fevereiro de 2017, Brown defendeu suas declarações, no Washington Post, afirmando: “Essas pessoas que me criticam não sabem a diferença entre o passado e o presente. A conversa que fiz foi uma descrição histórica.”

Em 16 de Fevereiro de 2017, Brown escreveu um artigo para a revista online Muslim Matters, onde explicou suas declarações. Lá, Brown escreveu: “Como Muçulmano, hoje posso dizer enfaticamente que a escravidão é errada e que o Islã proíbe isso… é fácil para mim dizer isso olhando para trás sobre a escravidão na história Americana, porque nossa escravidão Americana foi uma manifestação de absoluta dominação de um ser humano sobre outro que é, na minha opinião, um erro universal no tempo e no espaço”.

Em 11 de Fevereiro de 2017, Brown tuitou: “O Islã como uma fé e eu como uma pessoa condenamos escravidão, estupro e concubinato”.

BDS

O movimento BDS foi fundado em 2005 por Omar Barghouti e afirma que “trabalha para acabar com o apoio internacional à opressão de Israel contra os Palestinos e pressionar Israel a cumprir o direito internacional”.

As iniciativas do BDS incluem forçar instituições e indivíduos a se desfazerem de empresas afiliadas a Israel, boicotes acadêmicos, manifestações anti-Israel e protestos.

A realização mais notável do movimento foi a infiltração nos campus universitários através de lobby visando as “resoluções do BDS”. Nestes casos, com apoio das filiais universitárias anti-Israel, os governos estudantis se reuniram para votar em alguma forma de boicote — ou desinvestimento em — Israel e entidades afiliadas a Israel. Estas resoluções, embora não obrigatórias, foram aprovadas pelos governos estudantis em vários campus Americanos.

A atividade de BDS é frequentemente agressiva e disruptiva. Observou-se que as universidades que aprovam as resoluções do BDS vêem um aumento acentuado de incidentes antissemitas nos campus. Em 2013, quando o governo estudantil da Universidade da Califórnia Santa Barbara (UCSB) debateram uma resolução do BDS, relatórios emergiram relatando ameaças violentas e gente cuspindo em estudante vestindo um colar com a estrela de David. Como resultado, o governo estudantil optou pela “votação secreta”, a fim de garantir a sua própria segurança.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Crianças Assassinas: MEIO MILHÃO De Crianças Recrutadas Pelo ISIS

nte/Source: KILLER KIDS: HALF A MILLION children recruited by ISIS – Geller Report

Crianças Assassinas: MEIO MILHÃO De Crianças Recrutadas Pelo ISIS

Por Pamela Geller

14 de Maio de 2017

O que é tão perturbador é que isso será deixado para os nossos filhos resolverem – e a esquerda nos meios de comunicação, as universidades e a cultura os desarmaram completamente no espaço da batalha de informação. São ovelhas indo para o abate.

Meio milhão. E haverá outros milhões.


TERROR ADICIONADO: PURO HORROR — EXPERTS REVELAM QUE MEIO MILHÃO DE CRIANÇAS FORAM RECRUTADAS PELO ISIS

O ESTADO ISLÂMICO CONSEGUIU RADICALIZAR MEIO MILHÃO DE CRIANÇAS, EXPERTS DIVULGARAM UMA INFORMAÇÃO CHOCANTE SOBRE O TAMANHO DA AMEAÇA TERRORISTA.

Por Zoie O’Brien, 13 de Maio de 2017:

Especialistas em terrorismo, psicólogos e analistas estão correndo para avaliar como a ameaça de centenas de milhares de crianças que serviram ao ISIS pode ser combatida. A nova descoberta representa uma ameaça mortal para países como a França, Reino Unido e EUA, os quais foram ameaçados com derramamento de sangue em massa nas ruas.

Anna Speckhard, Professora Adjunta de Psiquiatria na Universidade de Georgetown, viajou para o Iraque para ajudar a lidar com a crise que o país enfrenta. O expert do Centro Internacional para o Estudo do Extremismo Violento (ICSVE) esteve também cara a cara com as crianças do califado. Ela disse ao Express.co.uk: “Havia muita discussão sobre o número de jovens envolvidos — de 250 a 500 mil.

“O ISIS proibiu os livros das escolas e os substituiu com seu próprio currículo e material, incentivando o ódio e a brutalidade, muitos dos quais foram mostrados a nós numa exposição.

“Há raiva e preocupação sobre como reagrupar diante da destruição do ISIS e preocupação sobre se a ideologia continuará vivendo nos corações e mentes dos Sunitas que viveram sob o ISIS e reemergir”.

CRIANÇAS DO CALIFADO: Cerca de 500.000 crianças podem ter sido radicalizadas.

Crianças do ISIS decapitam prisioneiros depois de terem sido treinadas em campos terroristas.

Jihadistas infiltraram-se nas salas de aula, destruíram bibliotecas e forçaram professores a distribuir um programa de ódio em áreas conquistadas pelo ISIS. O Primeiro-Ministro Iraquiano abriu a conferência de Educação no Iraque Pós-Daesh (ISIS) em Abril, onde os experts foram informados da verdadeira extensão do problema. Antes das invasões das cidades no Iraque, um grupo chamado de ISIS “Emni” colocou militantes radicais para prepararem o terreno. Aprenderam sobre as queixas das pessoas locais e jogaram com isso para recrutar famílias.

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Crianças do Estado Islâmico (ISIS): Professores foram forçados a abandonar o currículo e pregar para o ISIS.

Acredita-se que a elite ‘Emni’, — formada por ex-Baathistas Iraquianos que serviram sob o regime de Sadaam, — esteja ligada aos ataques terroristas em Paris, Bruxelas e Tunísia. Os programas sob os quais as crianças foram doutrinadas foram extremamente bem-sucedidos. O testemunhos dos jovens soldados revelou que viveram para servir os jihadistas mais velhos, os quais enviaram para a morte meninos tão jovens quanto cinco anos de idade.

Professor Speckhard disse: “Alguns dos jovens foram realmente recrutados para os Filhotes do Califado, e alguns foram ensinados a decapitar.” Da mesma forma alguns professores foram obrigados a ensinar nas escolas do ISIS e o que fazer com eles.

