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Asia Bibi e as Montanhas do Paquistão

Foto/Capa: Montanhas do Paquistão

Asia Bibi e as Montanhas do Paquistão

Por Tião Cazeiro

25 de Março de 2017

Asia BibiNovembro de 2010:

“Asia Bibi, uma mulher Cristã e Paquistanesa de 45 anos, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte por blasfêmia em 7 de Novembro passado. Um tribunal de Punjab decidiu que a mulher, uma trabalhadora agrícola, ofendeu o profeta Maomé/Muhammad. Mas, na realidade, Asia Bibi foi insultada primeiro como “impura” (por não ser Muçulmana), e em seguida forçada a defender sua fé Cristã diante da pressão de outros trabalhadores Muçulmanos. O marido de uma delas, o imam local, decidiu fazer acusações e denunciar a mulher, que foi primeiramente espancada, depois aprisionada e, finalmente, após um ano, condenada à morte.”

Janeiro de 2014:

“Asia Bibi está na prisão aguardando a execução por falsas acusações por blasfêmia. Só Deus pode libertá-la porque os Cristãos do Ocidente não se atrevem a falar em seu nome: “Falar sobre extremistas, militantes Islâmicos e as atrocidades que perpetraram globalmente pode prejudicar as conquistas positivas que nós, Católicos, alcançamos em nosso diálogo inter-religioso com Muçulmanos devotos.” — Robert McManus, Bispo Católico de Worcester, Massachusetts, 8 de Fevereiro de 2013.”

“Asia Bibi e outros Cristãos Paquistaneses acusados de blasfêmia não têm amigos, nem protetores, nem porta-vozes.”

Outubro de 2016:

“Paquistão: 150 clérigos Muçulmanos exigem a morte de Asia Bibi, a mulher Cristã acusada de blasfêmia.”

“Um decreto religioso advertiu o governo do Paquistão que se Asia Bibi for enviada ao exterior, por meio de qualquer conspiração, a administração sofrerá consequências.”

“Isso é, naturalmente, uma ameaça de violência se não conseguirem o sangue dessa pobre mulher. Se tivéssemos uma administração sã, o caso de Asia Bibi teria sido conduzido energeticamente pelo Departamento de Estado e transformado numa questão diplomática até que fosse libertada para um país onde pudesse viver livremente. Ela está enfrentando a morte por supostamente insultar o Islã e Maomé. Os Estados Unidos deveriam defender a liberdade de expressão. Mas esta é, naturalmente, a era de Obama e Hillary Clinton.”

Janeiro de 2017:

 “Cinco mulheres cujos direitos a “Marcha das Mulheres” deixou para trás — No Sábado, uma coalizão de atrizes, estrelas do pop e Michael Moore se reuniram em cidades de todo o país para protestar contra a transferência pacífica do poder entre os presidentes Barack Obama e Donald Trump, uma tradição Americana secular.”

“Os discursos — de um elenco de personagens com origens tão diversas como Ashley Judd, Scarlett Johansson e Madonna — advertiram que a América estava no precipício de uma “nova era de tirania” e só a “revolução” poderia salvá-la. Os “chapéus vagina“, armados com a linguagem “depreciativa” como um veículo de “empoderamento”, advertiram o eleitorado Americano que a época em que a esquerda Americana respeitava a infra-estrutura eleitoral Republicana da nação tinha terminado.”

“O conteúdo dos discursos em tais manifestações parecia desviar-se de seu propósito nominal. Organizadores alegadamente convocaram a marcha para defender os direitos humanos das mulheres oprimidas. Deveria ter sido uma oportunidade única de levantar os abusos de direitos humanos que muitas vezes ficam afastados da conversa internacional porque afetam mulheres: a mutilação genital feminina, estupro por refugiados e pessoas deslocadas internamente (IDP) a escravidão sexual, para começar.”

Asia Bibi — “Ao serem confrontadas, suas colegas de trabalho alegam que Bibi havia perguntado a elas: “O que Muhammad fez por você?” Bibi nega ter dito isso, mas sua palavra num tribunal Islâmico Paquistanês pesa menos do que a de seus acusadores.”

Berta Soler — “líder do movimento dissidente Damas de Branco em Cuba.”