Em uma série de entrevistas com os jihadistas do Daesh (ISIS), o professor Speckhard, juntamente com o professor Ahmet Yayla, ex-chefe de polícia de contraterrorismo, demonstrou como os jovens são recrutados.

Seu livro, intitulado “ISIS Defectors: Inside Stories of the Terrorist Caliphate “, revelou como o ISIS se propôs a radicalizar as crianças numa tentativa de reforçar suas próprias fileiras em 2015.

Em poucos meses, tinham centenas em seus livros.

Professor Speckhard disse: “Uma criança nos falou sobre os meninos sendo enganados e colocados em veículos suicidas, mesmo sem saber que iriam ser explodidos, e um ISIS emir (dirigente) verificou se as crianças foram enviadas em veículos e usando coletes”. Eles choram quando são retirados da lista.”

Um menino chamado Ibn Omar revelou como os campos de treinamento e enormes facas eram nomeados segundo os líderes da Al-Qaeda.

Ele disse aos professores: “Não. Se você não aderir ao ad-Dawlah e prometer sua lealdade a Abu Bakr al-Baghdadi você é um infiel.

“Alguns dos combatentes locais [ISIS] disseram que agora sabiam que seu pai era um infiel, e que assim que pudessem pediriam licença e iriam matá-lo”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Novo Líder Do Hamas Elogiou Bin Laden Como “Guerreiro Santo”, A BBC O Chama De “Pragmático”

Fonte: New Hamas top dog praised bin Laden as “holy warrior,” BBC calls him “pragmatic”


Novo Líder Do Hamas Elogiou Bin Laden Como “Guerreiro Santo”, A BBC O Chama De “Pragmático”

Por ROBERT SPENCER

6 de Maio de 2017

A BBC: sem noção ou cúmplice? A essa altura, que diferença faz?

“Hamas escolhe Ismail Haniya como novo líder”, BBC, 6 de Maio de 2017 (Agradecimentos a Fjordman):

O grupo militante Palestino Hamas anunciou que Ismail Haniya foi escolhido como seu novo líder global.

Ele sucede Khaled Meshaal, que serviu o máximo de dois mandatos no cargo.

Sr. Haniya, 54, vive em Gaza, governada pelo Hamas desde 2007, ao contrário de Meshaal, que vive no Qatar.

Sr. Haniya é visto como um pragmatista que tentará aliviar o isolamento internacional do Hamas. O grupo publicou um novo documento político esta semana, considerado como uma tentativa de suavizar a sua imagem….

Declara pela primeira vez uma disposição para aceitar um estado Palestino provisório dentro das fronteiras pré-1967, sem reconhecer Israel.

Também diz que a luta do Hamas não é com os Judeus, mas com os “agressores ocupantes Sionistas”. A carta de 1988 foi condenada por sua linguagem anti-Judáica.

Sr. Barhoum disse: “O documento nos dá uma chance de conexão com o mundo exterior.”

Um porta-voz do Primeiro-Ministro Israelense Benjamin Netanyahu disse que o Hamas estava “tentando enganar o mundo, mas não terá sucesso”….

Mas com certeza vai enganar a BBC.

“O Hamas elogia Osama bin Laden como guerreiro santo”, de Conal Urquhart, Guardian, 2 de Maio de 2011 (Agradecimentos a Fjordman):

O grupo Islâmico Palestino Hamas elogiou Osama bin Laden como um “guerreiro santo Árabe” e condenou sua morte pelas forças Americanas no Paquistão….

Ismail Haniyeh, chefe do governo do Hamas na Faixa de Gaza, disse aos repórteres que o Hamas considerou o assassinato de Bin Laden como “uma continuação da política Americana baseada na opressão e no derramamento de sangue Muçulmano e Árabe”.

Observou diferenças doutrinárias entre a al-Qaeda de Bin Laden e o Hamas, que vê a sim mesmo como um movimento nacionalista em vez de um movimento internacional. Haniyeh acrescentou: “Nós condenamos o assassinato e o assassinato de um guerreiro sagrado Árabe. Pedimos a Deus que lhe dê misericórdia com os verdadeiros fiéis e os mártires.”….


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Fonte/Source:  How the Islamic World was Forged: An Exercise in Common Sense | Raymond Ibrahim 


Nota do blog: Resolvi reeditar e publicar novamente este artigo por causa dos ataques recentes às igrejas no Egito.


Como o Mundo Islâmico foi Forjado: Um Exercício de Senso Comum

Por Raymond Ibrahim

 31 de Agosto de 2015

FrontPage Magazine

O que levou os não-Muçulmanos a se converterem ao Islã, levando à criação do mundo Islâmico?

Fontes históricas primitivas — ambas Muçulmanas e não-Muçulmanas — deixam claro que o império Islâmico foi forjado pela espada e que as pessoas abraçaram o Islã, não muito pela fé sincera, mas por uma miríade de razões,  desde a conversão com o intuito de aproveitar as benesses do “time ganhador” até a conversão com o intuito de escapar do infortúnio de estar no “time perdedor”.

É claro, como mencionado, que os primeiros textos da história estão repletos de episódios demonstrando o oposto.  No entanto, pelo fato da nossa sociedade estar cada vez mais anti-histórica, neste ensaio, me empenho para mostrar que, o puro senso comum em si, valida o que os registros históricos revelam, a saber, que o mundo Islâmico foi forjado através de violenta coerção.

E para demonstrar, usarei o Egito,  uma das mais importantes nações Muçulmanas e minha terra ancestral — como paradigma. Vou demonstrar como um fato histórico, do qual apologistas Islâmicos habitualmente se gabam  de que ainda existem milhões de Cristãos no Egito (aproximadamente 10% da população)  não é prova de tolerância Islâmica, mas sim de intolerância.

No século VII, no tempo em que o Islã estava sendo formulado, o Egito já era Cristão há séculos, [1] bem antes da Europa ter sido convertida. A Alexandria era um dos mais importantes centros eclesiásticos da antiga aprendizagem Cristã e junto com Roma e Antioquia, uma das três (Santa Sé) originais. [2]  Muitas evidências literárias e arqueológicas em andamento atestam para o fato de que o Cristianismo permeou todo o Egito.