“Em quase todos os domingos desde a “Primavera Negra” de 2003, Soler e seus compatriotas — esposas, filhas, irmãs e mães de prisioneiros políticos Cubanos — foram presos por carregar imagens de seus entes queridos injustamente presos à igreja e tentar assistir uma Missa Católica em Havana. Elas foram espancados, arrastados pelos tornozelos, puxadas pelos cabelos, ridicularizadas, pichadas e abandonadas à força longe de suas casas sem ter como voltar, sob o regime de Raúl Castro. Elas procuram a liberdade dos prisioneiros de consciência e uma restauração do respeito pelos direitos humanos básicos em Cuba, e rejeitam abertamente o comunismo.

Park Yeonmi — “Park escapou da Coréia do Norte aos 13 anos de idade, passando pela China, onde os guardas muitas vezes se aproveitavam das mulheres que tentavam fugir do estado comunista repressivo exigiam favores sexuais. Um guarda realmente tentou violar Park, mas finalmente cedeu depois que sua mãe se ofereceu no lugar dela. Ela foi estuprada duas vezes naquela noite. “A primeira vez, eu ouvi apenas os sons. A segunda vez estava na minha frente. Eu disse a mim mesmo que eu não vi isso. Foi assim que consegui continuar vivendo.”

Kayla Mueller — “Kayla Mueller sofreu meses de brutalidade como escrava sexual favorita de Abu Bakr al-Baghdadi, o fundador do Estado Islâmico (ISIS). O grupo jihadista anunciou que ela foi morta em um ataque aéreo aos 26 anos em 2015; o governo dos EUA confirmou sua morte, mas não como ela morreu.”

“Enquanto escravizada, Mueller se recusou a se converter ao Islã, desafiando seus captores jihadistas quando tentaram afirmar o contrário, e se tornou uma irmã protetora mais velha para as meninas Yazidis que haviam sido capturadas e escravizadas. Ela se recusou a escapar com um grupo de meninas, argumentando que, como um Americana, ela iria chamar muita a atenção para as outras meninas.”

Mayar Mohamed Mousa — “Mousa morreu aos 17 anos no Egito enquanto sofria um procedimento ilegal de mutilação genital feminina (MGF). “Os resultados iniciais de uma autópsia realizada sobre a menina citam coagulação do sangue como a possível causa de morte”, informou a CNN em Junho de 2016. Complicações durante a mutilação — que muitas vezes inclui a remoção completa do clitóris e corte de partes dos lábios — são comuns, mas os pais continuaram submetendo suas meninas ao procedimento para privá-las de desejo sexual, mantendo-as “puras”.

“Somos uma população cujos homens sofrem de fraqueza sexual, o que é evidente porque o Egito está entre os maiores consumidores de estimulantes sexuais que só os fracos consomem”, disse o legislador Egípcio Elhamy Agina em Setembro. “Se pararmos com a MGF, precisaremos de homens fortes e não temos homens desse tipo”.”

“Mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje foram cortadas em 30 países na África, Oriente Médio e Ásia”, de acordo com a OMS.”

Fevereiro de 2017:

“Autoridades Paquistanesas prenderam um pai Cristão de 70 anos e sua família, incluindo seus três filhos entre 8 e 14 anos, por um suposto ato de blasfêmia, relata a British Pakistani Christian Association (BPCA).”

“”Um homem de 70 anos e seu filho foram torturados para confessar, mas novamente defenderam resolutamente sua inocência”, continuou ele. “Agora este homem idoso Mukhtar Masih morrerá provavelmente na prisão ou enforcado por um crime que não cometeu.”

“Houve também vários Cristãos acusados por blasfêmia em todo o país. Alguns Muçulmanos pediram a execução desses Cristãos.”

“”No Paquistão, os tribunais são conhecidos por sua manipulação das leis que são usadas como uma ferramenta para discriminar as minorias”, informou o Pakistan Christian Post em Outubro.”

Paquistão

Enquanto o sol ilumina as montanhas…

  • O órgão regulador da mídia Alemã instruiu a imprensa para censurar etnicidade e religião em reportagem. Merkel não quer que o povo Alemão e o mundo saibam quão desastrosas foram suas políticas. Ela não quer que as pessoas saibam quantos crimes são cometidos por migrantes Muçulmanos. Manter o povo ignorante é a sua única chance de permanecer no poder.