Escrevendo por volta do ano 400,  mais ou menos dois séculos e meio antes da invasão Árabe,  John Cassian, um monge Cristão da região atualmente conhecida como moderna Romênia, observou que,

Um viajante de Alexandria ao norte, se dirigindo para Luxor ao sul ouviria ao longo da jornada os sons das rezas e rimas dos monges dispersos no deserto, dos monastérios e das cavernas, dos monges, eremitas e anacoretas. [3]

E nos últimos tempos, ambos, os mais antigos pergaminhos contendo palavras do Evangelho (que datam do século I) e a mais antiga imagem de Cristo foram descobertas em regiões separadas do Egito.

Possivelmente a mais antiga imagem de Cristo, descoberta no Egito e datada do primeiro século.

A questão agora passa a ser: o que fez essa nação tão antiga e intensamente Cristã se tornar Islâmica? Mais especificamente, o que fez os ancestrais dos atuais Muçulmanos do Egito, muitos dos quais eram Coptas Cristãos, se converterem ao Islã?

Para obter uma resposta objetiva a essa questão, um fator completamente ignorado deve ser considerado.

No século VII, quando os Árabes Muçulmanos invadiram o Egito, adentrando a era medieval, a religião não era algo para casualmente se aderir ou mudar como acontece hoje em dia no Ocidente. As pessoas daquela época eram verdadeiramente crentes, não havia uma narrativa alternativa,  não existiam reivindicações do tipo “Ciência x Deus”.

Seja qual for a religião em que uma pessoa tivesse nascido, era aceita com convicção absoluta — apesar dos muitos filmes projetando modernidade sobre os Cristãos Medievais. (Assim, o personagem central do Kingdom of Heaven, Balian e todos os outros protagonistas Cristãos rejeitam o “Cristão fanático” e exibem alguém mais aberto, tolerante e uma visão “sutil” sobre religião, incluindo o Islã. Tais representações são anacrônicas, com muito pouco embasamento histórico.)

Na Europa Medieval, a realidade do Cristianismo era gravada na mente de todos, do jovem ao mais velho. Não havia dúvida porque não havia alternativa. Conforme o historiador de Europa Medieval e Cruzadas, Thomas Madden coloca:

O mundo medieval não era o mundo moderno. Para as pessoas medievais, a religião não era algo que alguém apenas fez na Igreja. Era a ciência dele, filosofia, política, identidade e sua esperança de salvação. Não era uma preferência pessoal, mas uma verdade duradoura e universal.

Nesse contexto, apostatar, deixar a fé Cristã, especialmente por outra crença, era a coisa mais impensável de todas as transgressões contra a própria alma, um pecado que poderia levar a eterna danação.

“É a vontade de Deus!” Representações típicas de cruzados “hipócritas” em Kingdom of Heaven

É claro que a situação era a mesma com os Muçulmanos. O ponto aqui é que o homem pré-moderno levou a religião do seu povo, de sua tribo, do seu mundo, muito a sério, especialmente quando tais religiões ensinavam que o incumprimento da obrigação, ou pior, o desejo de apostatar o conduziria ao inferno eterno .

Dito de outro modo, mesmo que o Islã oferecesse um apelo intrínseco, a ideia de que os Cristãos pré-modernos eram “livres” para escolher a conversão,  livre da culpa, livre do medo, livre do trauma existencial  é puro anacronismo e, portanto implausível.

Mais uma vez, o homem Ocidental, que vive na era em que as pessoas trocam de religião com a mesma frequência que trocam de sapatos, deve ter muita dificuldade de apreciar plenamente essa ideia. Mas mesmo assim é verdade.

Após escrever que “os Cristãos viram as cruzadas ao leste como atos de amor e caridade, travadas contra os conquistadores Muçulmanos em defesa do povo Cristão e suas terras,” Madden colocou corretamente:

É muito fácil, para as pessoas modernas, descartarem as cruzadas como moralmente repugnantes ou cinicamente más. Esses julgamentos, no entanto, nos dizem mais sobre o observador do que o observado. São baseados unicamente em valores modernos (e, portanto, Ocidentais). Se, da segurança do nosso mundo moderno, somos rápidos em condenar a cruzada medieval, devemos estar cientes de que eles, também poderiam ser tão rápidos quanto, em nos condenar [a respeito dos nossos valores e prioridades]… Em ambas as sociedades, a medieval e a moderna, as pessoas lutam por aquilo que é mais importante para eles. [4]

Se os Europeus eram assim tão dedicados ao Cristianismo na era medieval, o que dizer dos Coptas do Egito, os quais já eram Cristãos há muitos séculos atrás? De fato, de acordo com algumas fontes históricas, os antigos Cristãos do Egito devem ter sido especialmente obstinados à exaustão.

O que então aconteceu, fazendo com que todos se convertessem ao Islã em massa, é a questão diante de nós?

Seria plausível acreditar que os primitivos conquistadores Muçulmanos do Egito não discriminaram contra os Cristãos nativos ou pressionaram para que se convertessem ao Islã (mesmo quando os Muçulmanos atualmente o fazem em plena era “iluminada” moderna)??

Isso é verdade, cita o professor John Esposito da Universidade de Georgetown, que os Cristãos “eram livres para praticar a sua fé de culto, para serem governados pelos líderes de sua religião e leis em áreas como casamento, divórcio e herança. Em troca, eram obrigados a pagar um tributo, um imposto de proteção (jizya) que os autorizavam a serem protegidos por Muçulmanos contra agressão externa e que os isentava do serviço militar”. refutação dessa afirmação.

De fato, o senso comum sugere nada menos que, circunstâncias extremamente severas, dificuldades  e perseguição, levaram os Coptas a se converterem ao Islã.

Claro, para o historiador que lê as fontes primárias — em oposição às principais obras de ficção sendo propagadas por tipos como Karem Armstrong entre outros  o exercício acima de senso comum é supérfluo.

As fontes primárias deixam claro que, enquanto os Coptas do Egito aquiesceram com o status de dhimmi  ou seja, — constantemente pagando somas enormes de dinheiro extorquido e aceitando a vida como pessoa de terceira classe, com pouquíssimos direitos, simplesmente por serem Cristãos — ataques de extrema perseguição explodiam regularmente. E a cada um desses, mais e mais Cristãos se convertiam ao Islã com o intuito de achar um alívio. [5]

Um exemplo revelador: Na história Muçulmana, no livro de Taqi al-Din al-Magrizi (d. 1442) a História Autêntica do Egito, episódio após episódio, registram Muçulmanos queimando Igrejas, assassinando Cristãos e escravizando suas mulheres e crianças. A única saída, então,  como acontece cada vez mais atualmente, era os Cristãos se converterem ao Islã.