Diante de tanta insanidade só resta admirar as montanhas do Paquistão…


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A Mulher É Um Inimigo Perpétuo Do Islã

Foto/Capa: Tradução do texto da foto/capa: “Sim: Eles nos odeiam. Isso precisa ser dito.”

Photo/Cover/Credit: Underpaid Genius — Why Do They Hate Us? – Mona Eltahawy

Fonte/Source: Council of Islamic Ideology declares women’s existence anti-Islamic


A Mulher É Um Inimigo Perpétuo Do Islã

Burka woman 2

Nota do blog: “Texto foi retirado do site  Pakistan Today — PT.  Acesse o link acima.” — “UNDER FAIR USE”

Islamabad é a capital do Paquistão, 
cujo nome em Urdu significa “Morada do Islã”. 

15 de Março/2014  — Reeditado.

By “KHABARISTAN TODAY

Islamabad – Sharia Correspondent:  O Conselho da Ideologia Islâmica (CII) concluiu a reunião no. 192 desta Quinta-feira com a decisão de que as mulheres são anti-Islâmicas e que sua mera existência contradiz a Sharia e a vontade de Alá. De acordo com a decisão, o CII Presidente Maulana Muhammad Khan Shirani observou que a existência das mulheres “desafia as leis da natureza, e para proteger o Islamismo e a Sharia, as mulheres devem deixar de existir o mais rápidamente possível.” O anúncio chegou dois dias após a reunião no.191 do CII, onde apelidaram leis relacionadas à idade mínima para o casamento para que sejam consideradas anti-Islâmias.

Após declararem que as mulheres são anti-Islâmicas, Shirani explicou que havia, na verdade, dois tipos de mulheres — haraam e makrooh. “Podemos dividir todas as mulheres do mundo em duas categorias distintas: as que são haram e aquelas que são makrooh. Agora, a diferença entre haram e makrooh é que a primeira é categoricamente proibida enquanto que a segunda é realmente detestada”, disse Shirani.

Ele foi mais longe para explicar como as mulheres ao redor do mundo podem certificar-se de que sejam promovidas a makrooh ou serem apenas haram. “Qualquer mulher que exercer a sua própria vontade é haram, absolutamente haram, e portanto está conspirando contra o Islã e a Ummah, enquanto que as mulheres que são totalmente subservientes podem alcançar o status de makrooh. “Tal é a generosidade da nossa ideologia, e tal é o esforço de homens Muçulmanos como nós, que são os verdadeiros portadores da igualdade de gênero”, disse o presidente CII acrescentou.

Funcionários disseram ao “Khabaristan Today” que os membros do conselho deliberaram sobre várias referências históricas relacionadas às mulheres e concluiu que cada mulher é uma fonte de “fitna” e um inimigo perpétuo do Islã. Disseram também que restringindo as mulheres como suas subordinadas, na fronteira com o estado de escravidão, o ”Momineen” e os “Mujahideen” podem assim garantir que o Islã continuará a ser a religião de paz, prosperidade e igualdade de gênero.

Respondendo uma pergunta de um dos funcionários, “disse que as normas internacionais de igualdade do gênero não devem ser utilizadas quando contradizem o Islã ou a constituição do Paquistão”, que tinha incorporado o Islamismo e dado a soberania a Alá. “Nós não acreditamos nos ideais Ocidentais, e tudo que contradiz o Islã nunca deve ser dado atenção.” “Em todo o caso, dando às mulheres o status mais elevado, de serem makrooh, somos nós os Muçulmanos que abriram o caminho para a verdadeira Sharia do feminismo complacente”, disse o funcionário.

A reunião CII também aconselhou ao governo que a lei que protege o direito das mulheres do Islã de respirar, também deve ser retirado delas. Se a mulher tem ou não permissão para respirar, isto deve ser deixado para o marido ou tutor masculino, e nenhuma mulher, em circunstância alguma, deve ser autorizada a decidir se pode ou não respirar, disse Shirani . (Ênfase adicionada).

Khabaristan Today

khabaristantoday 

Telling it like it almost never is / Contando como se quase nunca fosse

Email: khabaristantoday@pakistantoday.com.pk.


Nota do Blog: Este artigo é uma sátira feita pelo site Khabaristantoday. Veja o logo acima e nas páginas fontes.  Portanto, para evitar confusão, fica registrado aqui. Nenhuma das fontes emitiram nota sobre isso. 

Tradução: Tião Cazeiro — Muhammad e os Sufis