Depois de registrar um ataque particularmente escandaloso de perseguição, onde muitos Cristãos foram massacrados, escravizados e estuprados; onde declaradamente cerca de 30.000 Igrejas do Egito e da Síria foram destruídas —  um número impressionante que indica também como os Cristãos do Oriente Próximo eram antes do Islã — o piedoso historiador Muçulmano deixa bem claro o porquê de Cristãos convertidos: “Nessas circunstancias um grande número de Cristãos tornaram-se Muçulmanos” (ênfase do autor). [6]

Paralelamente, em tempos de extrema perseguição, o enraizado sistema dhimmi, viu o empobrecido povo Egípcio lentamente se convertendo ao Islã ao longo de séculos, de modo que hoje apenas 10% permanecem Cristãos.

Considere as palavras de Alfred Butler, um historiador do século XIX, escrevendo antes do politicamente correto chegar ao meio acadêmico. O livro, A Conquista Árabe do Egito, destaca “o vicioso sistema de subornar os Cristãos para a conversão”.

Embora a liberdade religiosa estivesse, em teoria, assegurada aos Coptas sob a rendição, isso logo provou de fato ser sombrio e ilusório. Uma liberdade religiosa que se tornou identificada com a escravidão social e financeira, não poderia ter substancia nem vitalidade. Como o Islã se espalhou, a pressão social sobe os Coptas se  tornou enorme, e a pressão financeira, pelo menos, pareceu mais difícil de resistir, enquanto  o número de Cristãos ou Judeus responsáveis pelo pagamento do imposto [jizya] diminuiu ano após ano, e o seu isolamento tornou-se conspícuo… Os encargos dos Cristãos cresceram com força, em proporção à medida que seus números diminuíram [isto é, quanto mais Cristãos eram convertidos ao Islã, mais encargos recaiam sobre os poucos que restavam]. A maravilha, portanto, não é que muitos Coptas tenham se rendido à corrente, a qual os irritou com uma força arrebatadora sobre o Islã; mas que uma imensa multidão de Cristãos permaneceu firme contra a corrente, e nem mesmo todas as tempestades em treze séculos, conseguiram mover a fé deles da pedra de sua fundação. [7]

O leitor deve ter em mente que, embora a exposição acima seja a respeito do Egito, o mesmo paradigma se aplica ao resto das terras Cristãs conquistadas. Hoje em dia, toda a África é declaradamente 99% Muçulmana, e no entanto, poucos estão cientes de que era em sua maioria Cristã, no século VII, quando o Islã a invadiu. Santo Agostinho — indiscutivelmente o pai da teologia Cristã Ocidental — é oriundo da atual moderna Argélia.

Assim, não é exagero dizer que o “mundo Muçulmano” seria uma pequena fração de seu tamanho atual, ou talvez não existisse, se não fosse o fato de que os não-Muçulmanos se converteram ao Islã simplesmente para fugir da opressão e da perseguição. Uma vez que todos esses Cristãos se converteram ao Islamismo, todos os seus descendentes se tornaram Muçulmanos em perpetuidade, graças à lei de apostasia do Islã, a qual proíbe os Muçulmanos de deixarem o Islã sob pena de morte. “Na verdade, de acordo com o Dr. Yusuf al-Qaradawi, um líder clérigo no mundo Muçulmano, se a pena de [morte] por apostasia fosse ignorada, hoje em dia o Islã não existiria; o Islã teria desaparecido com a morte do profeta.”

Portão ensanguentado de uma Igreja Cristã Copta no Egito – uma das muitas dezenas atacadas nos últimos anos.

O qual leva a uma das ironias mais amargas do Islã: um grande número de Cristãos atualmente, especialmente no mundo Árabe, estão sendo perseguidos pelos Muçulmanos, cujos próprios ancestrais foram Cristãos perseguidos, que se converteram ao Islã para acabar com o seu próprio sofrimento. Em outras palavras, os Muçulmanos descendentes de Cristãos estão, hoje em dia, perseguindo seus primos Cristãos e portanto, perpetuando o ciclo que os tornou Muçulmanos em primeiro lugar.

Fazer uma longa história curta é simples: Passado e presente, o Islã tem sido uma religião de coerção [8]. Mais da metade do território que uma vez pertenceu à Cristandade  incluindo o Egito, Síria, Turquia e África do Norte, foi convertido ao Islamismo devido a episódios de extrema violência e sangria financeira constante.  O Estado Islâmico (ISIS), as organizações similares e os Muçulmanos ao redor do mundo não são aberrações, mas continuações. A violência, a intolerância e a coerção que eles exibem — pressionando os Cristãos a se converterem ao Islã, obrigando os Muçulmanos a permanecerem no Islã — criou  e sustenta o que hoje é conhecido como mundo Islâmico.

Não somente temos uma infinidade 
de material original 
provando todas essas conclusões, 
como também o senso comum puro, 
que demonstra tão bem quanto.

Referências Bibliográficas das notas e citações:

Nota do tradutor: Deste ponto em diante, de interesse restrito, deixarei o texto na forma original.


[1] St. Mark began evangelizing Egypt in the middle of the 1st century.
[2] That two of the three original sees of Christianity originated in what are now two Muslim nations—Egypt and Turkey—further speaks to the Christian nature of the Middle East before the Islamic invasions.

[3] Abba Anthony, Coptic Orthodox Patriarchate, Saint Anthony Monastery, March 2014, issue #3, p.6).

[4] Thomas Madden, The New Concise History of the Crusades (NY: Barnes and Noble, 2007), 223.

[5] As Muslims grew in numbers over the centuries in Egypt, so did persecution (according to Islam’s Rule of Numbers), culminating in the immensely oppressive Mameluke era (1250-1517), when Coptic conversion to Islam grew exponentially.

[6] Taqi Ed-Din El-Maqrizi, A Short History of the Copts and Their Church, trans. S. C. Malan (London: D. Nutt, 1873), 88-91.

[7] Alfred Butler, The Arab Invasion of Egypt and the Last 30 Years of Roman Dominion (Brooklyn: A & B Publishers, 1992), 464. One of the major themes throughout Butler’s book—which, first published in 1902, is heavily based on primary sources, Arabic and Coptic, unlike more modern secondary works that promote the Islamic “liberator” thesis—is that “there is not a word to show that any section of the Egyptian nation viewed the advent of the Muslims with any other feeling than terror” (p. 236):

Even in the most recent historians it will be found that the outline of the story [of the 7th century conquest of Egypt] is something as follows: …. that the Copts generally hailed them [Muslims] as deliverers and rendered them every assistance; and that Alexandria after a long siege, full of romantic episodes, was captured by storm.  Such  is the received account.  It may seem presumptuous to say that it is untrue from beginning to end, but to me no other conclusion is possible. [pgs. iv-v]

Butler and other politically incorrect historians were and are aware of the savage and atrocity-laden nature of the Islamic conquests.  The Coptic chronicler, John of Nikiu, a contemporary of the Arab conquest of Egypt and possibly an eyewitness, wrote:

Then the Muslims arrived in Nikiu [along the Nile]… seized the town and slaughtered everyone they met in the street and in the churches—men, women, and children, sparing nobody.  Then they went to other places, pillaged and killed all the inhabitants they found….  But let us say no more, for it is impossible to describe the horrors the Muslims committed…

Not, of course, that the average Muslim is aware of this fact. Indeed, in 2011 the Egyptian Muslim scholar Fadel Soliman published a book that was well received and widely promoted in the Islamic world, including by Al Jazeera, entitled Copts: Muslims Before Muhammad.  The book makes the ahistorical and anachronistic—in a word, the absurd—argument that Egypt’s 7th century Christians were really prototypical Muslims and that that is why Arabia’s Muslims came to “liberate” them from “oppressive” Christian rule.

[8] If not in theory, certainly in practice.   See “Islamic Jihad and the Doctrine of Abrogation.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

Raymond Ibrahim: O Estado Islâmico Revive A Tática do Terror Original do Islã — Canibalismo

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: The Islamic State Revives Islam’s Original Terror Tactic — Cannibalism


Raymond Ibrahim: O Estado Islâmico Revive A Tática do Terror Original do Islã  — Canibalismo

Por RAYMOND IBRAHIM

9 de Março de 2017

À luz das recentes revelações de que o Estado Islâmico está ensinando aos seus seguidores para comerem os não-Muçulmanos, — certamente podemos agora concordar que, pelo menos nisso, — o ISIS não é verdadeiramente Islâmico?

Infelizmente não. Até mesmo comer “infiéis” tem precedentes em toda história Islâmica, especialmente como tática do terror. Dois episódios bem documentados vêm à mente:

O primeiro diz respeito à jihad por excelência, Khalid bin al-Walid (d.642). Apelidado de “Espada de Alá” por Muhammad, devido a sua proeza, mantém posição reverenciada entre os grupos jihadistas (a bandeira negra do ISIS com escrita Árabe branca é um fac-símile da bandeira que Khalid carregava nas batalhas). Durante a Ridda — ou “guerras de apostasia” contra as várias tribos Árabes que tentaram romper com o Islã após a morte de Muhammad — Khalid acusou falsamente Malik bin Nuwayra, um bem quisto chefe Árabe, de apostasia. Depois de matá-lo, Khalid estuprou — fontes Muçulmanas chamam isso de “casou” — a esposa de Malik. Não contente,

“Ele [Khalid] ordenou a cabeça de [Malik]; juntou-a com duas pedras e a cozinhou num pote sobre elas. E Khalid a comeu naquela noite para aterrorizar as tribos Árabes apóstatas entre outros. E foi dito que os cabelos de Malik criaram uma chama tão brilhante que a carne ficou muito bem cozida [da crônica em vários volumes do historiador Muçulmano al-Tabari, al-bidaya w’al nihaya (“O Início e o Fim”; Excerto Árabe aqui).”

O segundo episódio diz respeito à conquista Islâmica da Espanha. De acordo com o cronista Muçulmano Ibn Abdul Hakam, depois de capturarem um grupo de vinicultores Cristãos, os invasores Islâmicos

“os aprisionaram. Depois pegaram um dos vinicultores e o mataram, o cortaram em pedaços e o ferveram, enquanto o resto de seus companheiros olhavam. Eles também tinham fervido carne em outros caldeirões. Quando a carne ficou cozida, jogaram fora o corpo do homem que tinham fervido; sem ninguém saber que jogaram fora; e comeram a carne que tinham fervido, enquanto os outros vinicultores eram espectadores. Estes não duvidaram que os Muçulmanos comeram a carne de seu companheiro; os outros, depois de serem liberados e mandados embora, informaram ao povo de Andaluzia [Cristãos Espanhóis] que os Muçulmanos se alimentavam de carne humana, informando-os sobre o que tinha sido feito ao vinicultor [fonte].”

Tarek ibn Ziyad — outro jihadi extraordinaire, reverenciado por queimar seus barcos ao chegar à costa da Espanha como prova de seu compromisso com a jihad ou o “martírio” — também tinha Cristãos cativos, abatidos, cozidos e aparentemente comidos diante de seus companheiros reféns. Então, de acordo com o historiador Muçulmano Ahmad ibn Muhammad al-Maqqari, o herói jihadista “permitiu que alguns dos cativos escapassem, para que pudessem relatar aos seus conterrâneos o que tinham visto. E assim o estratagema produziu o efeito desejado, já que o relato dos fugitivos contribuiu em alto grau para aumentar o pânico entre os infiéis” (The History of the Mohammedan Dynasty, p.227).

Note-se que, de acordo com todos os cronistas Muçulmanos acima citados, os jihadistas se engajaram nessas práticas canibais para aterrorizar e criar pânico entre os infiéis e apóstatas, isto é, como uma forma de guerra psicológica. Isto é mais uma vez ressaltado quando, como de costume, os cronistas citam ou parafraseiam versos do Alcorão que clamam por “infundir o terror” nos corações dos infiéis (e.g., 3:151, 8:12, 8:60) em justaposição à selvageria relatada.

(Assisti alguns anos atrás a um vídeo de um clérigo Egípcio moderno que também deixava claro que as ações de Khalid foram calculadas para aterrorizar os apóstatas. Entretanto o YouTube como de costume retirou o vídeo, mas aqui está a minha tradução original do que ele disse: “As pessoas se perguntam como Nosso Senhor Khalid poderia ter comido de tal carne? Oh sim — ele comeu disso! Nosso Senhor Khalid tinha um caráter muito forte, um grande apetite e tudo mais! Tudo para aterrorizar os Árabes do deserto [apóstatas]. O assunto exige determinação, estas questões exigem força — terrorismo.”)

Existem mais e episódios relacionados. Durante as primeiras invasões Muçulmanas na Síria Cristã, um dos companheiros de Muhammad, ‘Ubadah bin al-Samat, disse a um comandante Cristão que “Nós provamos sangue e não encontramos nada mais doce do que o sangue dos Romanos”, significando Bizantinos e/ou Cristãos. Se literal ou figurativo, claramente essas referências sanguinárias inspiram a cosmovisão do Estado Islâmico como evidenciado pela afirmação deste último de que “o sangue Americano é o melhor, e vamos prová-lo em breve”.

Aliás, a veneração e/ou a emulação da barbárie jihadista primitiva não se limita a trajes “radicais” ou extremistas, como sempre nos é dito, ou seja, “não têm nada a ver com o Islã“. Nada além de Al Azhar — a universidade mais prestigiada do mundo Muçulmano, que anfitriou o discurso do “Novo Começo” de Obama em 2009 — ensina estes relatos de Muçulmanos comendo infiéis. A razão é simples: tal herança não pertence ao ISIS mais do que à Al Azhar.

Uma nota final: uma escola de pensamento sustenta que, nos episódios históricos acima mencionados, Muçulmanos não fingiam apenas devorar suas vítimas; eles realmente faziam isso. No entanto, cronistas Muçulmanos posteriores, envergonhados pelo selvageria bestial de seus correligionários, retrataram o canibalismo como fosse apenas fingimento. Se isso for verdade, valida ainda mais o porquê do ISIS não está apenas ensinando os Muçulmanos a fingirem que devoram suas vítimas infiéis, mas a comê-las na realidade — como quando um jihadista cortou e enterrou os dentes no coração de um soldado Sírio caído, “Juro por Alá, soldados de Bashar, seus cães — comeremos os seus corações e fígados! Allahu Akbar!” (Sim, vídeo aqui.) — Nota do Blog: Vídeo de extrema violência. Se for em frente, clique em “continue”, em vermelho, na tela que surgirá.

Isso também pode ajudar a clarear explicação insatisfatória do Daily Mail  sobre o porquê do ISIS estar promovendo o canibalismo. De acordo com Haras Rafiq, uma autoridade do Daily, que descreve, como”Muçulmano praticante”, que o ISIS está promovendo o canibalismo “caso não haja suprimentos de alimentos disponíveis durante o que descrevem como em tempos de jihad”. Diante das circunstâncias, “terroristas foram encorajados a matar os não-Muçulmanos ou Muçulmanos, que não compartilham da mesma versão do Islã, por alimento.”

Com certeza, comer seres humanos em tempos de coação extrema e inanição — ou alimento “não-halal” — não é particularmente chocante e aconteceu muitas vezes, passado e presente, por povos de todas as raças e religiões. Fica a critério de cada aqui, refletir se Rafiq é mais um de uma longa lista de autoridades Muçulmanas embaraçadas tentando racionalizar as práticas depravadas de seus correligionários em nome do Islã.

[PJ Media]


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

ESTADO ISLÂMICO JURA MASSACRAR CRISTÃOS: “ALÁ DEU ORDENS PARA MATAR TODOS OS INFIÉIS”

Fonte/Source:  Islamic State vows to massacre Christians: “Allah gave orders to kill every infidel”

ESTADO ISLÂMICO JURA MASSACRAR CRISTÃOS: “ALÁ DEU ORDENS PARA MATAR TODOS OS INFIÉIS”
Por Robert SPencer

22 de Fevereiro de 2017

“O narrador continua dizendo que os Cristãos não eram mais ‘Dhimmis’ — um termo usado no Islã em referência a não-Muçulmanos que gozam de um grau de proteção estatal. Em vez disso, o grupo descreve os Cristãos Egípcios como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Essa é a lei islâmica: os Cristãos, entre outras “Pessoas do Livro” podem gozar da “proteção” do Estado Islâmico caso se submetam, paguem a jizya e aceitem outras regulamentações humilhantes e discriminatórias projetadas para garantir que se “sintam subjugados” (Qur’an 9:29). Mas, se violarem esse contrato de “proteção”, se tornarão kuffar harbi, infiéis em guerra com o Islã, e suas vidas são confiscadas.

E será que Alá deu ordens para matar todos os infiéis? Variações sobre a declaração “mate-os onde quer que os encontre” estão no Alcorão: 2: 191, 4:89 e 9: 5.

“’Alá deu ordens para matar todos os infiéis’, ISIS promete massacrar os Cristãos em vídeo arrepiante”, por Sofia Petkar, Express, 21 de fevereiro de 2017:

“Os militantes do ISIS no Egito ameaçaram aumentar os ataques contra os Cristãos no país, prometendo “libertar” o Cairo, em um novo vídeo assustador….

No clipe de 20 minutos, o grupo escolheu proeminentes Cristãos Egípcios, identificando o Papa Copta e um número de empresários ricos como “presas preferidas” do grupo.

A filmagem apresenta um jihadista mascarado, identificado como Abu Abdallah al-Masri, que promete ver a libertação dos Islâmicos presos quando o grupo tomar o controle da capital.

Al-Masri — que significa “O Egípcio” — foi o nome de guerra que o ISIS deu ao militante por trás do atentado suicida na Catedral de São Marcos.

No vídeo, o militante é visto agarrado a um rifle de assalto num campo de trigo.

Ele diz: “Finalmente, aos meus irmãos em cativeiro: alegre-se, você que acredita, não hesite ou lamente. Juro por Alá que em breve libertaremos o Cairo e o libertaremos do cativeiro.”

“Vamos chegar com explosivos, juro que vamos, por isso, você que acredita, alegre-se.”

O narrador continua dizendo que os Cristãos não são mais “Dhimmis” — um termo usado no Islã em referência aos não-Muçulmanos que gozam de um grau de proteção do Estado.

Em vez disso, o grupo descreve os Cristãos Egípcios como “infiéis que estão capacitando o Ocidente contra nações Muçulmanas”.

Um dos militantes, portando um rifle de assalto AK-47, diz no vídeo: “Alá deu ordens para matar todos os infiéis.”

“Oh, adoradores da cruz, os soldados do estado estão observando você”, diz outro militante mascarado — identificado como Abu Zubair al-Masri.

O vídeo também contém o novo logotipo do grupo — “Estado Islâmico no Egito” — em oposição à “Província do Sinai”, o nome original para a presença do ISIS no país.”


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

ISIS: A ÚLTIMA FASE DA JIHAD

Fonte/Source: ISIS: The Latest Phase of the Jihad – Raymond Ibrahim

Nota do blog: Este artigo, escrito em 5 de Fevereiro de 2016, continua absolutamente atual. O autor o republicou hoje por causa de sua entrevista à uma rádio, onde comenta sobre “A diferença — Apocalíptca e Prática — entre o ISIS e a al-Qaeda“. Para os versados na língua Inglesa, eis aqui o link para ouvir a entrevista : Apocalyptic – and Practical – Differences between ISIS and Al-Qaeda – Raymond Ibrahim


ISIS: A ÚLTIMA FASE DA JIHAD

Por Raymond Ibrahim

22 de Fevereiro de 2017

Hoover Institution’s Strategika

A melhor maneira de entender o Estado Islâmico (ISIS) é vê-lo como a próxima fase da Al-Qaeda. Todos os grupos jihadistas Islâmicos Sunitas — Boko Haram, ISIS, Taliban, al-Shabaab, al-Qaeda e até mesmo o Hamas — compartilham as mesmas motivações baseadas numa leitura literal e ortodoxa da história e da doutrina Islâmica: ressuscitar um califado (que existiu de várias formas de 632 a 1924) que implementa e difunde a totalidade da sharia, ou lei Islâmica.

Portanto, as notórias atrocidades do ISIS — decapitação, crucificação, escravidão sexual e destruição de locais de culto não-Sunitas — estão sendo cometidas por outros grupos jihadistas (por exemplo, Boko Haram e al-Shabaab, ambos os quais prometeram lealdade ao ISIS) e até mesmo para alguns governos Muçulmanos (por exemplo, Arábia Saudita) e Muçulmanos individuais ao redor do mundo.

Por outro lado, embora a al-Qaeda (AQ) professe à mesma sharia que o ISIS implementa, há muito vem travando uma guerra de propaganda contra o Ocidente. AQ retrata todos os ataques terroristas no Ocidente, incluindo o 11 de Setembro, como mera retaliação às políticas injustas do Ocidente contra Muçulmanos, incluindo o apoio a Israel e aos ditadores Árabes. [1]

Para manter essa narrativa de “ressentimento”, AQ sabe que os aspectos supremacistas e violentos inerentes à sharia — por exemplo, a destruição de Igrejas por parte do ISIS e a subjugação de minorias Cristãs “infiéis” — precisam ser restringidos ou ocultos do mundo Ocidental. Caso contrário, os esforços da AQ de retratar os jihadistas como “combatentes da liberdade” que resistem a um Ocidente opressivo correm o risco de serem minados. [2]

Independentemente disso, a estratégia da AQ de transformar a opinião Ocidental parece ter dado fruto numa área fundamental: cancelar o apoio Ocidental de longa data aos ditadores Árabes seculares. No contexto da “Primavera Árabe”, o governo Obama virou as costas ao aliado Egípcio dos EUA há 30 anos, Hosni Mubarak; ajudou jihadistas afiliados ao ISIS a derrubar Gaddafi da Líbia (embora estivesse cumprindo as ordens de Washington); e continua apoiando os afiliados “moderados” do ISIS [3] para derrubar Assad da Síria. Os idealistas do governo e da mídia esqueceram-se da razão primordial pela qual os Estados Unidos haviam anteriormente apoiado ditadores Árabes seculares: eles determinadamente se opuseram aos jihadistas.

O resultado foi uma nova e encorajada fase da jihad, a.k.a., ISIS. Nascido e entrincheirado precisamente nas nações em que a liderança dos EUA trouxe “liberdade e democracia” — Iraque, Síria e Líbia —ISIS (ou al-Qaeda 2.0) é agora indiferente à opinião Ocidental. Ao difundir amplamente na mídia seu triunfalismo selvagem em nome do Islã, ISIS perde o “cartão de ressentimento”, mas desempenha o “cartão de força”, inspirando assim milhões de Muçulmanos. De acordo com a Pew Research Center, em apenas 11 países, pelo menos 63 milhões e tantos quantos 287 milhões de Muçulmanos apoiam o ISIS. [4]

Mesmo assim, o ISIS trabalha em etapas. Quando criticado pelos Muçulmanos por matar Muçulmanos e não atacar Israel — o inimigo supremo — o ISIS respondeu dizendo que seguia o padrão do califado histórico fundado em 632. [5] Então, o Califa Abu Bakr decapitou e crucificou dezenas de milhares de Muçulmanos por apostatar. Somente depois que as tribos rebeldes foram trazidas de volta ao rebanho do Islã é que foram soltos para conquistar territórios Europeus/Cristãos durante as primeiras conquistas Muçulmanas da história (634-750). Na verdade, acredita-se que o califa Abu Bakr al-Baghdadi do ISIS tomou esse nome para significar seu foco, ou seja, aterrorizar todos os “hipócritas” e “apóstatas” até que se unifiquem sob a bandeira do califado.

Ainda resta saber se as estratégia do ISIS, — que inspira os Muçulmanos, mas perde a opinião Ocidental, terá sucesso. Segundo as pesquisas, a “Islamofobia” está em ascensão no Ocidente, especialmente após o surgimento do ISIS, levando vários políticos a falarem mais abertamente sobre os catalisadores da violência terrorista.

As fracas respostas do governo Obama alimentam a narrativa da AQ de que o terrorismo Islâmico, pelo menos em parte, reflete o ressentimento Islâmico; e se recusa a conectar as ações de qualquer organização jihadista — seja ISIS, al-Qaeda, Boko Haram, e outros — ao ensino Islâmico.

O tempo dirá se a próxima administração permanecerá deliberadamente ignorante sobre a natureza de seu inimigo jihadista — o que é fatal na guerra, de acordo com o antigo dictum de Sun Tzu, “conhece o teu inimigo” — ou se a realidade irá prevalecer sobre o politicamente correto.


[1] Veja, “Uma Análise da Visão de Mundo da Al-Qaeda: Tratamento Reciproco ou Obrigação Religiosa?” Veja também, The Al Qaeda Reader, o qual separara a comunicação da organização em dois grupos: mensagens de “Propaganda” para o Ocidente retratando terroristas jihadistas como mero Combatentes da Liberdade e mensagens de “Teologia” para os companheiros Muçulmanos, pregando o mesmo Islã do ISIS.

[2] Ver “Al-Qaeda: Defensor dos Cristãos?” para uma explicação mais elaborada deste tema.

[3] Em favor do papel do Exército Livre Sírio: “Maior massacre de Cristãos na Síria ignorado.

[4] “Pew poll: Entre 63 milhões e 287 milhões de apoiadores do ISIS em apenas 11 países.

[5] “Novo califado Islâmico declara Jihad aos … Muçulmanos


Traução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis

RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Fonte/Source: Raymond Ibrahim: Trump to American Muslims — Become Christian, Pay Jizya, or Die?

RAYMOND IBRAHIM: TRUMP AOS MUÇULMANOS AMERICANOS — TORNE-SE CRISTÃO, PAGUE A JIZYA OU MORRE?

Por RAYMOND IBRAHIM

17 de Fevereiro de 2017

Enquanto os liberais/esquerdistas Americanos continuam retratando o veto migratório de Donald Trump em sete países Muçulmanos com os piores termos possíveis — de “racista” a “islamofóbico” — e ativistas Muçulmanos continuam reivindicando “choque e trauma”, um Egípcio solitariamente fez algumas perguntas relevantes que poucos Muçulmanos se importariam de fazer.

Dr. Ahmed Abdu Maher é um pesquisador e ativista político que aparece regularmente na televisão de língua Árabe e que tem um longo histórico expondo as instituições Islâmicas, como a Universidade de Al Azhar, por usarem textos e currículos que promovem o terrorismo em nome do Islã. Em 6 de Fevereiro, postou um breve vídeo de si mesmo falando em Árabe, do qual traduzi partes relevantes:

Amigos, no que diz respeito à vitória presidencial de Donald Trump, queríamos perguntar aos nossos irmãos — os fuqaha [juristas da lei Islâmica] e os ulemás [estudiosos do Islã] — uma pergunta: se esse homem, que em mais de uma ocasião anunciou que não quer Muçulmanos…  se ele coagisse, através do poder das armas, a maioria dos Muçulmanos que vivem na América… para que se tornem Cristãos ou paguem a jizya, ou então perderão suas propriedades, matará seus homens, escravizará suas mulheres e meninas, as quais serão vendidas em mercados de escravos. Se ele fizesse tudo isso, seria considerado racista, terrorista ou não? Claro, estou apenas hipotetizando, eu sei que a Bíblia e sua religião não promovem tais coisas, mas vamos apenas presumir: Seria ele um racista ou não? Seria um terrorista ou não? Como então [quando se considera] que temos em nossa jurisprudência Islâmica, que você nos ensina, e nos diz que todos os Imãs estão de acordo de que as aberturas Islâmicas [ou seja, as conquistas] são a maneira de disseminar o Islã? Precisamos ser sensitivos à palavra “abertura” [futuhat]! As aberturas Islâmicas significam espadas e matança. As aberturas Islâmicas, através das quais as casas, castelos e territórios foram devastados, estes … [fazem parte de] um Islã que você tenta nos fazer seguir. Então, me pergunto, ó sheik, ó líder deste ou aquele centro Islâmico em Nova York, você gostaria de ver isso acontecendo com sua esposa e filha? Você — este ou aquele sheik — aceitaria que isso fosse feito com os seus filhos? Que sua filha caísse nas mãos desse guerreiro [como escrava], seu filho nãos mãos desse guerreiro, — um quinto [do espólio de guerra] indo para o Califa — e assim por diante? Quero dizer, não é isso que vocês chamam de Sharia de Alá? … Então vamos pensar sobre as coisas e fazer um esforço para discernir o que é certo e o que é errado.”

Para aqueles que desconhecem o assunto, Maher está se referindo às conquistas Islâmicas na história, que na tradição Muçulmana são referidas em termos gloriosos como “aberturas” altruístas (futuhat) que permitiram que a luz do Islã rompesse para a humanidade. Durante séculos, os exércitos Muçulmanos invadiram territórios não-Muçulmanos, dando aos habitantes três escolhas: converter-se ao Islã, ou então pagar a jizya (imposto de proteção) e aceitar o status de terceira classe como um “humilde” dhimmi (ver Alcorão 9:29), ou enfrentarão a espada, a morte e a escravidão. A maioria viu a luz e o nascimento do “mundo Muçulmano”.

Os Muçulmanos se comportaram assim diante dos não-Muçulmanos por quase 1.400 anos, e a lei Islâmica, que acredita ser baseada na vontade transcendente e imutável de Alá, ainda prescreve essa abordagem aos não-Muçulmanos.

Nesse contexto, do que os Muçulmanos reclamam? pergunta Maher. Tudo o que Trump fez foi banir a imigração das nações Muçulmanas estreitamente associadas ao terrorismo. Como pode, se ele realmente tratou os Muçulmanos na América do mesmo modo como os Muçulmanos sempre trataram os não-Muçulmanos sob sua autoridade — a maneira como a lei Islâmica, a Sharia, exige — ou seja, de uma maneira muito pior do que simplesmente proibir a imigração de nações terroristas no interesse de autopreservação?

Deve-se notar que se Maher está entre uma minoria de Muçulmanos que  expõe abertamente a hipocrisia e a dupla moral de seus correligionários, a maioria dos Muçulmanos do mundo — incluindo e especialmente aqueles que estão atualmente na América, fingindo um trauma, nas palavras “ofensivas” de Trump — sabe precisamente do que ele está falando.


Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis